Estudos Cristãos: AS MELHORES 150 PERGUNTAS E RESPOSTAS CRISTÃS

10
13382

QUEM É DEUS?
Deus é Espírito, o Criador de todas as coisas.  Criador do Universo, Criador dos homens, dos anjos, dos animais, de todos os elementos da Natureza, exemplos de água, ar e luz (Gn 1; Jo 4.24).

QUAIS OS ATRIBUTOS DE DEUS?
Atributos são as qualidades inerentes a Deus, próprias dEle.  Dividem-se em dois: atributos incomunicáveis, que não podem ser transferidos ao homem (ONIPRESENÇA, ONISCIÊNCIA, ONIPOTÊNCIA, INFINITUDE e IMUTABILIDADE); atributos comunicáveis, os que podem ser transferidos ao homem (AMOR, SANTIDADE, JUSTIÇA, VERDADE).  (Êx 3.14; Pv 5.21; 15.3; At 15.17-18; Tg 1 17; Sl 139.1-12; 147.13-18).

QUEM É JESUS CRISTO?
O nome JESUS provém do hebraico “Jeshua” (Jeová salva).  A palavra CRISTO provém do hebraico “Massiah” (Ungido).  Jesus Cristo é o Filho de Deus, a Segunda Pessoa da Trindade, o Deus Filho, o Verbo que se fez carne e habitou entre nós.  Três dias após a Sua morte na cruz, ressuscitou e retornou ao Pai.  Jesus é Deus e, como tal, possui os mesmos atributos de eternidade, onisciência, onipotência, onipresença, eternidade e imutabilidade.  Ele próprio se definiu afirmando: “EU E O PAI SOMOS UM”.  Jesus participou da Criação.  (Gn 1.16; Jo 1.3; 21.17; Ef 1.20-23; Ap 1.8; Is 54.5; 9.6).

QUEM É O ESPÍRITO SANTO?
Na qualidade de Terceira Pessoa da Trindade, o Espírito Santo é Deus e possui, é óbvio, os mesmos atributos de Deus.  Com Deus Pai e Deus Filho participou da Criação.  É Ele quem distribui os dons espirituais e ministeriais, segundo a Sua soberana vontade.  O Espírito Santo habita no crente.  (Gn 1.2; Sl 139.7; At 5.3-4; Rm 15.19; l Co 2.10; Jó 33.4).  O QUE SIGNIFICA SANTÍSSIMA TRINDADE ?
Há um só Deus em três pessoas distintas: o Pai é Deus; o Filho é Deus; o Espírito Santo é Deus.  Embora na Bíblia não haja a expressão “Santíssima Trindade”, a doutrina cristã do Deus trino está evidente em várias passagens das Escrituras.  No batismo de Jesus, por exemplo, ouviu-se a voz do Pai: “Tu és o meu Filho amado em quem me comprazo” (Mc 1.11).  João Batista disse: “Eu vi o Espírito descer do céu como pomba e permanecer sobre Ele” (sobre Jesus) (Jo 1.32).  Aí temos, portanto a manifestação das três pessoas da Trindade.  A Trindade, ou seja, as três pessoas subsistentes em um só Deus, constituem um dos maiores mistérios da Divindade.  Não pode ser entendida nem explicada à luz da lógica humana.  A infinitude de Deus não cabe na finitude do homem.(Gn 1.1-2; 1.26; 3.15; Jo 1.1-14).  QUER DIZER QUE JESUS SEMPRE EXISTIU?
Sempre existiu.  Como se lê em João, capítulo primeiro: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus…  o Verbo se fez carne e habitou entre nós”.  Logo, o Verbo, JESUS, no princípio estava com Deus e era Deus.  Então, Deus se fez homem e viveu como homem em nosso meio.  JESUS sabia que havia saído de Deus e ia para Deus (Jo 13.3).  O próprio Jesus afirmou que voltaria para o Pai e prepararia nosso lugar nos céus (Jo 14.2-4).  Uma das mais objetivas afirmações sobre a eternidade de Jesus está em Isaías 9.6: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu.  O principado está sobre os seus ombros, e o seu nome será: MARAVILHOSO, CONSELHEIRO, DEUS FORTE, PAI DA ETERNIDADE, PRÍNCIPE DA PAZ”.  QUER DIZER QUE DEUS NÃO TEM MÃE?
Nem pai.  Deus é um Ser incriado, isto é, que existe sem ter sido criado.

COMO PROVAR A EXISTÊNCIA DE DEUS?
Seria uma tentativa vã tentar provar a existência do Altíssimo por argumentos lógicos e humanos.  A melhor maneira é aceitá-la pela fé.  Todavia, podemos dizer que o Universo nos fala do seu Criador.  Os bilhões de estrelas, o nosso Sistema Solar, as infalíveis leis na Natureza, tudo funcionando em perfeita harmonia, nos falam da existência de um Ser Superior, Todo-Poderoso.  A Terra gira em torno de si mesma e em torno do Sol há milhões de anos com uma precisão indescritível.  Não se trata de obra do acaso.(Gn 1 e 2).  COMO PODEMOS FALAR COM DEUS?  A oração é uma forma de falarmos com Deus.  Deus ouve e responde àqueles que a Ele se chegam com humildade e fé: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Cr 7.14; Jo 14.13; 15.16; Mt 6.6, 9).

ALÉM DE SENHOR E SALVADOR,COMO A BÍBLIA APRESENTA JESUS?
Os títulos, nomes e atributos de Jesus são inerentes à Sua Divindade e missão.  Vejamos: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz (Is 9.6); Porta e Pastor (Jo 10.10); Luz do mundo (Jo 8.12); Caminho, Verdade e Vida (Jo 14.6); Libertador (Jo 8.36); Videira Verdadeira (Jo 15.l); Ressurreição e Vida (Jo 11.25); Adão (1 Co 15.45);Advogado (1 Jo 2.1);Alfa e Ômega (Ap 1.8; 22.13); Amém (Ap 3.14);Apóstolo da nossa confissão(Hb 3.1); Autor da Salvação (Hb 2.10); Autor da Vida (At 3.15); Autor e Consumador da Fé (Hb 12.2); Bem-aventurado e único soberano (1 Tm 6.15); Braço do Senhor (Is 5.19; 53.1); Cabeça da Igreja (Ef 1,22); Chefe (Is 55.4); Consolação de Israel (Lc 2.25); Cordeiro de Deus (Jo 1.29); Criador (Jo 1.3); Cristo de Deus (Lc 9.20); Desejado de todas as nações (Ag 2.7); Deus bendito (Rm 9.5); Deus Unigênito (Jo 1.18); Deus (Is 40.3); Emanuel (Is 7.14); Eu Sou (Jo 8.58); Filho Amado (Mt 12.18); Filho de Davi (Mt 1.1); Filho de Deus (MT 2.15); Filho do Altíssimo (Lc 1.32); Filho do Homem (Mt 8.20); Filho do Deus Bendito (Mc 14.61); Glória do Senhor (Is 40.5); Grande Sumo Sacerdote (Hb 4.14); Guia (Mt 2.6); Herdeiro de todas as coisas (Hb 1.2); Homem de dores (Is 53.3); Imagem de Deus (2 Co 4.4); Jesus de Nazaré (Mt 21.11); Jesus (Mt 1.21); Juiz de Israel (Mq 5.1); Justiça nossa (Jr 23.6); Justo (At 7.52); Leão da Tribo de Judá (Ap 5.5); Legislador (Is 33.22); Mediador (1 Tm 2.5); Mensageiro da Aliança (Ml 3.1); Messias, o Ungido (Dn 9.25, Jo 1.41); Nazareno (Mt 2.23); Nossa Páscoa (1 Co 5.7); Pão da Vida (Jo 6.35); Pai Eterno (Is 9.6); Pastor e Bispo das Almas (1 Pe 2.25); Pedra Angular (Sl 118.22); Poderoso de Jacó ( Is 60.16); Poderoso Salvador (Lc 1.69); Precursor (Hb 6.20); Primogênito (Ap 1.5); Príncipe dos Pastores (1 Pe 5.4); Princípio da Criação de Deus (Ap 3.14); Profeta (Lc 24.19); Raiz de Davi (Ap 22.16); Redentor (Jó 19.25); Rei dos reis (1 Tm 6.15); Rei dos santos (Ap 15.3); Rei dos Judeus (Mt 2.2); Rei dos séculos (1 Tm 1.17); Rei (Zc 9.9); Renovo(Is 4.2); Resplandecente Estrela da Manhã (Ap 22.16); Rocha (1 Co 10.4); Rosa de Sarom (Ct 2.1); Santo de Deus (Mc 1.24); Santo de Israel(Is 41.14); Santo servo (At 4.27); Santo (At 3.14); Semente da mulher (Gn 3.15); Senhor da glória (1 Co 2.8); Senhor de todos (At 10.36); Senhor Deus (Is 26.4); Senhor dos senhores (1 Tm 6.15); Siló (Gn 49.10); Soberano dos reis (Ap 1.5); Sol da justiça (Ml 4.2); Sol nascente (Lc 1.78); Testemunha fiel (Ap 1.5); Testemunho (Is 55.4); Todo-Poderoso (Ap 1.8); Verbo de Deus (Ap 19.13); Verbo (Jo 1.1); Verdade (Jo 1.14); Doador do Espírito Santo (Mt 3.11); Primeiro e Último (Is 41.4); Fundamento da Igreja (Mt 16.18); Onipresente, Onipotente e Onisciente (Ef 1.20-23; Ap 1.8; Jo 21.17); Santificador (Hb 2.11); Mestre (Lc 21.15); Inspirador dos profetas (1 Pe 1.17); Supridor de Ministros à Igreja (Ef 4.11); Salvador (Tt 3.4-6).  Cada nome ou título atribuído a JESUS revela um dos aspectos de Sua natureza e caráter.

QUAL O SIGNIFICADO DA EXPRESSÃO “FILHO DO HOMEM”?
Em várias passagens da Bíblia vemos JESUS aplicando a Si próprio o qualificativo Filho do homem (Mt 17.22; Mc 9.6).  É provável que o título tenha significado messiânico, apontando para Sua condição de Messias.  A expressão sugere também a Sua dupla relação: a natureza humana e a divina, cem por cento homem, cem por cento Deus.  Como JESUS não descende de Adão, porque não gerado por homem, não se deve dar tradução literal ao termo.  Jesus é o Deus Filho que se fez homem.

QUAL O SENTIDO DA EXPRESSÃO “MORTE VICÁRIA DE CRISTO”?
Vicário significa : que faz as vezes de outrem ou de outra coisa.  Logo, Cristo morreu em nosso lugar.  Morte vicária e morte substitutiva são expressões equivalentes (Jo 3.16).

E MORTE PROPICIATÓRIA?
Propiciar quer dizer tornar favorável, propício.  O sangue de JESUS propiciou a redenção da humanidade, satisfez a justiça de Deus e reconciliou os homens com Seu Criador.  (1 Jo 4.10).

E MORTE EXPIATÓRIA?
Expiar significa cumprir a pena no lugar do outro; pagar o preço por outra pessoa.  É comum a expressão “bode expiatório” que indica o estado de uma pessoa inocente que sofre punição em lugar do verdadeiro culpado.  JESUS, com Seu sangue, pagou o preço de nossa redenção, de nosso resgate, colocando-se em nosso lugar, fazendo expiação por nossos pecados (Dn 9.24).

QUAL A DIFERENÇA ENTRE UNGIDO, MESSIAS E CRISTO?
Não há diferença.  UNGIDO é aquele que recebeu unção, que foi investido de autoridade para o desempenho de uma missão divina.  MESSIAS (do hebraico Messiah, do grego Christos) quer dizer ungido.  CRISTO é o título oficial de Jesus, pelo qual é nomeado como Salvador do mundo, profeta, sacerdote e rei.  Portanto, JESUS, o Cristo, o Ungido de Deus, para concretizar o plano de salvação dos homens.

QUEM SÃO OS SANTOS?
Necessário entendermos que há SANTOS VIVOS e SANTOS FALECIDOS.  Os SANTOS VIVOS são os que aceitaram a Jesus como Senhor e Salvador e perseveram na fé e na obediência à Palavra de Deus.  Ser santo é ser separado: separar-se do pecado.  Os SANTOS FALECIDOS são, obviamente, os santos que morreram em Cristo.  A santidade não se dá somente depois da morte.  Não podemos julgar quem é ou quem não é santo, quem vive ou quem não vive em santidade.  (1 Co 1.2; Fp 1.1).

QUEM PODE SER SANTO?
Todos devemos ser santos.  Deus convoca todos à santidade: “Sede santos porque Eu sou santo” (Lv 19.2).  São santos TODOS os filhos de Deus, ou seja, os cristãos regenerados, convertidos ao Senhor, nascidos do Espírito.  (1 Pe 1.16).

O QUE FAZER PARA SER SANTO?
Arrepender-se de seus pecados e deixá-los; voltar-se para JESUS com sincera atitude de obediência, submissão, humildade, amor e fé.(Mt 4.17; Pv 28.13).

OS SANTOS FALECIDOS POSSUEM PODERES?
Não.  Os santos, no Paraíso, se encontram num estado de redenção incompleta, porquanto somente com a volta do Senhor Jesus ressuscitarão num corpo glorioso.  Os poderes para curar enfermos e expulsar demônios foram outorgados pelo Senhor Jesus à igreja visível, ou seja, aos vivos.  Ademais, os santos falecidos não possuem, por óbvias razões, os atributos de Deus, de onipresença, onisciência e onipotência.  O princípio bíblico é o seguinte: os mortos nada podem fazer pelos vivos, nem os vivos, pelos mortos.(1 Ts 4.16-17; Mc 16.17-18).

OS SANTOS PODEM SER MEDIADORES ENTRE DEUS E OS HOMENS?
Não.  POR QUÊ?
Citaremos apenas duas razões: 1) a Palavra de Deus diz que só há um MEDIADOR, INTERCESSOR e ADVOGADO entre Deus e os homens; 2) Os santos falecidos não são ONIPRESENTES, isto é, não estão em todos os lugares ao mesmo tempo.  O atributo da onipresença é exclusividade de Deus.  Logo, os espíritos dos santos falecidos não podem ouvir os pedidos que a eles são dirigidos.  E ainda que os ouvissem, não os levariam a Deus porque estariam em desobediência à Palavra do Criador.  Lembremo-nos da passagem bíblica sobre o HOMEM RICO e LÁZARO.  Não tiveram permissão de levarem palavras de salvação aos da terra: nem o rico, que estava em tormentos, nem o pobre Lázaro, que estava no Seio de Abraão.  Por outro lado, JESUS foi taxativo quando disse: …  “ninguém vem ao Pai a não ser através de Mim” (1 Tm 2.5; Hb 7.25; 1 Jo 2.1; Jo 14.6; Lc 16.20-31).

O QUE É A MORTE?  QUAL A SUA ORIGEM?  A morte deve ser vista sob três aspectos: MORTE FÍSICA, a descida do nosso corpo à terra.  Surgiu em conseqüência da desobediência do casal Adão/Eva e de acordo com a palavra de Deus no Jardim do Éden : “No dia em que dela comeres, certamente morrerás”.  “És pó e em pó te tornarás”(Gn 2.17: 3.19).  MORTE ESPIRITUAL, quebra da comunhão de Deus com os homens em virtude do pecado (Gn 3.8).  MORTE ETERNA, eterna condenação e separação de Deus.  Os filhos de Deus vencem a morte física na ressurreição (1 Ts 4.16-17), não experimentam a morte espiritual e estão livres da morte eterna.  (Rm 5.12; 6.23; Ap 21.8).  Temos também a MORTE PARA O PECADO.  Esta é a situação dos que se encontram em Cristo Jesus, e nEle e com Ele venceram o pecado (Rm 6.5-10; 8.1; 12.2).

QUAL A DIFERENÇA ENTRE CRIATURAS DE DEUS E FILHOS DE DEUS?
Deus é o Criador de todas as coisas, Criador dos homens e de tudo que há no Universo.  Logo, os homens são CRIATURAS DE DEUS.  Os homens somente passam à condição de FILHOS DE DEUS quando nascem de novo, ou seja, quando se arrependem de seus pecados e os deixam, crêem no Senhor Jesus e O aceitam como Senhor e Salvador: “Mas a todos os que O receberam, aqueles que crêem no Seu nome, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, filhos nascidos não do sangue, nem da vontade do homem, mas de Deus” (Jo 1.12-13; Mt 5.9; 5.45; Rm 8.14; 1 Jo 3.1).

E FILHOS DO DIABO, FILHOS DA IRA,FILHOS DA DESOBEDIÊNCIA, FILHOS DO MUNDO E FILHOS DA CARNE?
São expressões equivalentes que caracterizam a situação dos que se encontram na prática do pecado, voluntária e continuamente (Lc 16.8; Ef 2.3; 1 Pe 1.14; 1 Jo 3.10; Ef 5.6; Rm 9.8).

E AS EXPRESSÕES FILHOS DA LUZ, FILHOS DO REINO, FILHOS DO ALTÍSSIMO, FILHOS POR ADOÇÃO, FILHOS DA OBEDIÊNCIA?  São expressões semelhantes que caracterizam a situação dos que, pela fé em Jesus Cristo, foram constituídos filhos de Deus.  Nessa condição, estão habilitados a receberem as bênçãos divinas (Mt 8.12; Lc 6.35; Jo 12.36; Gl 4.5; Ef 5.8; 1 Ts 5.5; 1 Pe 1.14; 1 Jo 3.10).

O QUE É MORRER EM CRISTO?  Significa o estado do homem que permaneceu na fé em Jesus Cristo e morreu na condição de filho de Deus.  “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2.10).  “Permanecei em mim, e Eu permanecerei em vós” (Jo 15.4-a).  Morrer em Cristo pode significar, também, a morte para o pecado, para o mundo: “Estou crucificado em Cristo, e já não vivo, mas Cristo vive em mim” (Gl 2.20).

COMO SERÁ A SEGUNDA VINDA DE JESUS?  Jesus prometeu voltar.  Em várias ocasiões Ele afirmou que voltaria.  Não mais para “buscar as ovelhas perdidas”, mas para buscar a Sua Igreja e derramar seus juízos sobre a Terra.  Na primeira fase de Sua volta, Ele arrebatará o povo de Deus; na Segunda fase, sete anos depois, fará justiça sobre as nações ímpias e estabelecerá Seu reinado por mil anos (1 Ts 4.16-17; Ap 20-22).  A primeira fase será secreta e só a Igreja sentirá seus efeitos.  A segunda fase – conhecida como revelação – todos O verão.  QUAL A SITUAÇÃO DOS QUE MORREM SEM CRISTO?
É a pior possível, difícil até de ser imaginada ou descrita.  Os que morrem sem Cristo vão diretamente para um lugar de TORMENTOS, e ali aguardarão a condenação eterna.  Nesse lugar, não terão a mínima chance de recuperação ou de salvação.  É a morte eterna, ou seja, a eterna separação do Criador.(Lc 16.22-23).  Nesse lugar tenebroso permanecerão até que se completem os mil anos do reinado de Cristo.  Após esse período, ressuscitarão para receberem a condenação e serem lançados “no lago que arde com fogo e enxofre, que é a Segunda Morte”.  (Ap 20.5; 21.8; Jo 3.18).

QUAL O SIGNIFICADO DE “NOVO NASCIMENTO”?
Novo nascimento, regeneração ou nascimento espiritual são termos semelhantes e significam receber a VIDA ETERNA e a salvação em Cristo Jesus.  “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus”.  (Jo 3.3).  O NOVO NASCIMENTO é experimentado por aquele que se arrepende de seus pecados e os deixa, crê no Senhor Jesus, e O aceita como Senhor e Salvador.  O homem nascido de Deus, nascido do Espírito é uma NOVA CRIATURA, uma nova pessoa que evita o pecado e está disposta a viver em obediência a Deus e conforme a Sua palavra.  O Novo Nascimento é o maior milagre que Deus opera na vida do homem.  “Portanto, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram, tudo se fez novo”.  Novo Nascimento é sinônimo de libertação, de transformação.  Significa sair das TREVAS e ir para a LUZ; sair do reino de Satanás e ir para o reino de Deus; deixar de ser apenas CRIATURA DE DEUS para ser FILHO DE DEUS.(2 Co 5.17; Rm 12.2; Ef 4.22-25; Cl 3.7-10; 1 Jo 3.9; 5.18).

QUAL A DIFERENÇA ENTRE SEIO DE ABRAÃO E PARAÍSO?
Os antigos hebreus denominavam “Seio de Abraão” o lugar para onde iam os justos, para “desfrutarem da companhia de Deus e dos patriarcas”.  Na atual dispensação o termo é inadequado.  Jesus disse ao ladrão na cruz: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43).  O apóstolo Paulo afirmou que gostaria de “partir e estar COM CRISTO” (Fp 1.23).

QUAL O SIGNIFICADO DE “SOIS SALVOS PELA GRAÇA MEDIANTE A FÉ?
Essa afirmação está em Efésios 2.8.  Daremos o exemplo de um rio.  Para que a água possa fluir de forma ordenada e consistente, é necessário que haja um leito, uma vala ou um canal.  Esse caminho, leito, canal ou vala representam a nossa FÉ.  A água é a GRAÇA de Deus.  Não há rio sem leito.  Sem fé, sem entrega incondicional, sem obediência a graça de Deus não encontra caminho para se derramar sobre nós.  “Sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe, e que é galardoador dos que O buscam (Hb 11.6)”.

O QUE DEVE O HOMEM FAZER PARA SER SALVO?  O primeiro passo é se expor à Palavra de Deus.  Ouvir a Palavra com atenção, com reflexão, com reverência, com interesse, com sede de conhecer a Verdade: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará…  se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.32, 36).  “De sorte que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus”.  (Rm 10.17).  O segundo passo é arrepender-se de seus pecados, confessá-los e deixá-los: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia”.  Jesus iniciou o Seu ministério dizendo: “Arrependei-vos, pois está próximo o reino dos céus”(Mt 3.2).  O terceiro passo é aceitar o convite de JESUS e permitir que Ele more no seu coração: “Eis que estou à porta , e bato.  Se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo”.  (Ap 3.20).  O quarto passo é permanecer na fé, permanecer no caminho: “MAS AQUELE QUE PERSEVERAR ATÉ O FIM SERÁ SALVO”.  (Mt 24.13) “Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito”.  (Jo 15.7; Rm 3.23-24; 10.9; At 3.19).

QUAL O SIGNIFICADO DE “SENHORIO DE JESUS”?
Aceitar o senhorio de Jesus é deixar que Ele mande, ordene, oriente, guie, presida, comande.  Que Ele seja o SENHOR DE NOSSAS VIDAS, e nós, seus servos: “Adorarás ao Senhor teu Deus, e só a Ele servirás” (Lc 4.8).

O BATISMO NAS ÁGUAS É INDISPENSÁVEL À SALVAÇÃO?
Não.  Ao ladrão arrependido, na cruz, Jesus afirmou que naquele mesmo dia ele estaria salvo, independente de batismo nas águas.  Pelo ato do batismo o crente, já salvo, confirma seu compromisso de seguir a Cristo.  É certo que a Palavra diz: “Quem crer e for batizado será salvo”.  Mas em seguida afirma: “…mas quem não crer será condenado” (Mc 16.16).  Então, quem não crer será condenado.  “ É a falta de fé que leva à condenação, e não a ausência de um sacramento”.  Outras referências confirmam esse raciocínio: “Quem nEle crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não crê no unigênito Filho de Deus” (Jo 3.18); “Pela graça sois salvos, por meio da fé”.  (Ef 2.8).  Todavia, o batismo, como mandamento, é uma necessidade.

O QUE SIGNIFICA “ARREBATAMENTO DA IGREJA”?.
Arrebatar quer dizer raptar, levar com ímpeto, com força, arrancar, resgatar, tirar.  Para os crentes significa o momento glorioso em que Jesus, na Sua volta, levar a Sua Igreja para junto de Si.  O arrebatamento dar-se-á “num abrir e piscar de olhos”, em dia e hora que não sabemos.  Como a Igreja compreende os vivos e os mortos – os que vivem com Cristo e os que morreram em Cristo – , no momento do arrebatamento, “os que morreram em Cristo ressurgirão primeiro, depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles (com os primeiros, os mortos) nas nuvens, PARA O ENCONTRO DO SENHOR NOS ARES, E ESTAREMOS PARA SEMPRE COM O SENHOR” Aleluia!  (1 Ts 4.16-17).

O QUE É PECADO?
Pecado é tudo que fazemos em desacordo com a vontade de Deus, contrário à Sua Palavra, em desobediência aos seus mandamentos.  O pecado é um ato de rebeldia: “Todo aquele que pratica o pecado, também transgride a lei, pois o pecado é a transgressão da lei” (1 Jo 3.4).  Há duas palavras gregas , dentre outras, para definir pecado: “HARMATIA” (transgredir, pecar contra Deus, praticar o mal) e “ADIKIA” (iniquidade, maldade, injustiça).

O QUE É PECADO ORIGINAL?
É o pecado herdado da desobediência de Adão e Eva.  O primeiro homem, como representante da raça humana, corrompeu toda a humanidade ao transgredir a lei de Deus.  O Senhor Deus ordenou ao homem: “De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás, pois no dia em que dela comeres, certamente morrerás”.  A mulher, dando ouvidos à serpente, comeu do fruto da árvore proibida e cometeu o primeiro pecado da humanidade.  “Como semente gera semente da mesma espécie”, nós, sementes de Adão, herdamos a natureza pecaminosa.  Assim, “por um só homem entrou o pecado no mundo / pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”.  (Gn 2.16-17; 3.1-6; Rm 3.23; 5.12).  A esperança é que se “pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos”.  (Rm 5.19).

DEUS CRIOU O PECADO?
Não.  Deus é amor.  Deus não é a fonte do mal.  Acontece que Ele deu ao homem liberdade para decidir.  Deu-lhe o livre-arbítrio.  No Éden, Deus estabeleceu o princípio da obediência.  A obediência é necessária para que o homem viva em comunhão com Seu Criador.  Muitos hoje em dia dão ouvidos ao diabo e desprezam as palavras de advertência do Criador.  O resultado é a morte eterna.  (Gn 2.17; Rm 6.23).

O QUE É REMISSÃO DE PECADOS?
Significa livramento da culpa do pecado.  Remissão quer dizer perdão, redenção, quitação de uma dívida.  Em certos contratos comerciais há um acordo chamado “cláusula de remissão”, onde se define o preço da remissão, a fim de que o bem hipotecado seja liberado.  Uma vez pago o preço acertado, o bem hipotecado fica livre, sem ônus, sem impedimentos.  O preço de nossa redenção, de nossa libertação, foi o sangue de Jesus: “Sem derramamento de sangue não há remissão”.  (Hb 9.22).  “O Cristo padecerá, e ao terceiro dia ressurgirá dentre os mortos, e em seu nome se pregará o arrependimento e a REMISSÃO DOS PECADOS…”.  (Lc 24.46-47).  Sem arrependimento não há remissão dos pecados.  Em Jesus “temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados”.  (Cl 1.14).

POR QUE JESUS MORREU PARA NOS SALVAR?
A humanidade estava condenada porque pecou contra Deus, levando em conta a natureza de pecado herdada do primeiro casal Adão e Eva: “Pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23).  Para restabelecer a comunhão de Deus com os homens, o Filho se fez carne, se fez homem, habitou entre nós.  O Cordeiro de Deus – JESUS – deixou-se imolar na cruz.  Com Seu sacrifício, satisfez a justiça de Deus.  Na cruz, Ele pagou a nossa dívida, “riscou o escrito da dívida que havia contra nós…  cravando-o na cruz”.  (Cl 2.14).  Ele fez a Sua parte.  A nossa parte é crer nEle, na Sua morte e ressurreição: “Quem nEle crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus”.  (Jo 3.18).

QUANDO FICAMOS ZANGADOS ESTAMOS EM PECADO?
Não.  Uma ira duradoura, com desdobramentos indesejáveis, pode ser considerada pecado: “Irai-vos, e não pequeis: não se ponha o sol sobre a vossa ira, e não deis lugar ao diabo”.  (Ef 4.26-27).  Se a raiva é prolongada, estaremos dando lugar ao inimigo.  “O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões”.  (Pv 10.12).

O QUE É CONCUPISCÊNCIA?
É desejo carnal incontrolável.  Diz respeito não apenas aos apetites sexuais, mas a bens e gozos materiais.  É o desejo, sem domínio, de saciar a qualquer custo a vontade do corpo, da carne.  Concupiscência dos olhos: desejo de ver ou presenciar cenas de violência, tumultos, pornografias, filmes eróticos, obscenidades, etc.  Concupiscência dos ouvidos: desejo de ouvir piadas imorais; de ouvir músicas profanas; de dar ouvidos a boatos que agridem a privacidade das pessoas.  Concupiscência dos lábios: desejo de dizer “palavrão”, palavras imorais, chulas, indecentes; desejo de comentar e conversar sobre a intimidade das pessoas, das famílias, das autoridades.  Concupiscência do estômago: apego excessivo a boas iguarias, ao bom prato, ou a determinada espécie de comida.  (Gl 5.16-21).  Concupiscência é sinônimo de avidez, cobiça e ganância.  “Não ameis o mundo, nem o que há no mundo.  Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.  Pois tudo o que há no mundo, a CONCUPISCÊNCIA da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo”.  (1 Jo 2.15-16).  O CRENTE DEVE EVITAR A TELEVISÃO?
Os veículos de comunicação (rádio, televisão, computador, jornal, revista, telefone, etc.) foram criados para facilitar a comunicação dos habitantes da Terra.  A existência de uma formidável massa humana de mais de seis bilhões de almas exige sistemas de comunicação cada vez mais rápidos e eficientes.  Deus deixou a Terra aos cuidados dos homens e ordenou: “Crescei e multiplicai”.  Crescer e multiplicar não apenas a espécie humana, mas progredir também no conhecimento científico e tecnológico em todas as áreas.  Todavia, o homem na sua rebeldia, tem usado o avanço da ciência – em muitos casos – não para exaltar e glorificar o nome do Senhor.  Usa-o para o pecado.  A Bíblia diz: “Não porei coisa impura diante dos meus olhos”.  (Sl 101.3); “Bem-aventurado o varão que não se assenta na roda dos escarnecedores”.  (Sl 1.1) e “As más companhias corrompem os bons costumes”.  (1 Co 15.33).  Assim, como só sintonizamos o rádio na estação desejada, para ouvirmos os louvores e a Palavra de Deus; assim como só usamos o telefone em nossas necessidades, e não para piadas e trotes; assim como escolhemos as revistas que nos interessam; assim como usamos o computador e a INTERNET para o bem…  da mesma forma a televisão deve ser usada na medida certa.  Devemos controlar a televisão e não sermos controlados por ela; a TV deve ficar a nosso serviço, sob nosso controle, e não nós a serviço dela e sob seu controle.  Ela submissa a nós; não nós a ela.  A TV tem sido usada para o mal, mas paralelamente é excelente veículo no trabalho de evangelização.  Portanto, a TV pode tornar-se numa má companhia, muito prejudicial à família.  É preciso coibir seu uso indiscriminado, evitando-se programas onde há depravação, sensualidade, erotismo, violência, traição e imoralidades outras.  Sintonizar esses programas é o mesmo que participarmos da “roda dos escarnecedores” e colocarmos “coisas impuras diante de nossos olhos”.  Tudo depende de você.

EM QUE SITUAÇÃO O SEXO É PECADO?
A relação sexual ENTRE NÃO CASADOS é pecado, ainda que sejam namorados, noivos ou comprometidos.  O ADULTÉRIO, proibido pelo sétimo Mandamento (Êx 20.14), abrange os vários tipos de imoralidade e pecados sexuais.  Lembramos que entre casados nem tudo é permitido, como é o caso de sexo oral e anal.  O homossexualismo masculino ou feminino (sexo entre homens ou entre mulheres) é pecado.  Deus criou macho e fêmea e os uniu pelo casamento (Gn 2.24).  Homens e mulheres, adolescentes, jovens e adultos, devem permanecer puros, abstendo-se de qualquer atividade sexual que não seja no casamento.  “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula, pois aos devassos e adúlteros Deus os julgará”.  (Hb13.4).  “Fugi da prostituição.  Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o que se prostitui peca contra seu próprio corpo”.  (1 Co 6.18).

E AS CARÍCIAS ENTRE NAMORADOS OU NOIVOS?
São impurezas para Deus.  Não convém aos santos “ver a nudez” ou “descobrir a nudez” de outrem, a não ser do cônjuge.  As carícias ou práticas libidinosas contrariam os padrões de moralidade exigidos por Deus.  Devemos manter o nosso corpo em santificação e honra porque o Espírito Santo habita em nós, isto é, nos que aceitaram a Jesus como Senhor e Salvador.  (Lv 18.6-17; Mt 5.28; Gl 5.19; 1 Ts 4.3-7).

DEUS PERMITE O DIVÓRCIO?
Em princípio, o casamento é indissolúvel: “O que Deus ajuntou não o separe o homem”.  Todavia, em caso de prostituição de um dos cônjuges (adultério ou qualquer outro tipo de imoralidade sexual), Deus permite a separação, se esta for a vontade do cônjuge ofendido.  Havendo perdão entre as partes, nada impede de continuarem juntos (Mt 19.9; Lc 16.18).  Os casamentos hoje em dia são desfeitos por qualquer banalidade.  Muitas vezes o motivo maior é o fim do amor: os dois chegam à conclusão que não se amam mais.  Isto acontece quando a união do casal não é alimentada pela fonte inesgotável do amor de Deus.

EM QUE CIRCUNSTÂNCIA DEUS CONDENA O ABORTO?
Abortar é tirar a vida de uma criança em desenvolvimento.  A vida de uma pessoa inicia-se na fecundação do óvulo.  Ali é plantada a semente.  No período de oito semanas, o não nascido é chamado de embrião.  Após esse tempo, é conhecido por feto.  Embrião ou feto são etapas da vida de uma criança.  O sexto Mandamento proíbe o homicídio: “Não matarás”.  Assim é pecado abortar, seja para controlar a natalidade, seja para corrigir uma gravidez não desejada.  E no caso de estupro?  Não se pode combater ou responder a uma violência com outra violência: tirar a vida de um inocente porque a mãe sofreu um estupro.  Isto não convém aos santos.  Uma exceção para a prática do aborto, segundo alguns, seria apenas em dois casos: 1) no caso em que a parturiente, em função do parto, correr risco de vida.  Neste caso, seria preferível sacrificar o feto em benefício da mãe.  2) no caso de deformação do feto, que geraria um ser subumano.  Vale lembrar que um simples defeito (retardamento ou alguma mutilação) não é motivo para o sacrifício do feto.  Todavia, é importante sabermos que somente Deus pode tirar a vida de um ser humano.  O QUE É ESPIRITISMO?
“Doutrina baseada na crença da sobrevivência da alma e da existência de comunicações, por meio da mediunidade, entre vivos e mortos, entre os espíritos encarnados e os desencarnados”, segundo o Dicionário Aurélio.  Espiritistas ou espíritas são chamados os partidários da doutrina espírita.  O espiritismo de hoje era conhecido na Antigüidade como NECROMANCIA: “adivinhação pela invocação dos espíritos”.  O termo espiritismo foi instituído a partir do “Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec.  COMO SE DIVIDE O ESPIRITISMO NO BRASIL?
Divide-se em cinco grupos principais: UMBANDA, conhecido como baixo espiritismo, subdivide-se em candomblé, quimbanda, pajelança, xangô, babaçuê e catimbó.  KARDECISMO, que segue as doutrinas codificadas por Allan Kardec, defensor da reencarnação.  RACIONALISMO CRISTÃO, contrário ao kardecismo.  ESOTÉRICO, compreendendo rosacrucionismo, teosofia, Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento e organizações diversas (Ordem dos Iluminados, Ioguismo, Ordem Esotérica do Mentalismo, Ação Cristã Evolucionista, Legião da Boa Vontade, Logosofia, Neopitagorismo, Energismo, Cultura Racional Superior, etc.  CIENTÍFICO, voltado para o estudo da paranormalidade.  Uma outra divisão também é aceita: ESPIRITISMO COMUM (quiromancia, cartomancia, grafologia, hidromancia e astrologia.  BAIXO ESPIRITISMO (vodu, candomblé, umbanda, quimbanda).  ESPIRITISMO CIENTÍFICO (ecletismo, esoterismo e teosofismo.  KARDECISTA (Allan Kardec).  POR QUE O ESPIRITISMO É BEM ACEITO NO BRASIL?
Metade da população brasileira está direta ou indiretamente envolvida com o espiritismo.  Uns, praticam-no habitualmente como uma religião.  Outros, praticam-no de forma esporádica, às vezes por curiosidade.  A televisão tem sido o veículo mais usado na difusão do espiritismo.  O povo brasileiro é um povo místico, religioso, propenso a novas experiências e aventuras na desconhecida e perigosa área do mundo espiritual.  QUAL A POSIÇÃO DA IGREJA DIANTE DO ESPIRITISMO?
Posição de combate, de luta, de batalha espiritual.  Não lutamos contra os espíritas.  Nossa luta é contra o inimigo de nossas almas que está no comando do espiritismo.  Nossa luta é contra o diabo e suas hostes.
“Pois não temos de lutar contra a carne e o sangue, e, sim, contra os principados, contra potestades, contra os poderes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais da maldade nas regiões celestes”.(Ef 6.12).  Uma de nossas armas é a Palavra de Deus, a pregação do Evangelho do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que deu autoridade à Sua Igreja, para, em Seu nome, destruir as obras do Maligno.  (Mc 16.17).  No final, a vitória é da Igreja, porque maior é Aquele que está em nós do que aquele que está no mundo (1 Jo 4.4).  DEUS CONDENA O ESPIRITISMO?
Sim.  Assim Deus falou ao seu povo: “Quando tiveres entrado na terra que o Senhor teu Deus te dá, não imitarás as abominações dessas nações.  Não haja no teu meio quem faça passar pelo fogo o filho ou a filha, nem ADIVINHADOR, nem PROGNOSTICADOR, nem AGOUREIRO, nem FEITICEIRO, nem ENCANTADOR, nem NECROMANTE, nem MÁGICO, nem quem CONSULTE OS MORTOS.  O Senhor ABOMINA todo aquele que faz essas coisas.  É por causa dessas abominações que o Senhor teu Deus expulsa essas nações de diante de ti.  As nações, que hás de possuir, dão ouvidos a agoureiros e a adivinhos.  Mas a ti O SENHOR TEU DEUS NÃO PERMITE TAL PRÁTICA”.  (Dt 18.9-14).  Abominações: coisas que Deus detesta e rejeita.  E mais: “Quando vos disserem: consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram entre dentes – não recorrerá um povo ao seu Deus?  A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos?.  E ainda: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a DOUTRINAS DE DEMÔNIOS” (1 Tm 4.1).  Os feiticeiros não herdarão o reino de Deus (Gl 5.20-21; Ap 22.15).

COMO EXPLICAR AS CURAS ATRAVÉS DO ESPIRITISMO?
As pessoas que se submetem a tratamento cirúrgico nas sessões espíritas desconhecem qual a entidade demoníaca que está por trás do canalizador ou médium.  Ali ninguém fala em arrependimento, perdão de pecados ou salvação da alma.  Milhares de incrédulos entregam seus corpos ao adversário de Deus.  Para elas, importa mais o benefício imediato do corpo.  Satanás tem poderes limitados, mas o bastante, até, para se transformar em anjo de luz e operar sinais e prodígios.  (Lc 13.16; Jo 8.44; 10.10; 2 Co 11.14; Ap 13.13-14).  Há um engano muito grande nessas curas.  Nada de bom podemos esperar do diabo, o pai da mentira, que só deseja matar, roubar e destruir, como falou Jesus.  O QUE É A “NOVA ERA”?
Nova Era ou New Age é um movimento mundial que tem por objetivo maior levar a população mundial à rebelião contra Deus e contra a Sua Palavra.  O movimento teve início em 1875 com a Sociedade Teosófica, fundada pela russa Helena Petrovna Blavatsky, em Nova York.  Sua meta é estabelecer uma Nova Ordem Mundial, um Novo Governo Mundial e uma Nova Religião Mundial.  E mais: serviço militar obrigatório em escala mundial; sistema de impostos unificado; globalização da economia, etc.  Trata-se de uma preparação para a encarnação do anticristo.  A Nova Era declara que o homem é Deus e, como tal, poderá alcançar a perfeição com seus próprios esforços.  Idêntico ensino é divulgado pela doutrina da reencarnação, no kardecismo.  O movimento Nova Era ensina, difunde e defende todas as formas e práticas do ocultismo.  A globalização da economia, a unificação das moedas, a universalidade dos cartões de crédito, a propagação do homossexualismo; liberação do aborto em vários países e inseminação artificial; o aumento do uso de drogas, tudo isso aponta para os dias da Grande Tribulação.  O movimento Nova Era é, em parte, responsável pelo aumento das práticas de ocultismo no mundo inteiro.  Seus livros e utensílios de magia (músicas, perfumes, pirâmides, amuletos, cristais, incenso) são vendidos aos milhões.  COMO A DOUTRINA DA REENCARNAÇÃO CONTRARIA A PALAVRA DE DEUS?
Um dos argumentos dos que defendem a reencarnação é que Deus seria injusto se não desse mais de uma chance ao homem.  O próprio Deus responde com Sua Palavra:”E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disso, o juízo” (Hb 9.27).  Os kardecistas afirmam que após a morte o espírito continua assumindo outros corpos, com o objetivo de atingir a perfeição.  Deus diz que “o sangue de Jesus nos lava e purifica de todo pecado” (1 Jo 1.7-9).  Ora, o sacrifício de Jesus no Calvário foi perfeito e suficiente.  Quem nEle crê tem a vida eterna, diz a Palavra.  Segundo o ensino kardecista, a perfeição seria atingida através de sucessivas vidas, no decorrer das quais haveria necessário sofrimento.  Ora, por esse ensino, evitaríamos até aliviar as dores do próximo, pois estaríamos atrasando o seu passo rumo à perfeição.  Jesus disse ao ladrão arrependido: “Hoje estarás comigo no paraíso”.  (Lc 23.43).  Jesus não lhe falou a respeito de um período de aperfeiçoamento.  A doutrina da reencarnação é em tudo contrária ao ensino das Sagradas Escrituras.  É doutrina de demônios.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE OPRESSÃO E POSSESSÃO DEMONÍACA?
Na opressão, a pessoa é apenas oprimida: não consegue ter paz; vive angustiada; sente-se perseguida; tem insônia; acorda assustada; sente arrepios e depressão; ver vultos, etc.  Na possessão, a entidade maligna toma conta do corpo da vítima, de sua mente, sua fala.  O possesso perde totalmente o controle de seus sentidos.  Na opressão o maligno fica na periferia.  Na possessão, ele invade o corpo humano.

EM QUE CIRCUNSTÂNCIA SE DÁ A OPRESSÃO E A POSSESSÃO?
A Palavra de Deus diz: “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7-8).  Logo, quem se afasta de Deus pelo pecado está sujeito a ser possuído pelos demônios.  A possessão pode ser pacífica, isto é, de comum acordo entre a vítima e o diabo.  São exemplos os “médiuns”.  Os médiuns ou canalizadores de transe, os pais-de-santo, as mães-de-santo, os feiticeiros de um modo geral transformam-se, por livre e espontânea vontade, em montaria dos demônios, em “cavalos” dos orixás e guias.  A expressão “cavalos”- usada pelos próprios feiticeiros – é muito bem empregada porque na verdade os demônios “montam” neles e fazem com seus corpos o que bem entendem.  A possessão pode ser por violência, isto é, os demônios se apoderam do corpo de uma pessoa não porque tenha havido um consentimento explícito – como é o caso dos feiticeiros – mas porque a situação de pecado permite ao diabo tomar posse de sua vítima.

É PECADO SUBMETER-SE AO “Dr.  FRITZ”?
Dr.  Fritz é o nome de um demônio que é incorporado pelos médiuns.  Não é apenas pecado consentir faça ele uma operação cirúrgica em nós.  É loucura.  Nada sabem os que entregam seus corpos aos demônios.  É o mesmo que fazer uma aliança com eles.  Nessas operações, o “Dr.  Fritz” faz questão de deixar uma cicatriz ou injetar alguma substância no corpo de sua vítima.  Deus diz: “ERRAIS NÃO CONHECENDO AS ESCRITURAS NEM O PODER DE DEUS” (Mt 22.29).  Jesus disse: “O LADRÃO SÓ VEM PARA MATAR, ROUBAR E DESTRUIR.  EU VIM PARA QUE TENHAM VIDA” (Jo 10.10).  Os demônios não perdoam pecados nem salvam as almas.  Muito pelo contrário…

O QUE É ECUMENISMO?  É um “movimento surgido nas igrejas protestantes e, posteriormente, na Igreja Católica, originado da crença de terem uma identidade substancial na doutrina e na mensagem de Cristo” (Dicionário Aurélio).  Em outras palavras, é um movimento que objetiva maior e melhor aproximação das igrejas cristãs.

O QUE É PROTESTANTISMO?
É a religião dos protestantes.  Também definido como “nome genérico por que são denominadas todas as igrejas cristãs do Ocidente, que entraram em conflito com a Igreja de Roma do séc.  XVI, denegando a autoridade papal”.  O ponto alto do “protesto” deu-se aos 31 de outubro de 1517, quando o sacerdote alemão Martinho Lutero, da Ordem de Santo Agostinho, publicou 95 teses criticando e condenando as doutrinas e abusos cometidos pela Igreja Católica, mais especificamente quanto à venda de indulgências.

QUAIS AS MAIORES RELIGIÕES DO MUNDO?
São as seguintes (em número de seguidores):
ISLAMISMO – 1,1 bilhão CATOLICISMO – 981 milhões HINDUÍSMO – 793 milhões PROTESTANTISMO – 404 milhões BUDISMO – 325 milhões (Fonte: revista ISTOÉ, de 29.4.98).

QUAIS OS DEUSES/FUNDADORES DESSAS RELIGIÕES?
O ISLAMISMO é a religião dos muçulmanos.  Sua doutrina foi pregada no início do séc.  VII por Maomé, profeta que teria recebido uma revelação divina para transmitir à humanidade.  Seus ensinos estão no Alcorão (código de leis dos muçulmanos).  O Islamismo está centralizado na Arábia Saudita.  O CATOLICISMO e o PROTESTANTISMO, religiões cristãs, adotam o cristianismo e a maioria de seus seguidores localiza-se nos países ocidentais (Américas e Europa).  O HINDUÍSMO é a religião da maioria dos povos da Índia.  O BUDISMO foi fundada por Siddharta Gautama, o Buda, e, a partir da Índia, se espalhou por vários países da Ásia.  Buda é adorado como um deus.

QUAL O SIGNIFICADO DE IGREJA?
Significa: 1) A casa, o prédio, o local onde o povo de Deus se reúne.  2) Ajuntamento dos crentes ou fiéis com o objetivo de adorar a Deus.  Nesta concepção, onde estiverem reunidos os crentes ali está a Igreja de Cristo.  3) Corpo de Cristo.  Este termo abrange os cristãos de todos os tempos e de todos os lugares.  Chama-se IGREJA VISÍVEL (a que se vê), segundo seu aspecto de vida exterior: sua organização jurídica, seus rituais, seus fiéis, sua localização, sua movimentação, sua existência terrena.  Chama-se IGREJA INVISÍVEL (que se não vê): a que tem vida interior, espiritual, como parte do corpo de Cristo.  Invisível aos olhos dos homens, mas visível aos olhos de Deus.  A palavra igreja deriva do hebraico “qahal” (assembléia do povo de Deus), e do grego “ekklesía” (assembléia pública).  Devemos ver a Igreja como o Corpo vivo de Cristo, uma instituição que transforma vidas.

O QUE É SEITA?
É “doutrina ou sistema que diverge da opinião geral.  Comunidade fechada, de cunho radical.  Teoria de um mestre seguida e aceita por numerosos prosélitos”, segundo o Dicionário Aurélio.  HERESIA é o abandono da verdade; o afastamento da Palavra de Deus, a divulgação ou adoção de idéias próprias ou de outras pessoas.  As SEITAS PROPAGAM UMA PARTICULAR INTERPRETAÇÃO DA REVELAÇÃO BÍBLICA.

EXEMPLOS DE SEITAS?
Espiritismo, Adventismo do 7O Dia, Testemunhas de Jeová, Mormonismo, Teosofismo, Seicho-no-ié, Budismo, Islamismo, Hinduísmo.  O QUE É TEOLOGIA?
Quer dizer “estudo sistemático de Deus com base na Sua revelação contida na Bíblia Sagrada”.  Em outras palavras, é o estudo da Divindade e de suas relações com os homens e o mundo.

O QUE É DOUTRINA?
É uma exposição das verdades contidas na Palavra de Deus.  Nenhuma doutrina deve, portanto, contrariar o que ensina a Bíblia Sagrada.  Num ensino doutrinário procura-se agrupar tudo o que a Bíblia diz sobre o assunto em pauta.
São exemplos a Doutrina do Espírito Santo, Doutrina de Deus, do Pecado, do Homem, da Salvação, e assim por diante.  O cristão deve vigiar e orar para não se envolver com doutrinas estranhas: “Para que não sejamos mais meninos, inconstantes, levados ao redor por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia induzem ao erro” (Ef 4.14).  “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a DOUTRINAS DE DEMÔNIOS” (1 Tm 4.1).

O QUE É TRADIÇÃO?
É a transmissão oral de hábitos, lendas, rituais e costumes, de geração em geração.  A TRADIÇÃO NÃO TEM AUTORIDADE SOBRE A PALAVRA DE DEUS.  “Tenha cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofia e vãs sutilezas, segundo a TRADIÇÃO DOS HOMENS, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Cl 2.8).

O QUE É DOGMA?
Quer dizer decreto, decisão, declaração.  As decisões ou dogmas da Igreja devem basear-se nas Escrituras.  Caso contrário, estaremos diante de uma heresia (2 Pe 2.1).

O QUE DIFERENCIA AS IGREJAS PENTECOSTAIS DAS OUTRAS?
Os termos “igreja pentecostal”, “crente pentecostal” e “movimento pentecostal” lembram a manifestação sobrenatural do Espírito Santo no dia de Pentecostes, em Jerusalém.  Pentecostes é o qüinquagésimo dia depois do segundo dia da Páscoa.  Esta solenidade é chamada pelos judeus de “a Festa das Semanas”, e foi instituída para obrigar os israelitas a dirigirem-se ao templo, reconhecerem o domínio do Senhor e comemorarem a entrega da Lei a Moisés, no monte Sinai, 50 dias depois da saída do Egito.  O Espírito Santo desceu sobre os discípulos de Jesus, por ocasião do Pentecostes.  Os discípulos receberam o dom do Espírito Santo e passaram a “falar em línguas estranhas”, tal como descrito em Atos 2.1-4.  Dá-se o nome de PENTECOSTAL ao crente ou denominação religiosa que crê na contemporaneidade do batismo no Espírito Santo, isto é, que recusa a crença de que aquela manifestação do Espírito de Deus, em Pentecostes, foi único, específico.  Dizemos, porém, que aquela experiência sobrenatural vem se repetindo ao longo de dois mil anos, “porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar” (At 2.39).

QUEM ERAM OS FARISEUS?
Eram os partidários da mais importante escola judaica, de caráter religioso.  Cento e cinqüenta anos antes do nascimento de Jesus já existiam os fariseus.  Diferenciavam-se dos demais judeus pelo rigoroso apego ao cumprimento dos rituais, no exercício de uma religiosidade apenas exterior.  Criam que esmolas, jejuns e confissões – além de outras práticas – eram suficientes para obterem o perdão dos seus pecados.  Foram severamente repreendidos por Jesus, que os chamou de “hipócritas”, “insensatos”, “condutores de cegos”, “sepulcros caiados”, “serpentes”, e “raça de víboras”.  (Mt 23.1-39).  Nos dias atuais vemos muitos fariseus por aí, colocando a tradição acima da Palavra de Deus.

E OS SADUCEUS?
Quase da mesma época dos fariseus, os saduceus eram membros de um partido religioso ou seita judaica, recrutados entre as famílias sacerdotais.  Negavam a ressurreição e a existência de anjos e espíritos.  Foram censurados publicamente por João Batista e por Jesus: “Cuidado, acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus”(Mt 3.7; 16.6).  Fariseus e saduceus nutriam grande ódio a Jesus e estavam sempre tramando algo para incriminá-lO e levá-lO à morte (Lc 19.47).

E OS JUDEUS?  Judeu era chamado, primitivamente, um membro do reino de Judá ou originário da tribo de Judá.  Após o cativeiro, todos os israelitas, residentes ou não na Palestina, eram conhecidos como judeus.  Com a queda da cidade de Jerusalém, os judeus perderam a nacionalidade – ficaram sem pátria – e passaram a viver como peregrinos e estrangeiros em outras nações.  Conservaram, todavia, por todos os séculos, sua língua nacional (hebraico); a sua religião ainda é o antigo culto de Israel.  No dia 10 de maio de 1948 foi fundado o Estado de Israel.  Os judeus começaram a retornar à Terra Prometida.

QUAL A MELHOR RELIGIÃO?
Melhor seria dizer qual o caminho que leva à salvação: “EU SOU O CAMINHO, A VERDADE, E A VIDA.  NINGUÉM VEM AO PAI SENÃO POR MIM”.  (Jo 14.6).  A melhor religião é, portanto, a que é fiel à Palavra de Deus e que apresenta JESUS como único Mediador, Intercessor, Advogado, Senhor e Salvador.  Tiago 1.27 nos fala da necessidade de uma religião.  O homem, um ser espiritual e social, necessita de uma religião, uma religião pura que ensine a Palavra de Deus.

A QUEM DEVEMOS ORAR: A DEUS, A JESUS OU AO ESPÍRITO SANTO?
Jesus nos ensinou a orar a Deus Pai.  Mas Ele disse: “E farei tudo o que pedirdes em meu nome, para que o Pai seja glorificado no Filho.  (Jo 14.13).Logo, oremos a Deus em nome de Jesus (Mt 6.6; Jo 15.16).

E AS ORAÇÕES AOS SANTOS?
Como vimos no item anterior, tal prática é contrária à Palavra de Deus.  As nossas orações não devem ser dirigidas nem aos santos vivos nem aos falecidos.  Os mortos não são onipresentes, isto é, não estão em todos os lugares ao mesmo tempo.  Logo, não ouvem os louvores ou petições a eles direcionados.  E ainda que os ouvissem não os atenderiam “porque há um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual se deu a si mesmo em resgate por todos…” (1 Tm 2.5).

O QUE QUER DIZER INQUISIÇÃO?
Dá-se o nome de INQUISIÇÃO a um tribunal criado pela Igreja Católica Romana, no ano de 1229, sob a liderança do papa Gregório IX, com o objetivo de investigar, julgar e punir os culpados por crimes contra a fé católica.

COMO FUNCIONOU A INQUISIÇÃO?
Houve uma perseguição sistematizada a todos os que não rezavam pela cartilha do catolicismo: não se submetessem à autoridade papal; tentassem ministrar ou interpretar as doutrinas bíblicas.  A Inquisição operava através de emissários dos papas e instalou Tribunais Inquisitórios em várias partes do mundo.  Aos “hereges” não era concedido o direito de defesa.  Vários métodos de tortura foram inventados nessa época.  Regra geral, os protestantes eram queimados vivos, alguns em fogo brando para aumentar o suplício.  Foram vários os massacres.  As vítimas mais notáveis, condenadas à fogueira, foram os santos John Wycliffe, John Huss, Jerônimo de Praga e Joana d’Arc.  O destemido Martinho Lutero, o fundador da doutrina protestante, livrou-se da fogueira.

QUANTAS FORAM AS VÍTIMAS?
Muito difícil estimar o número de mortos durante mais ou menos 600 anos em que durou a DIABÓLICA INQUISIÇÃO.  Em janeiro /98, o Vaticano franqueou aos pesquisadores os arquivos dos tribunais inquisitórios.  Mas nem isso será suficiente para chegarmos a um número aproximado de mortos.  Fala-se em DEZ MILHÕES, incluindo as vítimas das Cruzadas.  Ocorreram vários massacres: massacre dos valdenses e albigenses na França; o terrível massacre conhecido como a “Noite de São Bartolomeu”, iniciado em 24.8.1572, também na França; massacre da Espanha; massacre dos anabatistas; massacre em Portugal.  Na maioria havia suplício antes da morte, com requintes de crueldade.  No Brasil, entre os anos de 1721 e 1777 “cerca de 139 pessoas foram queimadas vivas.  Na Paraíba, Guiomar Nunes foi condenada à morte na fogueira.  No México, o governador da província de Nova León, Luís de Carvajal, morreu queimado.  Com ele, sua mãe e mais cinco irmãs, todas atiradas ao fogo”.  A história da diabólica Inquisição é uma história de terror, de sangue, de tortura, de massacre, de ódio.  É a história de um crime contra a humanidade.

O QUE É ESCATOLOGIA?
É o estudo sistemático e lógico das doutrinas relativas às últimas coisas, tais como “Arrebatamento da Igreja”, “Tribunal de Cristo”, “Grande Tribulação”, “Milênio”, “Bodas de Cristo”, “Julgamento Final”, Novos Céus e Nova Terra”, etc EM QUE ÉPOCA RESSUSCITARÃO OS ÍMPIOS?
Os mortos SEM CRISTO, ou seja, os que não são filhos de Deus, ressuscitarão ao final do Milênio, no fim do reinado milenar de Jesus Cristo.  Ressuscitarão para receberem a condenação eterna.  “Muitos dos que dormem no pó da terra ressurgirão, uns para a vida eterna, e outros para a vergonha e desprezo eterno” (Dn 12.2).  “Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se completassem” (Ap 20.5) (Jo 5.28-29).  Todavia, os que morrerem em Cristo, ou seja, os filhos de Deus, ressuscitarão na segunda vinda de Jesus (1 Ts 4.16-17).

QUAL A DIFERENÇA ENTRE ALMA E ESPÍRITO?
Há duas interpretações sobre a composição físico-espiritual do homem.  A primeira, defendida pelos “tricotomistas”, diz ser o homem formado de corpo, alma e espírito.  A segunda, a dos “dicotomistas”, sustenta que o homem possui apenas corpo e alma, sendo esta dividida em duas substâncias: a alma propriamente dita, ligada aos nossos sentimentos, e o espírito, que tem consciência e possui o conhecimento de Deus.  O Antigo Testamento não faz muita distinção entre alma e espírito: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida.  E o homem foi feito ALMA VIVENTE” (Gn 2.7).  O termo espírito deriva do hebraico “ruah”, do grego “pneuma”, do latim “spiritus”, e significa sopro, hálito, vento, princípio de vida.  Logo, nossa parte imaterial ou espiritual foi formada de uma parte da essência (do sopro) de Deus (Ez 3.19; Pv 23.14; Sl 33.19).  No Novo Testamento, vemos alguma distinção entre alma e espírito: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador” (Lc 1.46-47).  Outras referências: Hb 4.12; 1 Ts 5.23.  Jesus disse: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23.46).  A verdade é que o homem possui uma parte material (o corpo) formado do pó, e uma imaterial formada do sopro de Deus, semelhante a Deus.  Quando esta parte imaterial se relaciona com a carne (sensações, emoções, vontade), chama-se ALMA; quando serve de ligação com Deus, chama-se ESPÍRITO.  Admitimos que alma e espírito são inseparáveis e imortais, com funções distintas no corpo.

QUE SIGNIFICAM ‘MORTE ETERNA’ E ‘VIDA ETERNA’?
MORTE ETERNA é a eterna separação de Deus.  É o estado dos que morrem sem Cristo e viverão para sempre em tormentos.  VIDA ETERNA significa a futura situação dos santos, pois viverão em eterna comunhão com Deus, na presença de Deus: “Em verdade, em verdade vos digo: quem crê, tem a vida eterna” (Jo 6.47).

COMO SERÁ A DESTRUIÇÃO DA TERRA?
A Bíblia fala de novos céus e nova terra: “Como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer…” (Is 66.22); “Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça”(2 Pe 3.13); “Então vi um novo céu e uma nova terra, pois já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe” (Ap 21.1) “Faço novas todas as coisas” (Ap 21.5).  Logo, céu e terra passarão.  A Bíblia ensina haver três céus: o primeiro, significando a atmosfera que circunda a Terra (Os 2.18); o segundo, o céu das estrelas (Gn 1.14-18); e o terceiro, também chamado Paraíso, é a habitação de Deus e de todos os salvos (Fp 1.23).  O “FOGO” será o principal elemento a ser usado por Deus no derramamento de seus juízos sobre a Terra e na destruição de corpos celestes.  Vejamos:
-“Os céus e a terra se guardam para o fogo” (2 Pe 3.7)
-“Os céus em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão” (2 Pe 3.12)
– “O Senhor virá em fogo, e os seus carros como um torvelinho, para tornar a sua ira em furor, e a sua repreensão em chamas de fogo.
Porque com fogo e com a sua espada entrará o Senhor em juízo com toda carne, e os mortos do Senhor serão multiplicados” (Is 66.15-16).
-“Diante dEle um fogo consome, atrás dEle uma chama abrasa ”(Jl 2.3).
Leia: Hb 10.26-27; Jl 2.30; Ap 20.9; 2 Ts 1.6-8; Lc 17.29-30.

QUAL A ORIGEM DE SATANÁS E DOS DEMÔNIOS?
Satanás quer dizer adversário.  Os demônios são seres espirituais a serviço de Satanás.  São seus servos, súditos do maior inimigo de Deus e dos homens.  Esses espíritos malignos são mentirosos, destruidores, perversos, enganadores, porém inteligentes.  Antes de sua rebelião contra Deus, Satanás era um anjo de luz chamado Lúcifer.  Vivia na presença de Deus.  Era chamado de “aferidor de medidas”, isto é, aquele que serve de exemplo; chamado de “protetor”, dado a sua condição de ungido do Altíssimo; era “perfeito em seus caminhos” porque destacado dos demais por sua sabedoria e formosura; era a “estrela da manhã, filha da alva”, título inerente ao significado do nome Lúcifer (“o portador da luz”).
Lúcifer encheu-se de arrogância, vaidade e ambição e desejou ser “semelhante a Deus”, “subir acima das estrelas” e assentar-se no trono do Altíssimo.  Em razão disso, perdeu sua pureza e o privilégio de viver nos céus.  A rebelião de Lúcifer recebeu a aprovação de muitos anjos (certamente muitos milhões).  Leia: Is 14.12; Ez 28.13-17; Ez 28.2, 9; Mt 4.1-11; Jo 8.44; Jo 12.31; Jo 13.27; Lc 12.31; Ef 6.12; 1 Pe 5.8; 2 Pe 2.4; Jd 6; 2 Co 4.4; 1 Ts 2.18; Ap 12.4-10.

QUANDO E COMO SERÁ O FIM DESSES SERES MALIGNOS?
No tempo devido, após a volta de Jesus, o diabo será lançado no lago de fogo e enxofre: “E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta.  De dia e de noite serão atormentados para todo o sempre” (Ap 20.10).

INFERNO: COMO É E ONDE FICA?
É um lugar espiritual – não geográfico – onde os maus serão castigados eternamente: “Os ímpios serão lançados no inferno e todas as nações que se esquecem de Deus” (Sl 9.17).  A Bíblia nos diz que nesse terrível lugar “o fogo nunca se apaga” (Mc 9.43).  Daí porque o inferno é também chamado de “Lago de fogo” (Ap 20.15).  Outros nomes: “Lugar de tribulação e angústia” (Rm 2.9); de “pranto e ranger de dentes” (Mt 22.13; 25.30); “eterna perdição” (2 Ts 1.9); “fornalha de fogo” (Mt 13.42, 50); “cadeias da escuridão”(2 Pe 2.4); “ardente lago de fogo e enxofre” (Ap 19.20).  Entendem alguns que o inferno fica no interior da Terra, em razão de Efésios 4.9: “Ora, isto – ele subiu – que é, senão que também antes desceu às partes mais baixas da terra?” .  Esta passagem não se refere ao inferno, mas ao túmulo.  Em Salmos 139.15 a expressão “profundezas da terra” refere-se ao ventre de uma mulher.  (v.  Fp 2.10).  O assunto sobre a localização do inferno é polêmico.  A maior verdade é que o inferno é um lugar de castigo eterno.  HÁ DIFERENÇA ENTRE BATISMO EM NOME DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO, E O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO?
Há.  O batismo no Espírito Santo é diferente de Novo Nascimento, Regeneração, batismo nas águas ou em nome de Jesus.  O exemplo mais claro dessa distinção está em Atos 8.  Vejamos:
8.14 – “Ouvindo os apóstolos que estavam em Jerusalém que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João;
8.15 – “Quando chegaram, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo”;
8.16 – “Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido, mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus”.
8.17 – “Então lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo”.
No versículo “16” está bem clara a diferença.  Multidões em Samaria aceitaram a Palavra, creram na mensagem dos apóstolos e se converteram ao Senhor Jesus.  Depois, com a imposição das mãos, RECEBERAM O ESPÍRITO SANTO (“17”).  É bom esclarecer que não há consenso sobre este assunto.  Alguns acreditam que o derramamento do Espírito deu-se unicamente no Pentecostes, e que esse batismo dá-se no momento da conversão.  COMO SABER QUE ELES FORAM BATIZADOS NO ESPÍRITO SANTO?
A evidência ou sinal exterior desse batismo, nos exemplos da Bíblia, é o falar em línguas desconhecidas: “Todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar em outras línguas…” (At 2.4-a).  Leia: At 10.45-b; 10.46-a; 19.6.  Todavia, devemos saber que o Espírito não está limitado a certa fórmula.  A SALVAÇÃO DEPENDE DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO?  Não.  Somos salvos pela graça de Deus, mediante a nossa fé (Ef 2.8).  A experiência do batismo é posterior à salvação pela fé em Cristo Jesus.  QUEM BATIZA NO ESPÍRITO SANTO?
Jesus Cristo: “Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mt 3.11-c).  Leia Atos 2.32-33.

QUANDO COMEÇOU ESSE BATISMO?
A primeira manifestação está registrada em Atos 2.4: “TODOS FORAM CHEIOS DO ESPÍRITO SANTO, E COMEÇARAM A FALAR EM OUTRAS LÍNGUAS, CONFORME O ESPÍRITO SANTO LHES CONCEDIA QUE FALASSEM”.  Esse derramar do Espírito deu-se em cumprimento à promessa de que trata Joel 2.28.  Leia Atos 1.4-5.

ESSE BATISMO SE REPETIU EM OUTRAS OPORTUNIDADES?
Sim.  Vinte e cinco anos após aquela ocorrência (Atos 2.4), doze crentes foram batizados em Éfeso (At 19.4-7).  Essa dádiva é para nós: “A promessa diz respeito a vós, a vossos filhos, E A TODOS OS QUE ESTÃO LONGE, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar” (At 2.39).  Milhões de crentes no mundo inteiro são batizados no Espírito Santo.

QUALQUER PESSOA PODE RECEBER ESSE BATISMO?
Não.  Trata-se de um privilégio dos crentes, ou seja, dos que se arrependeram de seus pecados e consagraram suas vidas a Jesus, aceitando-O como Senhor e Salvador.

QUAL O SIGNIFICADO DE ‘PÁSCOA’?
O termo “páscoa” deriva da palavra hebraica “pesah”, que significa passar por cima, pular além da marca ou passar sobre.  Quando Deus ordenou ao anjo destruidor que eliminasse todo primogênito na terra do Egito, a casa que tivesse o sinal do sangue do cordeiro, sacrificado para esse fim, não seria visitada pelo anjo.  Este passaria “por cima”, e o primogênito que ali morasse seria preservado (Êx 12.1-36).  Os judeus passaram então a celebrar a Páscoa comemorando a saída – e a forma como saíram – do Egito.  A partir de Jesus, a celebração da Páscoa foi substituída pela Ceia do Senhor, com o pão e o vinho, em Sua memória.  Cristo é a nossa Páscoa, e o Seu sangue, o sangue do Cordeiro de Deus, nos lava e purifica de todo pecado (Lc 22.1-20; 1 Co 5.7).

O HOMEM ORIGINOU-SE DO MACACO?
Não.  O homem foi criado por Deus (Gn 1.27).  Segundo a Teoria Evolucionista, desenvolvida e defendida pelo naturalista inglês Charles Robert Darwin (1809-1882) em seu livro “A Origem das Espécies”, a vida universal originou-se inteiramente da matéria inorgânica ou, pelo menos, de algum germe primitivo”.  Em outras palavras: bilhões de anos atrás o homem era um fragmento de pedra ou uma bactéria.  Foi evoluindo, evoluindo, passou por cobra, sapo, lagarto, chegou a macaco e se transformou num ser humano.  Quem acredita em reencarnação e procura saber de suas vidas passadas poderá ter surpresas desagradáveis, como, por exemplo, descobrir que foi um tijolo ou um jacaré.  Em oposição a esse absurdo, existe a Teoria Criacionista que, de acordo com as Sagradas Escrituras, diz que o homem é criação divina.

O QUE É APOSTASIA?
É o completo abandono da fé cristã.  Apostatar é cometer apostasia.  Apostasia sempre existiu, mas no final dos tempos atingirá um nível muito elevado: “Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição” (2 Ts 2.3).  Apostasia é rebelião contra Deus.  Quando o cristão passa a dar ouvidos a “espíritos enganadores e a doutrinas de demônios”, afasta-se das verdades bíblicas e comete apostasia (1 Tm 4.1).  A apostasia não acontece de uma hora para outra.  É um processo.  O pecado voluntário, continuado, sem arrependimento, “leva a um ponto sem retorno em que não há mais possibilidade de salvação”.  Configura-se, assim, o total abandono da fé e a conseqüente morte eterna.  Apostasia não é o abandono de determinada religião, porque não é a religião que salva.  QUEM SÃO OS ANJOS?
São espíritos ministradores a serviço de Deus e por Ele criados.  Podem assumir a forma material à semelhança de homem.  São seres assexuados (sem sexo), inteligentes, gloriosos e poderosos.  Não possuem os atributos de onisciência, onipresença e onipotência.

COMO SE CLASSIFICAM OS ANJOS?  Classificam-se como: ARCANJO – a Bíblia fala de “arcanjo” no singular, e se aplica só a Miguel.  “O prefixo “arca” em “arcanjo”, sugere um anjo-chefe, principal e poderoso.  Miguel é uma espécie de administrador angélico de Deus para o juízo (1 Ts 4.16; Dn 10.13);.  SERAFINS – Mencionados apenas em Isaías
6.2, que os apresenta como possuidores de mãos, asas, rosto e pés.  QUERUBINS – Representados em figuras na Arca da Aliança e do Tabernáculo e na decoração do templo de Salomão, em Jerusalém (Ez 10; Sl 80.1; Gn 3.24; Êx 25.17-22; 1 Rs 6.23-28).  O anjo Gabriel atuou em momentos importantes: explicou a Daniel suas visões e anunciou os nascimentos de João Batista e de Jesus.  Ele assim se revelou: “Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus” (Lc 1.19, 26; Dn 8.16).  EXISTE PURGATÓRIO?
Segundo o ensino romanista, purgatório é um lugar onde as almas dos pecadores aguardam uma oportunidade para serem salvas.  Seria uma estação intermediária, um lugar de “fogo purificador”, espécie de “terminal rodoviário” em que as almas ficariam a espera de alguém para lhes indicar o caminho.  Tal doutrina, todavia, é contrária à Palavra de Deus.  Primeira razão: “Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1-a); e “Se andarmos na luz, como Ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos lava e purifica de todo pecado” (1 Jo 1.7).  Somente quem não é de Cristo irá definitivamente para um lugar de tormentos.  Segunda razão: O sacrifício de Jesus foi perfeito e suficiente.  Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.  Quem entrega sua vida ao Senhor Jesus não fica com pecados remanescentes, “devendo matéria”, pendente no pagamento de algum pecado.  O perdão de Jesus é total e incondicional (1 Jo 1.7-9).  Terceira razão: “Quem nEle crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado” (Jo 3.18).  Quem morre sem Cristo seguirá direto para um lugar de tormentos, sem retorno.  Exemplos: Jesus, ao ladrão na cruz: “Em verdade vos digo que HOJE estarás comigo NO PARAÍSO” (Lc 23.43).  Embora o ladrão tivesse muitos pecados, recebeu o perdão total de Jesus e a promessa de ir direto para o céu, sem passar por nenhuma estação intermediária.  O apóstolo Paulo manifestou o desejo de partir logo para “estar com Cristo”, “para habitar com o Senhor” (Fp 1.23: 2 Co 5.8).

E AS ORAÇÕES PELOS MORTOS?  As intercessões pelos que morreram sem Cristo não produzem os efeitos desejados, como vimos acima.  Enquanto está na Terra, o homem tem o livre-arbítrio de escolher o Céu ou o Inferno.  Depois da morte vem o juízo (Hb 9.27).  Na passagem do Rico e Lázaro, vê-se que os dois já estavam com suas situações definidas.  Todavia, o catolicismo ensina e pratica a oração pelos defuntos.  O QUE É A FÉ?
A FÉ não se explica através da lógica humana.  Fé é crença, convicção, certeza, confiança, entrega.  É a certeza de que algo vai acontecer, não importando se as condições sejam contrárias.  A definição bíblica para a fé é a seguinte: “É a CERTEZA das coisas que se esperam, e a prova das coisas QUE NÃO SE VÊEM” (Hb 11.1).  Fé é a crença de que o Senhor está no comando de todas as coisas, em quem depositamos total e irrestrita confiança.

QUANDO SURGIRÁ O ANTICRISTO?
O Anticristo será a encarnação de Satanás, e iniciará seu governo aqui na Terra – será um governante mundial – logo após o arrebatamento da Igreja, e exercerá o seu domínio durante sete anos, tempo em que durará a Grande Tribulação.  Na metade dos sete anos, esse monstro enganará a muitos, operando sinais e maravilhas.  Depois disso, mostrará sua verdadeira face e exigirá que seja adorado como Deus.  Leia: Dn 7.8, 24, 25; Dn 9.27; Dn 11.36-45; 2 Ts 2.1-12; Ap 11.6-7; 13.7, 15-18; 19.15-21.

O QUE É CORPUS CHRISTI É uma expressão latina que significa Corpo de Cristo O que é – É uma das grandes festas da Igreja Católica ocidental, celebrada na quinta-feira depois do domingo da Santíssima Trindade.
Finalidade – Comemorar a instituição do sacramento da eucaristia.  A eucaristia, segundo o ensino romanista, diz respeito aos elementos da Santa Ceia, ou seja, o pão e o vinho.  Na eucaristia estaria presente o corpo de Cristo.  Sacramento é o conjunto de ritos e cerimônias que, segundo a teologia romana, confere graça divina.  O Corpus Christi começou oficialmente, em 1311, conforme determinação do papa Clemente V, que a tornou obrigatória.  Porém, em 1246 o bispo Robert de Torote, de Liège, França, ordenou a celebração da festa em sua diocese.
Características da festa – O que mais caracteriza é a procissão, com milhares de fiéis, e os “andores monumentais que atravessam ruas atapetadas”.  Observações – Corpo Christi nada tem a ver com o Corpo de Cristo, a Igreja, da qual Cristo é cabeça: “Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros” (Romanos 12.5); “E sujeitou todas as coisas debaixo dos seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche tudo em todos” (Efésios 1.22-23).  O QUE É ” ESTADO INTERMEDIÁRIO “?  É uma situação em que se encontram todos os mortos, quer tenham morrido em CRISTO, quer não.  Dá-se o nome de ” intermediário ” porque como almas nesse estado aguardam o dia em que ressuscitarão, para um vida eterna ou para um eterna de perdição (1 Ts 4.15-17).  Noutras palavras, é o estado das pessoas entre a morte física e a ressurreição.  O lugar onde se encontram é identificado no Antigo Testamento como Sheol (no hebraico), e, no Novo Testamento, como Hades (no grego).  Esses termos correspondem ao reino da morte (Salmos 18.5; 2 Sm 22.5-6).  Muitos teólogos acreditam que antes da morte-ressureição de Jesus, no Sheol-Hades dividia-se em três partes distintas: na parte de cima, o lugar dos justos, conhecido como “Paraíso” (Lucas 23.43), “Seio de Abraão” (Lc 16.22), “Lugar de Consolo” (Lc 16.25).  Na parte de baixo, o lugar dos ímpios, chamado “Lugar de Tormentos” (Lc 16.  23).  Há quem aceite a interpretação literal de Efésios 4.9 para afirmar que o inferno se encontra nas profundezas da Terra, ou seja, no interior do nosso planeta.  Para isto citam os seguintes versículos que falam de “sepultura”, “interior da terra”, “profundezas” e expressões semelhantes (Gn 37.35; Nm 16.30,33; Jó 17.16; Sl 30.3; 86.13; 139.8; Pv 9.18; 15.24; Is 38.18; Ez 31.15; Am 9.2.  Alegam que depois do Calvário houve uma mudança radical na composição do Sheol-Hades: o Paraíso, com os santos do Antigo Testamento, teria sido trasladado para o terceiro Céu, na presença de Deus.  Como justificativa, apresentam os textos de Mateus 16.18 e Efésios 4.8.  Esclarecendo: quando Jesus subiu aos Céus levou consigo os crentes do Antigo Testamento que estavam no “Seio de Abraão”.  Esse traslado pode ter ocorrido entre a morte e a ressurreição de Jesus, em razão de Lucas 23.43 e 1 Pedro 3.19.  O “Lugar de Tormentos” não sofrera alteração.  com a morte-ressurreição de Jesus.  Esse tipo de ensino tem recebido severas críticas, em razão do seguinte: a)Difícil imaginar que o “seio de Abraão” possa ser chamado de cativeiro, ao qual se acomode o “levou cativo o cativeiro” (Ef 4.8), ou de lugar de prisão.  “Levou cativo o cativeiro” diz respeito à vitória de Cristo sobre as forças do inimigo, e ao seu domínio sobre potestades (Cl 2.15); b) Seio de Abraão era o nome que os antigos hebreus davam ao lugar para onde iam os justos, para desfrutarem da companhia de Deus e dos patriarcas (Lc 16.22,23); c) Seio de Abraão se identifica com “Paraíso” e com “Céu”, lugar para onde foram Enoque (Gn 5.24), Elias (2 Rs 2.1,11) e Moisés (Jd 9).  Estes conversaram com Jesus na transfiguração.  Não se pode dizer que estavam cativos no Sheol-Seio de Abraão (Mt 17.3); d) Logo após morto na carne, Jesus foi direto para o Céu (Lc 23.46), o mesmo lugar para onde o ladrão arrependido iria, para o Paraíso (Lc 23.43); Paulo equiparou o Paraíso ao Céu (2 Co 12.2-4); Não se pode confundir Sheol-Hades com Purgatório, este lugar intermediário de purificação das almas, segundo o ensino antibíblico da Igreja Católica.  A situação para quem está no Paraíso, com Cristo, ou no Hades (Inferno) é definida, irreversível.  No Paraíso os fiéis aguardam a Primeira Ressurreição para a vida eterna (1 Ts 4.16-17); no Hades os ímpios aguardam a Segunda Ressurreição para o castigo eterno (Ap 20.5,6,13-15).  Hades e Sheol são também traduzidas por inferno, tanto no Antigo Testamento (Dt 32.22; 2 Sm 22.6; Jó 11.8; Salmos 16.10), como no Novo Testamento (Mt 16.18; Pv 23.14; Ap 1.18).  Todavia, o inferno propriamente dito, a morada final dos ímpios, do Diabo e seus demônios, e do Anticristo, é o Lago de Fogo e Enxofre (Ap 19.20; 20.10,14,15; 21.8).  O QUE É “O DIA DO SENHOR”?
Não será um dia comum, um dia terrestre de 24 horas.  O Dia do Senhor, de que fala a Bíblia, será um período de mais de mil anos.  Começará após o arrebatamento da Igreja, e terminará depois da criação dos novos céus e nova terra e do reino milenar de Cristo, passando pela Grande Tribulação, onde o Anticristo estará em plena atividade.  Vejamos o que a Palavra diz sobre esse Dia: “O Dia do Senhor dos Exércitos será contra todo soberbo e altivo, e contra todo o que se exalta, para que seja abatido…”(Is 2.12); “Pois o Dia do Senhor está perto, e virá como assolação da parte do todo-poderoso” (Jl 1.15); “O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor” (Jl 2.31); “Certamente aquele dia vem; arderá como fornalha “(Ml 4.1); “Porque vós sabeis muito bem que o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite” (1 Ts 5.2).  Esse grande e terrível Dia do Senhor diz respeito aos tempos do fim, ao Juízo Final, ao julgamento dos ímpios.  Exclui-se desse período o arrebatamento da Igreja, chamado de “Dia de Cristo” pelo apóstolo Paulo (Fp 1.6,10).  A retirada do povo de Deus da terra faz parte do Plano Divino para a restauração de todas as coisas.  Os não arrebatados – os ímpios, os transgressores da lei, os que não quiseram dar ouvidos ao Evangelho; os que se rebelaram contra Deus; os que não aceitaram Jesus como Senhor e Salvador – estes ficarão na terra e experimentarão tempos de muita aflição.  QUAL O SIGNIFICADO DE “AS BODAS DO CORDEIRO”?  A expressão “Bodas do Cordeiro” define o encontro da noiva (a Igreja) com o seu noivo (Jesus), agora unidos para sempre.  Será a celebração desse casamento, uma festa de grande alegria e glória.  “Regozijemo-nos, e exultemos, e demo-lhe glória!  Pois são chegadas as bodas do Cordeiro, e já a sua noiva se aprontou” (Ap 19.7).  É importante sabermos que enquanto se realiza a celebração das Bodas, os que ficaram na Terra, estarão passando pela mais terrível tribulação de todos os tempos.  Nas Bodas, o Senhor cumprimentará a todos, e todos O conhecerão de perto, e falarão com Ele.  A alegria desse momento é muito grande.  Todavia, o clima será também de expectativa, porque Jesus, após esta celebração, descerá à Terra para a grande batalha contra o Anticristo e seus exércitos, no sombrio vale do Armagedom.  “Bem-aventurados os que são chamados à ceia das Bodas do Cordeiro” (Ap 19.9).  Contudo, é bom não esquecermos que ao instituir a Santa Ceia, quando disse aos apóstolos para que, em sua memória, comessem do pão e bebessem do cálice, Jesus prometeu que aquela celebração seria repetida no céu: “E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da vide, ATÉ AQUELE DIA EM QUE O BEBA DE NOVO CONVOSCO NO REINO DE MEU PAI” (Mt 26.29).  Nesta, Jesus preparou-se para o sacrifício da cruz; na Ceia das Bodas, Jesus estará se preparando para derrotar o mal sobre a face da Terra: aniquilar o diabo, o Anticristo, as nações ímpias, e instalar seu reino milenar.  O QUE É TRIBUNAL DE CRISTO?  Todos os salvos, após o arrebatamento, comparecerão diante do Redentor, ocasião em que haverá uma avaliação do que fizemos ou não fizemos; uns receberão louvor; outros, censura: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal” (2 Co 5.10).

Quem julgará: Cristo, o Justo Juiz (Jo 5.22; Is 33.22).  Quem será julgado: todos os salvos, sem exceção.  “Pois todos havemos de comparecer perante o tribunal de Cristo” (Rm 14.10).

Onde será o Tribunal: no céu.  Em outro lugar não poderia ser.  O céu é a morada de Deus, e é para lá que iremos.

Como será o julgamento: tudo será transparente e público, ou seja, o que tivermos feito por meio do corpo, de bom ou ruim, será conhecido por todos os presentes.  Nada ficará encoberto: “Todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas” (Hb 4.13) O julgamento dos crentes não será para condenação.  A nossa salvação está garantida pelo sacrifício de Jesus.  O julgamento será para galardoar aqueles que foram fiéis; que não enterraram seus talentos; que souberam utilizar os dons espirituais e ministeriais recebidos; que, enfim, cumpriram a contento a missão que o Senhor lhes confiou.  Estes receberão aprovação divina, recompensa e honra (Mt 25.21; 1 Co 3.12-14; Rm 2.10).  Os servos negligentes receberão reprovação divina, ficarão envergonhados e sofrerão perdas (1 Co 3.15).

Tudo será revelado: nossos atos mais ocultos; nossas palavras; nosso caráter.  Nada ficará encoberto.  É o momento de prestarmos contas de nossas ações, de nossa fidelidade; nosso zelo pela obra do Senhor na Terra.  Não devemos ficar atemorizados diante da perspectiva desse julgamento.  Ali estará o nosso Salvador em quem confiamos.  Mas devemos procurar crescer a cada dia como filhos de Deus, separados para o seu Reino.  Fiquemos com estas palavras: “Ora, já está próximo o fim de todas as coisas.  Portanto, sede sóbrios, e vigiai em oração.  Tende, antes de tudo, ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobre uma multidão de pecados.  Sede hospitaleiros uns para os outros, sem murmuração.  Servi uns aos outros conforme o dom que cada um recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (1 Pe 4.7-10).

QUAIS OS SINAIS DA VINDA DE JESUS?
Respondendo aos discípulos, Jesus revelou que apareceriam sinais precursores de Sua vinda e, em conseqüência, do fim dos tempos.  Os sinais profetizados por Jesus são os seguintes: falsos Cristos e falsos profetas enganarão a muitos; fomes, pestes e terremotos e guerras entre nações; muitos cristãos serão perseguidos e mortos; aumento da iniqüidade; diminuição do amor entre as pessoas e aumento do ódio (Mt 24.1-14).  Esses sinais, preditos há 2.000 anos, cumpriram-se no passado, cumprem-se no presente e terão cumprimento no futuro.  Em todas as épocas existiram fome, peste, terremotos, guerras e falsos profetas.  Existiram e continuarão a existir.  Mas, então, como saber quais os sinais indicadores da vinda de Jesus e do fim dos tempos?  Quando Jesus disse que “todas estas coisas são o princípio das dores” (Mt 24.8), estava dando a entender que haveria um aumento gradativo da intensidade de tais ocorrências, tal como acontece nas dores de parto.  Muitas horas antes de dar à luz, a parturiente passa por um período de dores contínuas e cada vez mais fortes.  O apóstolo Paulo disse que “toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora” (Rm 8.22).  Entendemos, portanto, que as mazelas da humanidade se intensificam a cada dia, semelhantemente às dores de parto: A fome vem aumentando à medida em que os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres.  Já tivemos dois grandes conflitos armados – a Primeira Guerra Mundial em 1914/1919; e a Segunda, em 1939/1945.  Uma terceira guerra envolvendo as nações nunca foi descartada, embora se saiba que seria uma catástrofe em razão da atual capacidade de destruição pelo uso de armas químicas e atômicas.
A quantidade de terremotos aumenta a cada ano: foram registrados mais de 6.500 terremotos neste século.  As estatísticas revelam que os números da violência estão aumentando em todas as áreas e níveis sociais.  O Brasil é exemplo: assassinatos, assaltos, chacinas, estupros, gangues, etc.  A iniqüidade se multiplica: imoralidade, pornografia, liberdade sexual; adultério, drogas, lesbianismo; homossexualismo; desrespeito pelos valores éticos, morais e cristãos; aumento do número de pessoas envolvidas com o espiritismo em todas as suas formas.  Nenhuma dúvida há de que haverá um fim para tudo isso.

O QUE SIGNIFICA “O MILÊNIO”?  O que é – É o período de mil anos em que Cristo reinará na Terra, ou seja, é o reinado milenar de Cristo Jesus (Apocalipse 20.4).

Quando terá início – Iniciar-se-á depois dos seguintes eventos: Grande Tribulação; prisão do diabo por mil anos; destruição do Anticristo, de seus exércitos e do falso profeta; julgamento das nações “vivas” (Mateus 24.30; Apocalipse 16.16; 19.20-21; 20.2-3).

Quem participará do Milênio – Participarão:
Os salvos de todas as épocas, compreendendo os fiéis do Antigo Testamento; a Igreja (Novo Testamento), e os salvos vindos da Grande Tribulação, TODOS em corpos celestiais, espirituais, glorificados (1 Tessalonicenses 4.16-17; Apocalipse 19.14; 20.4).  Por possuírem corpos glorificados, sobre os quais a matéria não terá domínio, estes salvos, participantes do Milênio, transitarão tanto na Terra como no Céu.  Lembremo-nos de que Jesus esteve por quarenta dias (Atos 1.3) na Terra num corpo assim, e como esse mesmo corpo foi elevado aos Céus.  Os judeus salvos da Grande Tribulação; os gentios poupados no julgamento das nações; os nascidos durante o Milênio.  Estes, em seus corpos naturais, é claro.  Somente os justos serão admitidos no reino de Cristo (Mateus 25.37; Isaías 26.2; 60.21).  Os títulos e nomes de Jesus em razão do Milênio – O Renovo (Isaías 4.2: 11.1; Jeremias 23.5; 33.15; Zacarias 3.8,9; 6.12,13); Senhor dos Exércitos (Isaías 24.23; 44.6); O Ancião de Dias (Daniel 7.13); O Altíssimo (Daniel 7.22-240); O Rei (Isaías 33.17; 44.6; Daniel 2.44); O Juiz (Isaías 11.3,4; 16.5; 33.22; 51.4,5); O Messias Príncipe (Daniel 9.25.26).  Rei dos reis e Senhor dos senhores (Apocalipse 19.16).

As principais características e propósitos do Milênio – A finalidade maior é restaurar: restaurar a paz, a justiça, a prosperidade, a longevidade.  Violência, nunca mais; fome, epidemias, terremotos, inundações, escassez de água, poluição, drogas, vícios de qualquer natureza; falta de alimentos; secas; pragas, injustiças sociais; corrupção; assaltos, estupros; ocultismo; desamor, abortos; desequilíbrio ecológico, crianças desamparadas…  nunca mais!  Haverá perfeita harmonia do homem com a Natureza; do homem com seu Criador; dos animais com o homem; entre os homens haverá perfeito amor fraternal.  Embora as pessoas do Milênio continuem com suas naturezas pecaminosas herdadas do primeiro casal, não mais sofrerão as influências maléficas do diabo (2 Co 4.4).  Isto não quer dizer que ninguém cometerá pecado.  Ímpios ainda surgirão nesse período, porém em número bem reduzido.  Especificaremos alguns dos benefícios oriundos do reino milenar de Cristo:
A Terra não mais será amaldiçoada.  As maldições como castigo pela desobediência do primeiro casal serão removidas (Gênesis 3.14, 17-18; Isaías 55.12-13).
Haverá profundas transformações nos rios, nos mares e nas águas subterrâneas: “Abrirei rios nos altos desnudos, e fontes no meio dos vales.  Tornarei o deserto em açudes de água, e a terra seca em mananciais” (Isaías 11.15; 41.18; Ezequiel 47.1-12).  Isto significa água abundante para todos e fartura de peixe, de frutas, de cereais.
Haverá perfeita comunhão entre os animais e entre estes e os homens.  Os animais antes ferozes não atacarão os homens (Isaías 11.6-8).
O conhecimento de Deus alcança a todos, porque o Diabo não mais poderá “cegar o entendimento” das pessoas (2 Coríntios 4.4; Isaías 11.9; Jeremias 31.34).
O gênero humano no Milênio se multiplicará rapidamente.  Não haverá mulheres estéreis: “Multiplicar-lhes-ei os homens como rebanho…  as cidades desertas se encherão de homens”; “as praças de Jerusalém se encherão de meninos e meninas” (Ezequiel 36.37-38; Zacarias 8.4-5).  As doenças serão bastante reduzidas.  Muitas enfermidades crônicas serão curadas (Isaías 33.24; 35.5-6).
Os habitantes da Terra viverão mais tempo.  Estarão livres dos alimentos contaminados e de outros males que impedem uma vida longa: “aquele que morrer com cem anos, será tido por jovem” (Isaías 65.20-22).
Haverá perfeita comunicação entre Deus e seus filhos: “Antes que clamem, responderei; estando eles ainda falando, os ouvirei” (Isaías 65.24).  Aleluia!
Cessarão as hostilidades entre os países.  Enfim, haverá paz e prosperidade na Terra (Isaías 2.4; 35.1-2).
10)A justiça predominará: “Reinará um rei com justiça” (Isaías 32.1).
11)O Senhor Jesus conterá a fúria dos furacões, dos tornados, terremotos, maremotos, vulcões, e de todos os fenômenos naturais que abalam e devastam a humanidade (Isaías 32.2; 25.4).
Então, devemos continuar orando: VEM, SENHOR JESUS (Ap 22.20).

COMO SE DARÁ O JULGAMENTO DAS NAÇÕES?  “Congregarei todas as nações e as farei descer ao vale de Josafá; e ali com elas entrarei em juízo, por causa do meu povo e da minha herança, Israel, a quem eles espalharam entre as nações, repartindo a minha terra.  Ajuntai-vos, e vinde, todos os povos em redor, e congregai-vos (ó SENHOR), faze descer ali os teus fortes!  Movam-se as nações e subam ao vale de Josafá; porque ali me assentarei, para julgar todas as nações em redor.  Multidões, multidões no vale da Decisão!  Porque o dia do SENHOR está perto no vale da Decisão” (Joel 3.2, 11,12, 14).  Em Mateus 25 Jesus revelou que na sua vinda em glória, com todos os santos anjos, as nações reunidas diante dele serão assim divididas: nações-ovelhas (os justos) ficarão à sua direita; as nações-bodes (os ímpios) à esquerda; e os “irmãos”, que devem ser o povo judeu, irmãos de Jesus segundo a carne.  Os justos irão para a vida eterna; os ímpios para o castigo eterno.  (Mateus 25.31-46).  Estarão ali, também, as nações que não se aliaram ao Anticristo e que sempre reconheceram Israel como a herança de Deus.  A essência desse juízo é o julgamento dos opressores do povo judeu (Leia Joel 3.2; Gn 13.3; Zc 12.3).  Apocalipse 20.11-15 trata do julgamento do Grande Trono Branco – o Juízo Final: “Os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.  E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo” (vv.  12,15).  Tem havido entre os estudiosos da Bíblia interpretações discordantes quanto ao julgamento das nações de que trata Joel 3.  Uns crêem que este juízo associa-se ao Juízo Final de Apocalipse 20.11-15 e Mateus 25.31-46, sendo este apenas uma continuação daquele.  Todavia, há diferenças entre um e outro julgamento, ou seja, entre o julgamento das nações e o do Grande Trono Branco.  Vejamos:

Juízo de Mateus 25.31-46(Joel 3) Juízo de Ap 20.11-15 Julgamento dos vivos……………………………  Julgamento dos mortos Antes do Milênio………………………………….  Depois do Milênio Na terra……………………………………………  No espaço Ovelhas, bodes e irmãos presentes…………..  Só os perdidos Julgamento coletivo……………………………..  Julgamento individual Sem ressurreição, exceto dos mártires da Grande Tribulação (Ap 20.4)…………………..  Após a 2a ressurreição Esse primeiro julgamento de Mateus 25.31-46 objetiva selecionar as nações que ingressarão no Milênio, ou seja, as que farão parte no reino milenar de Cristo.  Vejam: “Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o REINO que vos está preparado desde a fundação do mundo”(Mt 25.34).  COMO ENTENDER A BATALHA DO “ARMAGEDOM”?
A guerra do Armagedom (Ap 16.16) Armagedom significa “vale do Megido”.  Megido ou Esdrelon é uma planície de Israel, em Samaria, na região da Palestina.  Esse vale foi palco de sangrentas guerras no passado.  No sentido profético, Armagedon significa derrubar, matar, cortar, decepar, lugar de mortandade.  Este lugar de matança é chamado de “lagar” em Apocalipse 14.20.
Profecias – “Chegará o estrondo até a extremidade da terra.  O Senhor entrará em juízo com toda a carne, e os ímpios entregará à espada”(Jr 25.31-38; Jl 3.1-16; Sf 3.8).  “Eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém…então o Senhor sairá, e pelejará contra estas nações” (Zc 14.2-5).
Quando será iniciada – Na segunda metade da Grande Tribulação, provavelmente já no final desse período.  Será uma guerra de curta duração.  Os judeus não suportariam uma guerra prolongada, haja vista o poderio bélico dos adversários.  A finalidade do confronto – A guerra será centralizada na terra de Israel, porém com desdobramentos e combates por todo o mundo (Jr 25.31).  Os exércitos de todas as nações aliadas ao Anticristo marcharão sobre Israel com o objetivo de destruírem Jerusalém e seu exército e derrotarem o povo de Deus.  O Anticristo colocará em guerra todo o seu poder de fogo: armamentos sofisticados; bombas de última geração, tudo muito superior ao que hoje conhecemos.  Tal confronto atende aos planos de Deus.  Como já vimos, Deus secou um rio para que as tropas, sob o comando da Besta, tivessem livre acesso ao campo da batalha.  O sentido figurado – Não nos alinhamos entre os que rejeitam a idéia de uma batalha literal, onde tropas fiéis ao Anticristo estariam realmente marchando sobre Israel.  Acreditamos que haverá, de fato, uma grande batalha mundial, envolvendo cristãos e anticristãos; uma guerra de grandes proporções como jamais ocorreu na história da raça humana.  MASTURBAÇÃO É PECADO?
Masturbar-se é o ato de manipular os órgãos sexuais externos com a finalidade de atingir o orgasmo.  A Bíblia não fala diretamente sobre o assunto, mas algumas passagens nos levam a considerar a masturbação pecado.  Vejamos:
“Antes, andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira…” (Efésios 2.3).
“Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências [desejo incontrolado]” (Romanos 6.12).
“Fugi da prostituição.  Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo; não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?”(1 Coríntios 6.18-19).
“Porque as obras da carne são: prostituição, impureza, lascívia…  e coisas semelhantes a estas…  os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus”(Gálatas 5.19-20).  Lascívia/luxúria: libidinagem, sensualidade.  Libidinoso: aquele que procura sem pudor o prazer sexual.
“Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação…  que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra, não na paixão de concupiscência…porque Deus não nos chamou para a imundícia, mas para a santificação” (1 Tessalonicenses 4.3-7).  Não se pode negar a existência do impulso sexual nos seres humanos, impulso criado por Deus para um fim proveitoso – o da multiplicação da espécie humana, ou seja, o sexo entre homem e mulher, casados.  (Gênesis 1.28).  Todavia, homens e mulheres têm de várias formas pervertido esse desejo.  O homossexualismo é uma dessas impurezas e desvio sexual.  A masturbação é uma variante da impureza sexual: vicia, escraviza e causa morte espiritual.  O nosso corpo não é para ser usado da maneira como bem entendemos: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma” (1 Coríntios 6.12).
Os jovens certamente perguntarão: Como fazer para conter o forte desejo sexual?  Devem primeiramente esvaziar a mente das imagens eróticas captadas via televisão, revistas, filmes e danças sensuais.  Não devemos colocar coisas impuras diante de nossos olhos.  Em segundo lugar, devem encher a mente, coração e alma com a palavra de Deus.  Por último, orar, e orar muito, para não cair em tentação (Lucas 22.40).  E poder dizer com Paulo: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim” (Gálatas 2.20).  Há quem defenda a prática eventual (não como vício) da masturbação, quando objetive descarregar energias e impulsos que poderiam levar ao cometimento do pecado sexual.  Cada qual deverá agir de acordo com a orientação do Espírito.

COMO ENTENDER AS “70 SEMANAS DE DANIEL”?
Por sua fundamental importância nos estudos da Escatologia, e pelas dificuldades em sua interpretação, a profecia das SETENTA SEMANAS de Daniel desperta muito interesse.  Entre os teólogos não há consenso quanto alguns aspectos.  Por exemplo, um grupo segue a interpretação contínua, segundo a qual a septuagésima semana segue a sexagésima-nona, sem nenhum intervalo.  Outro, defende a teoria do intervalo, ou seja, 69 semanas já se cumpriram, mas falta o cumprimento da septuagésima semana.  Estamos acordes com a interpretação que admite um intervalo.  O contexto – Jerusalém estava praticamente destruída.  Seu povo, inclusive o profeta Daniel, foi levado cativo para a Babilônia, sob as ordens de Nabucodonosor, a quem deveria servir por 70 anos (2 Crônicas 36.17-21; Jeremias 25.11).  Daniel inquieta-se porque os 70 anos de cativeiro são findos e não recebe de Deus qualquer palavra sobre a restauração da Cidade Santa e restauração espiritual do povo.  Daniel intercede pelo seu povo e Deus responde, através do anjo Gabriel.

A profecia – Daniel 9.24: “Setenta Semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos santos”.  Dn 9.25: “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até o Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos”.
Dn 9.26: “E depois das sessenta e duas semanas será tirado o Messias, e já não estará; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas assolações”.
Dn 9.27: “E ele fará firme aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até a consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador”.

A interpretação – As 70 semanas são 490 anos, considerando-se tratar-se de semanas de anos (“setenta setes”) e não semanas de dias.  Esses 490 anos estão divididos em dois períodos: o primeiro período é de 69 semanas, igual a 483 anos ou 173.880 dias, considerado ano profético de 360 dias (69 x 7 x 360).  Esse período – que é o marco inicial das 70 semanas – inicia-se com a “saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém” (Daniel 9.25), e teve seu cumprimento em Neemias 2.1-8 (Ano vigésimo do Artaxerxes, mês de nisã).  Esse período termina com a manifestação do Messias como Príncipe de Israel (Lucas 19.28-40; Zacarias 9.9) Este primeiro período de 69 semanas é dividido em duas partes na profecia: uma de sete semanas (49 anos), e outra de 62 semanas (434 anos).  Logo após esse primeiro período de 69 semanas, o “Messias foi tirado” (morto) e a cidade santa destruída: a morte de Jesus na cruz (Lucas 23.46) e a destruição de Jerusalém no ano 70 d.C.
entre o primeiro e segundo período, existe uma lacuna profética, um intervalo.  É um tempo de duração indefinida quanto à quantidade de semanas/anos.  Esse intervalo se prolongará até o arrebatamento da Igreja e o consequente aparecimento do anticristo, quando terá início a última semana da profecia, a septuagésima semana.  o segundo e último período da profecia, a tão conhecida SEPTUAGÉSIMA SEMANA DE DANIEL, iniciar-se-á com o surgimento do anticristo, “o príncipe que há de vir” (Daniel 9.26, Ap 6.2), e terminará com a volta do Messias, com poder e glória, para Seu reinado milenar (Ap 20.1-6).  Esta semana, ou sete anos, será dividida em dois períodos distintos de três anos e meio, ou 1260 dias, ou 42 meses.  O anticristo fará uma aliança com Israel por todo o período de sete anos, mas na metade desse tempo quebrará o acordo e fará cessar a adoração a Deus (Daniel 9.27; Ap 11.2; 12.6; 12.14; 13.5).  Observações:
As 70 semanas que estão determinadas têm os seguintes propósitos (Daniel 9.24): extinguir a transgressão dar fim aos pecados expiar a iniquidade trazer a justiça eterna sela a visão e a profecia ungir o Santo dos santos As 69 semanas (173.880 dias) contadas “desde a saída da ordem para restaurar e edificar Jerusalém”, em 14.3.445 a.C.  (veja obs.  n.  8, abaixo), findam exatamente no dia 6 de abril de 32 d.C., dia da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.  Vejamos os cálculos feitos por Alva J.  Mc Clain: (cálculo dos dias decorridos entre 14.3.445 a.C.  e 6.4.32 d.C.):
445 a.C.  a 32 d.C.  ………………………476 anos (AC 1 até DC 1 = 1 ano)
476 x 365 ………………………………….  173.740 dias Aumento dos anos bissextos………………  116 dias (3 a menos em 4 sécs.)
14 de março a 6 de abril…………………..  24 dias ___________
TOTAL …………………………………………..173.880 dias (Considerar que o ano do século (100, 200, 300, 400…) não é bissexto, exceto quando divisível por 400.  Na transformação para dias do nosso calendário, o ano passa a ser de 365 dias).  Os capítulos 6 a 19 do Apocalipse dizem respeito à septuagésima semana de Daniel, ou seja, os eventos escatológicos ali mencionados (o derramar dos juízos de Deus, por exemplo) ocorrerão durante aquele último período da profecia.  Diríamos que no Apocalipse a profecia das setentas semanas está no varejo, ampliada, detalhada.  A profecia relaciona-se diretamente com a nação de Israel e a cidade de Jerusalém (Daniel 9.24).  Antes de iniciar a septuagésima a Igreja será arrebatada (1 Ts 1.10; Ap 3.10).  Note-se que o tempo da Igreja, a destruição de Jerusalém e o Calvário estão incluídos no intervalo: entre o fim da 69a semana e o começo da seguinte, da septuagésima.  Este tempo é também chamado de lacuna profética.
A Bíblia não relata, mas há o registro histórico da tomada de Jerusalém pelo general romano Tito, no ano 70 d.C., depois de um cerco de cinco meses, com o emprego de uns 100.000 homens.  Estima-se em um milhão a perda de vidas nessa catástrofe.  Cumpriu-se assim Daniel 9.26: …”o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário” (v.  Lucas 21.20).  Nosso Senhor legitimou a profecia das Setentas Semanas ao fixar a Grande Tribulação dentro da Septuagésima (Mateus 24.15-22; Marcos 13.14-20).
Neemias 2.1-8: Artaxerxes I, rei da Pérsia, foi elevado ao trono em 465 a.C.  Logo, o “ano vigésimo do rei” deu-se em 445 a.C.  E como não está indicado o dia do mês, fica entendido ser o primeiro dia do mês nisã (conforme costume judaico), que em nosso calendário corresponde a 14 de março.  Daí porque o ponto de partida da profecia, ou seja, a “ordem para reedificar Jerusalém” (Daniel 9.25) é o dia 14 de março de 445 a.C.  Conforme cálculo, o fim das 69 semanas, contadas a partir de 14.3.445 a.C., deu-se em 6 de abril de 32 d.C., data em que Jesus foi aclamado Rei em Jerusalém: “Bendito o Rei que vem em nome do Senhor” (Lucas 19.28-40).  A resposta sobre as Setentas Semanas de Daniel não se esgota nestas palavras.  O livro de Daniel é uma fonte inesgotável para pesquisa e debate.  Fonte: “As Setenta Semanas de Daniel”, de Alva J.  Mc Clain; Bíblia de Estudos Pentecostal.

O QUE É SACRAMENTO?  É um ato, uma cerimônia, uma ação ou prática litúrgica, instituídos por Cristo.  Segundo santo Agostinho, sacramento é “símbolo de coisa sagrada” ou “forma visível de uma graça invisível”.  Diríamos que os sacramentos são atos de obediência a específicos mandamentos divinos.  Para a Igreja Católica existem sete sacramentos, fixados a partir do Concílio de Trento, no meado do século XVI: Batismo Crisma Eucaristia Confissão Unção dos enfermos (antiga extrema-unção)
Ordenação Matrimônio Para os protestantes os sacramentos são apenas dois, como instituídos por Jesus Cristo: o batismo (Mateus 28.19) e a ceia do Senhor (1 Coríntios 11.23-26).

OS SACRAMENTOS SALVAM?  Nisto há vários séculos de discordância entre católicos e protestantes.  A Igreja Católica, em seu Catecismo, de 1994, diz: “A Igreja afirma que para os crentes os sacramentos da nova aliança são necessários à salvação” (Pg.  318).  Ora, os sacramentos são obras decorrentes da nossa fé em Jesus Cristo.  Quem vai às águas para ser batizado ou quem participa da Ceia do Senhor são os salvos, os que crêem.  As obras são decorrentes da fé.  Somos salvos PARA as boas obras; não somos salvos PELAS obras.  Vejamos alguns exemplos e considerações: Do ladrão na cruz, salvo pelo seu arrependimento e fé, Jesus não exigiu batismo ou eucaristia (ceia do Senhor), mas lhe afirmou categórico: “Hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23.43).  O eunuco da Etiópia foi batizado após haver sido salvo pela fé em Jesus Cristo (Atos 8.36-38).
O carcereiro de Filipos foi batizado após receber a salvação pela fé em Jesus Cristo: “A seguir foi ele batizado, e todos os seus” (Atos 16.30-33).  Ver outros exemplos em Atos 2.41; 8.12; 8.13;18.8.
A Palavra diz: “Pois é pela graça que sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus, NÃO DAS OBRAS, para que ninguém se glorie; pois somos feitura sua, criados em Cristo para as obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2.8-10).  A Bíblia não afirma que é preciso ser batizado ou receber qualquer sacramento para ser salvo, mas diz: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo” (Atos 16.31).  Se a afirmação do catolicismo (“os sacramentos salvam”) tivesse respaldo bíblico, todos os não católicos, incluídos os protestantes, estariam condenados, porque alguns sacramentos somente estão disponíveis na Igreja Católica.  Por exemplo, os evangélicos não recebem crisma e não fazem confissão auricular.

DIABO E SEUS DEMÔNIOS TÊM ALGUMA CHANCE DE SALVAÇÃO?  Não, pelas seguintes razões: O inferno foi preparado para o diabo e seus anjos (Mateus 25.41).  Logo, já está determinada a condenação desses espíritos malignos.
No Juízo Final, serão julgados espíritos humanos; julgamento dos mortos.  O Justo Juiz julgará vivos e mortos (1 Pedro 4.5; Atos 10.42; Apocalipse 11.18), dos quais os anjos caídos não fazem parte.  O diabo e os demônios já estão condenados: “…  porque o príncipe deste mundo já está julgado” (João 16.11; 2 Coríntios 4.4; Hebreus 2.14).  A derrota de Satanás está prevista na Palavra de Deus: “E o diabo, que os enganava, foi lançado no Lago de Fogo e Enxofre, onde estão a besta e o falso profeta.  De dia e de noite serão atormentados para todo o sempre” (Isaías14.12-15; Colossenses 3.15; Apocalipse 20.2, 3, 10) QUAL A EVIDÊNCIA DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO?
A Bíblia nos dá exemplos de que o falar em línguas estranhas é uma evidência física e audível da plenitude do Espírito em nós, o que é confirmado pela experiência de milhões de batizados.  Poderão ocorrer casos de batismo sem o falar imediato em línguas?  Pode.  Deus é soberano na Sua vontade e não está limitado a fórmulas.  Há casos também em que a plenitude do Espírito vem simultaneamente com outros dons, além do dom de línguas.  Vejamos alguns exemplos bíblicos do falar noutras línguas como evidência desse batismo: · No Dia de Pentecoste, estavam reunidas no cenáculo 120 pessoas: “De repente veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados.  E apareceram, distribuídas entre eles, línguas como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles.  Todos ficaram cheios do Espírito Santo, e PASSARAM A FALAR EM OUTRAS LÍNGUAS, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (Atos 2.1-4).  Não apenas os discípulos de Jesus estavam ali.  Homens e mulheres, até mesmo Maria, mãe de Jesus receberam a plenitude do Espírito naquele momento (Atos 1.14-15).

· “E ainda Pedro falava estas coisas quando caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra.  E os fiéis que eram da circuncisão, que vieram com Pedro, admiraram-se, porque também sobre os gentios foi derramado o dom do Espírito Santo, pois os ouviam FALANDO EM LÍNGUAS, e engrandecendo a Deus” (Atos 10.44-46).  A partir do momento em que os cristãos hebreus ouviram os gentios falando em línguas, tiveram a certeza de que haviam recebido o derramar do Espírito.  Os discípulos em Éfeso: “E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e tanto FALAVAM EM LÍNGUAS COMO PROFETIZAVAM.  Eram ao todo uns doze homens” (Atos 19.1-7).  Aqui mais de um dom foi concedido no ato do batismo.  Os crentes samaritanos: “Então lhes impunham {Pedro e João} as mãos, e recebiam estes o Espírito Santo.  Vendo, porém, Simão que, pelo fato de imporem os apóstolos as mãos, era concedido o Espírito Santo, ofereceu-lhe dinheiro”(Atos 8.15-18).  Por inferência, o que Simão, o mágico, viu foi o FALAR EM LÍNGUAS.  Que outro sinal teria visto?  Alegria?  Não, pois já haviam sido batizados em nome do Senhor Jesus, e viviam alegres com o novo nascimento.  Teriam desmaiado?  Não, não há relato bíblico de reações emotivas, tais como queda, choro, desmaio, embora isso possa ocorrer.  Além desse sinal físico – o falar noutras línguas -, o genuíno batismo no Espírito Santo proporciona o aumento da capacidade de amar, exaltar e glorificar a Deus; fará aumentar o desprezo pelos prazeres mundanos; dar mais convicção da presença do Espírito Santo em nossas vidas; aumentará o apego às Escrituras; elevará o interesse em salvar as almas perdidas e em pregar o Evangelho; proporcionará revestimento de poder para anunciar as Boas Novas com ousadia, coragem, intrepidez e amor, na direção do Espírito: “Ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24.49; Atos 1.4; 2.14).  É POSSÍVEL APRENDER A FALAR LÍNGUAS PELA LEITURA DE LIVROS?
Não.  O falar em línguas é um dom, uma concessão, uma bênção dada pelo Espírito Santo (1 Coríntios 12.4-10).  Essas línguas não são aprendidas em seminários, nas escolas, ou nas igrejas.  Não podem ser decoradas.  As línguas assim aprendidas e faladas são FALSAS.  As verdadeiras são aquelas que saem espontaneamente, que fluem do nosso interior como “rios de água viva”.  Dom não se aprende; recebe-se.  O dom de variedades de línguas é uma manifestação sobrenatural do Espírito capacitando o crente a falar em idiomas desconhecidos.  Na resposta sobre a evidência do batismo no Espírito Santo, vimos que todos os que falaram em línguas falaram imediatamente após o batismo, não havendo tempo para aprendizado.  É muito perigoso usar línguas falsas.  O diabo também faz uso de linguajar estranho e é capaz de imitar qualquer língua.  Não devemos imitar o diabo para não sermos contaminados por ele.  As línguas faladas pelos batizados são “uma expressão vocal inspirada pelo Espírito, mediante a qual o crente fala numa língua que nunca aprendeu.  Estas línguas podem ser humanas, i.e., atualmente faladas (Atos 2.6), ou desconhecidas na terra (1 Coríntios 13.1)”.  Não se deve buscar o falar noutras línguas, mas buscar o batismo no Espírito Santo.  As línguas vêm em decorrência desse batismo.  QUAIS SÃO OS DEZ MANDAMENTOS?  São os seguintes, conforme Êxodo 20.3-17: PRIMEIRO – Não terás outros deuses diante de mim.  SEGUNDO – Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra.  Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso que visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem, e faço misericórdia em milhares aos que me amam e guardam os meus mandamentos.  TERCEIRO – Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, pois o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.  QUARTO – Lembra-te do sábado para o santificar.  Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus.  Não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas.  Pois em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, mas ao sétimo dia descansou.  Por isso abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou.  QUINTO – Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.  SEXTO – Não matarás.  SÉTIMO – Não adulterarás.  OITAVO – Não furtarás.  NONO – Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.  DÉCIMO – Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.  AS IMAGENS DO SEGUNDO MANDAMENTO DIZEM RESPEITO AOS ÍDOLOS DA ANTIGUIDADE?  O Mandamento proíbe fazer ou usar para adoração imagens que sejam representativas de Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo, dos anjos ou dos espíritos dos que estão na glória (os santos mortos, os que morreram na fé em Cristo).  O Mandamento proíbe fazer escultura com “alguma semelhança do que está nos céus”.  Logo, o Mandamento não se restringe aos deuses egípcios ou a outros.  Jesus e os santos bíblicos estão incluídos nessa proibição, quer suas imagens sejam esculpidas em pedra, bronze, madeira, ouro, prata ou em qualquer material.  Assim diz a Palavra.  COMO ENTENDER A PROIBIÇÃO DE NÃO “SE ENCURVAR NEM SERVIR” ÀS IMAGENS?  NÃO SERVIR DE QUAL MANEIRA?  O entendimento é que as imagens não devem ser objetos de nenhuma adoração, veneração ou reverência, nem elas, nem os espíritos nelas representados.  A proibição de encurvar-se compreende: ajoelhar-se, inclinar o corpo ou a cabeça; tocar as imagens numa demonstração de devoção e respeito; beijá-las, coroá-las, levá-las em procissão em atitude de contemplação.  A proibição de não servir as imagens compreende: não servi-las com lágrimas, com flores, com festas, cânticos, vigílias, rezas, sacrifícios, velas, ofertas em dinheiro ou em alimentos.  Outras passagens bíblicas realçam a proibição do Segundo Mandamento: “Eu sou o Senhor.  Este é o meu nome.  A minha glória a outrem não a darei, nem a minha honra às imagens de escultura” (Isaías 42.8).  “Não façam imagem alguma na forma de ídolo, semelhança de homem ou mulher (Deuteronômio 4.15-19)”.  “E terás por contaminados a prata e o ouro que recobre as imagens de escultura.  Lançá-las-ás fora como coisa imunda” (Isaías 30.22).  “Mudaram a glória de Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis” (Romanos 1.23).  “Nada sabem os que conduzem em procissão suas imagens de escultura” (Isaías 45.20).  “Os que se apegam aos ídolos vãos afastam de si a sua própria misericórdia” (Jonas 2.8).  “Mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram a criatura em lugar do Criador, que é bendito eternamente” (Romanos 1.25).  Ver Salmos 115.4-8.  “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele servirás” (Mateus 4.10).  O QUE DIZER DA IMAGEM DO CRISTO REDENTOR NO RIO?  O Segundo Mandamento condena essa imagem ou qualquer outra, seja de trinta centímetros, seja de cinqüenta metros de altura.  Nem como atracão turística deveria permanecer.  O “Cristo Redentor” tem sido objeto de adoração, e seus braços petrificados, sua boca fechada e olhos cegos se enquadram na descrição no livro de Salmos 115.4-8.  Se a nação brasileira fosse verdadeiramente cristã estaria na submissão à vontade de Deus e não teria construído esse ídolo de pedra.  Deveria ser demolido, segundo a Bíblia Sagrada.  A imagem do “Cristo Redentor”, como tantas outras, é uma mentira.  Ninguém possui retrato de Jesus ou dos santos bíblicos (José, Paulo, Pedro, João, Maria) de modo a esculpir ou pintar suas imagens.  Logo, essas esculturas são caricaturas, mentiras.  E a mentira não é de Deus; é do diabo.  Disse Jesus: “Vós pertenceis ao vosso pai, o diabo, e quereis executar o desejo dele.  Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, pois não há verdade nele.  Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, pois é mentiroso e pai da mentira” (João 8.44).  QUAIS AS ALIANÇAS DE DEUS Aliança significa pacto, acordo, ajuste, concerto.  Teologicamente, diz respeito a concerto entre Deus e o seu povo.  O Antigo Testamento é chamado Antiga Aliança.  E o Novo Testamento, Nova Aliança.  O nosso Deus é Deus de alianças.  Através delas, Ele, pelo seu imenso amor, nos dá a garantia de muitas bênçãos, se houver fé e obediência.  A iniciativa do concerto sempre foi de Deus, que estabelece as condições.  Vejamos: CONCERTO COM ADÃO – A primeira aliança Deus fez com Adão e Eva, no Éden: deu-lhes a Terra e pleno domínio sobre os animais; deu-lhes fartura de alimento, abençoou-os e disse-lhes que deveriam frutificar e multiplicar.  Mas estabeleceu condições: Não deveriam comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal.  O princípio da obediência estava criado.  Se comessem da árvore proibida, morreriam.  Desobedeceram, quebraram a aliança, e experimentaram imediatamente a morte moral e espiritual, e, depois, a morte física.  Convém lembrar que em todos os concertos há promessas de bênçãos, mas há a contrapartida da fé e fiel obediência.  (Gênesis 1.27-30; 2.16-17; 3.2-20).  Aliança adâmica ou edênica é como é conhecida a aliança com Adão.  CONCERTO COM NOÉ – Após o dilúvio, do qual se salvaram Noé e sua família, num total de oito pessoas (Gênesis 7.13), Deus falou: “Convosco estabeleço o meu concerto, que não será mais destruída toda carne pelas águas do dilúvio e que não haverá mais dilúvio para destruir a terra”.  Como sinal perpétuo dessa aliança Deus deixou o arco sobre as nuvens, conhecido como arco-íris.  (Gênesis 9.11-17).  Chamada aliança noética.  CONCERTO COM ABRAÃO – O concerto entre Deus e Abraão – aliança abraâmica – foi chamado “concerto perpétuo”, porque extensivo às gerações vindouras e já apontando para o Reino Eterno de Cristo (Gênesis 17.7).  Como parte da aliança Deus prometeu fazer de Abraão uma grande nação, e abençoar todas as famílias da terra através dele (Gn 12.2-3); dar a terra de Canaã aos seus descendentes, que seriam grandemente multiplicados: “E te farei frutificar grandissimamente e de ti farei nações, e reis sairão de ti” (Gn 12.7,15; 13.16; 15.5; 17.2,6,7,8,9).  O concerto foi feito com Abrão, nome mudado por Deus para Abraão (pai da multidão) (Gn 17.39).  Como parte da aliança, Abraão deveria circuncidar todos os machos, filhos e servos sob sua autoridade, como selo do conserto, e de aceitação de Deus como Senhor (Gn 17.10-14, 23).  Deus prometeu estender a aliança a Isaque, o filho da promessa que iria nascer (Gn 17.16,19).  CONCERTO COM ISAQUE – Os termos da aliança foram renovados em Isaque: “Serei contigo e te abençoarei…  multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus e darei à tua semente todas as terras.  E em tua semente serão benditas todas as nações da terra.  Eu sou o Deus de Abraão, teu pai.  Não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente por amor de Abraão, meu servo” (Gn 26.2-5,24).  CONCERTO COM JACÓ – “Eu sou o SENHOR, o Deus de Abraão, teu pai, e o Deus de Isaque.  Esta terra em que estás deitado te darei a ti e à tua semente.  E tua semente será como o pó da terra…  e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 28.13-14).  As alianças de Deus com seu povo provam que Ele é fiel à sua palavra.  Para recebermos as bênçãos prometidas, fé e obediência são indispensáveis.  CONCERTO COM OS ISRAELITAS – Passados uns três meses da saída do Egito, Deus falou ao seu povo através de Moisés, ao sopé do monte Sinal (Horebe), para, basicamente, renovar e relembrar os termos do concerto com Abraão, Isaque e Jacó: a) a terra de Canaã seria deles; b) Deus seria o único Deus de Israel; o povo assumiria o compromisso de guardar suas leis e mandamentos; c) seriam castigados em caso de desobediência (Êxodo 6.3-8; 19.4-6; 23.20-25).  Uma promessa que deve ser guardada no coração: “Agora, se diligentemente ouvirdes a minha voz, e guardardes a minha aliança, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos…vós me sereis reino sacerdotal e nação santa” (Êx 19.5-6).  O pacto foi fechado quando o povo declarou: “Tudo o que o Senhor falou, faremos” (Êx 24.3).  Deus requer de nós o firme propósito de acatarmos os termos de sua aliança.  As leis que deveriam ser obedecidas eram a lei moral (aqui incluídos os Dez Mandamentos), a lei civil, a lei cerimonial.

RENOVAÇÃO DA ALIANÇA NAS PLANÍCIES DE MOABE – Antes da entrada na terra prometida, e após percorrerem o deserto durante 39 anos, os termos do concerto foram relembrados.  A finalidade era de dar conhecimento das promessas divinas aos que nasceram durante a peregrinação, e fortalecer espiritualmente o povo para enfrentar o desafio conquistar a nova terra (Deuteronômio 4.44-26.19; 31.1-33.29).  Os capítulos 27 e 28 tratam das maldições e das bênçãos decorrentes da rebeldia ou da obediência.  CONCERTO COM DAVI – O resultado mais imediato da aliança davídica foi o estabelecimento do reino do filho de Davi, Salomão, que deveria edificar um templo para o Senhor (2 Samuel 7.11-13); o reinado de Davi passaria aos seus descendentes: “Fiz aliança com o meu escolhido; jurei ao meu servo Davi: a tua descendência estabelecerei para sempre e edificarei o teu trono de geração em geração” (Salmos 89.3-4).  A condição para o cumprimento dessas bênçãos seria a fiel obediência de Davi e de seus descendentes.  A vinda de um Rei messiânico e eterno, da linhagem de Davi, estava implícito nesse concerto (Isaías 9.6-7).  “Do trono de Jessé brotará um rebento, e das suas raízes um renovo frutificará (Isaías 11.1; Miquéias 5.2-4).  Esse novo Rei seria chamado “O SENHOR, Justiça Nossa” (Jeremias 23.5-6).

A NOVA E ETERNA ALIANÇA EM CRISTO – A promessa de uma nova aliança está em Jeremias 31.31-33: “Vêm dias, diz o Senhor, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá…  porei a minha lei no seu interior, e as escreverei no seu coração.  Eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.” A nova aliança foi selada com o sangue de Jesus, com seu sacrifício voluntário, com sua morte expiatória: “Isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, que é derramado por muitos, para remissão de pecados” (Mateus 26.28).  A nova aliança é superior à antiga: “Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de UM MELHOR CONCERTO, que está confirmado em melhores promessas” (Hebreus 8.6).  E as melhores promessas são: os que se arrependem têm seus pecados totalmente perdoados (Hebreus 8.12); um novo coração e uma nova natureza recebem aqueles que verdadeiramente amam e obedecem a Deus (Ezequiel 11.19-20); são recebidos como filhos de Deus (Romanos 8.15-16); têm experiência maior em relação ao Espírito Santo (Joel 2.28; Atos 1.5,8).  Como vimos, de aliança em aliança Deus prosseguiu na execução do seu plano de salvação dos homens, sempre oferecendo novas oportunidades.  A primeira manifestação desse plano está em Gênesis 3.15: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e o seu descendente; este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” Para isso, “Deus mandou o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”(João 3.16).  Já não é mais necessário sacrifício de animais para reparar nossas culpas, como no antigo concerto.  O sangue do “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” manifestou-se por um ato único, perfeito e eficaz; o sacrifício voluntário de uma pessoa sem pecado – Jesus Cristo, que abriu o caminho da reconciliação do pecador com Deus.  O QUE É ANO DO JUBILEU?
Entre os antigos judeus, era o ano que vinha depois de sete anos sabáticos.  Numa semana de anos, e não de dias, o sábado constitui o sétimo ano ou o ano sabático.  O ano do jubileu era anunciado pelo som de trombetas, feitas de pontas de carneiro, no 10?  dia de etanim ou tisri (que corresponde ao meses de setembro/outubro do nosso calendário).  Nesse ano, todos os servos ou escravos estavam em condições de obter a liberdade (Levíticos 25.39-46; Jeremias 34.8-14).  As terras vendidas durante os precedentes cinqüenta anos voltariam para os vendedores.  As terras hipotecadas eram liberadas e devolvidas sem qualquer ônus (Levíticos 25.17-28; 27.16-24).  O propósito do jubileu era: unir o povo por laços de fraternidade; diferenciar o povo de Deus dos pagãos; conservar na memória os benefícios recebidos de Deus; dar a todo israelita o direito de recuperar a terra, que havia sido concedida por Deus aos antepassados.  As casas conjugadas a terras essenciais ao cultivo também voltavam aos seus antigos donos.  QUAIS SÃO OS LIVROS APÓCRIFOS?  Apócrifos [do grego apókripho: oculto, escondido] no sentido religioso diz respeito aos livros “não genuínos”, “espúrios”, não reconhecidos como de inspiração divina, quer pela comunidade judaica, quer pela cristã-evangélica.  São chamados livros não canônicos.  São 14 os apócrifos: Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Baruque, 1 Macabeu, 2 Macabeu, Ester (acréscimo ao livro Ester, 10.4 – 16.24), Cântico dos três Santos Filhos (acréscimo ao livro de Daniel, 3.24-90), História de Suzana (acréscimo ao livro de Daniel, cap.13), Bel e o Dragão (acréscimo ao livro de Daniel, cap.  14).  Estes onze apócrifos foram aprovados pela Igreja Romana em 18 de abril de 1546, e passaram a fazer parte da Bíblia editadas pela referida denominação.  Os demais são: 3 Esdras, 4 Esdras, e A Oração de Manassés.  Os livros apócrifos foram escritos nos 400 anos do Período Interbíblico, isto é, entre Malaquias e Mateus, ou entre o Antigo e o Novo Testamento, época de ausência total da revelação divina.  Este é o principal motivo para excluir-lhes a canonicidade, além do fato de não terem sido mencionados em outros livros reconhecidamente divinos.

O QUE SIGNIFICA “COMER E BEBER PARA SUA PROPRIA CONDENAÇÃO”?
A passagem está na primeira carta aos coríntios e inserida nas instruções de Paulo sobre a celebração da Ceia do Senhor: “PORQUE O QUE COME E BEBE INDIGNAMENTE COME E BEBE PARA SUA PRÓPRIA CONDENAÇÃO, NÃO DISCERNINDO O CORPO DO SENHOR” (1 Coríntios 11.29).  Referência símile acha-se no verso 27: “Portanto, qualquer que comer este pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor”.  “Indignamente” significa de forma indigna, não respeitosa, não reverente, não adequada.  Peca contra o Senhor quem participa da Ceia de forma indiferente, sem reconhecer que os elementos da Ceia representam o corpo e o sangue de Cristo; sem a intenção de relembrar o Calvário.  Os que participam da Ceia apenas para cumprir um ritual, uma cerimônia, sem a intenção de abandonar o pecado, “come e bebe para sua própria condenação”, pois não fazem distinção entre uma refeição normal e a Ceia.  Quem assim procede “é culpado de crucificar de novo a Cristo e torna-se imediatamente sujeito a juízo e retribuição específicos”.  Quem assim procede coloca-se do lado dos que se rebelam contra Cristo e Sua Palavra.  É bom saber que os coríntios se reuniam periodicamente numa festa de confraternização, e cada família levava seu próprio alimento..  Por isso, Paulo recomenda: “Quando vos ajuntais para comer, esperai uns pelos outros”.  Nessas festas os pobres ficavam com fome e os ricos ficavam “embriagados” de tanto comer (versos 21-22).  Paulo não aprovou essas festas cristãs.  O QUE SIGNIFICA BLASFEMAR CONTRA O ESPÍRITO SANTO?  O CRENTE PODE FAZER ISTO?
Primeiramente, entenda-se como blasfemar: insultar, afrontar, injuriar, difamar.  Noutras palavras, é uma ofensa extremamente grave.  O versículo que fala do assunto está em Mateus 12.31: ‘PORTANTO, EU VOS DIGO: TODO PECADO E BLASFÊMIA SE PERDOARÁ AOS HOMENS, MAS A BLASFÊMIA CONTRA O ESPÍRITO NÃO SERÁ PERDOADA AOS HOMENS.” A Bíblia de Estudo Pentecostal explica: “A blasfêmia contra o Espírito Santo é a rejeição contínua e deliberada do testemunho que o Espírito Santo dá de Cristo, da sua Palavra e da sua obra de convencer o homem, do pecado (cf.  João 16.7-11).  Aquele que rejeita a voz do Espírito se opõe a ela, afasta de si mesmo o único recurso que pode levá-lo ao perdão – o Espírito Santo”.  A blasfêmia contra o Espírito se caracteriza por uma posição de rejeição – de forma intencional, proposital e deliberada – do perdão oferecido por Cristo.  O simples fato de o crente ficar a meditar se alguma vez cometeu esse pecado é uma evidência de que não o cometeu.  Aquele que blasfema está com o coração endurecido e não se arrepende se seus atos.  O QUE SIGNIFICA E “QUANTO AOS TÍMIDOS”?
Apocalipse 21.8: “Mas, quanto aos MEDROSOS, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, que é a Segunda morte.” Na versão RC (Almeida Revista e Corrigida), temos “Quanto aos TÍMIDOS”; na versão BLH (Bíblia na Linguagem de Hoje), temos “quanto aos COVARDES”; na versão RA (Almeida Revista e Atualizada, lê-se “Quanto aos COVARDES”; na versão ASV (American Standard Version), “Quanto aos TÍMIDOS (medrosos, receosos)”.  Tímidos, medrosos e covardes, no caso específico, são palavras semelhantes.  O entendimento é que Deus condena aqueles que não aceitam as verdades bíblicas com receio de serem criticados, desaprovados ou repreendidos pelos ímpios.  Temem perder posições sociais, status, amizades, prestígio.  São os que se envergonham de sua condição cristã; não dão testemunho de Cristo em suas vidas.  Esses são os tímidos, covardes e medrosos).  Jesus.  afirmou: “Qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do homem, quando vier na sua glória e na do Pai e dos santos anjos” (Lucas9.26).  O ESPIRITO SANTO PODE SER TIRADO DO CRENTE?
O Espírito Santo jamais se afasta do crente fiel (Romanos 8.9; 1 Coríntios 3.16; 6.19).  Todavia, o Espírito se retira quando a fé é abandonada; quando a voz do Espírito não mais é ouvida; quando os corações ficam endurecidos a tal ponto que não há mais possibilidade de arrependimento (Romanos 8.7-19).  O Espírito Santo não se retira por qualquer pecado.  Ele está em nós justamente para nos convencer do pecado, da justiça e do juízo, e nos levar ao arrependimento.  Mas se continuarmos na rebeldia, sem sincero propósito de deixarmos o pecado, já não seremos membros do Corpo de Cristo: “SE PECARMOS VOLUNTARIAMENTE, DEPOIS DE TERMOS RECEBIDO O CONHECIMENTO DA VERDADE, JÁ NÃO RESTA MAIS SACRIFÍCIOS PELOS PECADOS, MAS UMA CERTA EXPECTAÇÃO HORRÍVEL DE JUÍZO E ARDOR DE FOGO, QUE HÁ DE DEVORAR OS ADVERSÁRIOS”(Hebreus 10.26-27; Juízes 16.20) O rei Davi, após cometer o terrível pecado de adultério, e tendo sido co-autor de um homicídio, clamou a Deus: “Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo” (Salmos 51.11).  Perder o Espírito é o mesmo que perder a salvação.  Para não perdermos a salvação devemos continuar ligados à Videira Verdadeira.  Leiam: João 15.6; Colossenses 1.23; 1 Coríntios 15.2; Hebreus 2.3; 3.14; 10.38; 1 João 1.7.  POR QUE HOJE NÃO SE PREGA COMO JOÃO (RAÇA DE VÍBORAS QUEM VOS ENSINOU A FUGIR DA IRA VINDOURA)?
Cada pregador tem o seu estilo.  João Batista não usava somente palavras duras, como as registradas em Mateus 3.7.  A tônica de sua pregação era o chamamento ao arrependimento (Mateus 3.2).  A missão que recebemos de Jesus foi a de anunciarmos as Boas Novas a toda criatura, e devemos fazê-lo com amor, temperança, coragem e fé.

O CRENTE PODE FICAR SEM SER ARREBATADO?  Crente é aquele que crê no Senhor Jesus.  A Palavra diz que “todo aquele que crê no Filho tem a vida eterna” (João 3.36).  Logo, todos os crentes serão arrebatados – os que estiverem vivos por ocasião da vinda de Jesus.  Os mortos em Cristo ressuscitarão (1 Tessalonicenses 4.16-17).  Só deixará de ser arrebatado se tiver abandonado a fé.  DEUS TEM SETE ESPÍRITOS?  QUAIS SÃO?  Em Apocalipse 3.1 lê-se: “E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas”.  É evidente que Deus não possui sete Espíritos.  Em algumas versões a palavra ESPÍRITOS está no singular e em minúsculas.  Esta passagem não pode ser interpretada em sua forma literal.  O Novo Comentário da Bíblia, volume II, Edições Vida Nova, registra o seguinte comentário de Kiddler: “Quando reconhecemos que o ‘sete’ em cada caso tem a idéia de unidade e integridade, ao invés de diversidade, de tal modo que devemos pensar dum só Espírito e de uma só Igreja, em vez dos sete Espíritos e das sete igrejas, então temos em vista uma possível solução…  Os sete Espíritos e as sete estrelas desta forma significam o Espírito profético e o caráter celeste da Igreja, que o Espírito vivifica”.  EXISTE UM ANJO ACOMPANHANDO CADA CRENTE O TEMPO TODO?
Há dois tipos de interpretação no Cristianismo:

1) Os que acreditam haver um anjo da guarda permanentemente ao lado de cada crente para dar proteção.  Estes, levam em conta as seguintes passagens: “O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra” (Salmos 34.7); “Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.  Eles te sustentarão nas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra (Salmos 91.11-12); “Vede, não desprezeis alguns destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai que está nos céus”(Mateus 18.10); “E, conhecendo a voz de Pedro, de alegria não abriu a porta, mas, correndo para dentro, anunciou que Pedro estava à porta.  E disseram-lhes: Estás fora de ti.  Mas ela afirmava que assim era.  E diziam: É o seu anjo.” (Atos 12.14-15).

2) Os que acreditam que os anjos são enviados por Deus, para nos socorrer, sempre que há uma emergência ou uma situação que exija maiores cuidados.  Argumentam que “acampar-se ao redor dos que o temem” (Salmos 34.7) não significa dizer que permaneçam o tempo todo ao nosso lado, mas que se encontram dispostos a intervir, quando necessário.  No caso de Mateus 18.10, pode haver uma classe de anjos dedicados às crianças, mas esses anjos estão no céu, pois eles “vêem a face de Deus”.  Com relação ao livramento de Pedro, nota-se que o anjo tão logo terminou sua missão apartou-se dele (Atos 12.10).  Conforta-nos saber que os exércitos angelicais estão de prontidão para nos defender.  São exemplos o caso de Daniel na cova dos leões (Daniel 6.22), de Pedro na prisão (Atos 12.7), de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego na fornalha ardente (Daniel 3.28), de Paulo e Silas na prisão (Atos 16.26).  Não devemos contatar nosso anjo da guarda para obter instrução constante e direção espiritual.  Nossa oração deve ser dirigida somente a Deus.  Convém lembrar que os anjos do Senhor não aceitam qualquer tipo de adoração (Apocalipse 22.8-9).  Os anjos recebem ordens de Deus; são todos eles “espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação”(Hebreus 1.14).  QUEM HABITA NO CÉU, ONDE DEUS ESTÁ?
O Céu é a habitação de Deus (Pai, Filho e Espírito Santo), dos santos anjos e dos que morreram na fé em Cristo.  Para lá irão também todos os crentes em Jesus, pois a Palavra diz: “Todo aquele que vive e crê em mim, nunca morrerá” (João 11.26).  Jesus disse ao ladrão na cruz: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23.43).  Paulo declara: “Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor” (Filipenses 1.23).  Somos cidadãos do Céu.  A Terra é uma morada provisória.  Nossa verdadeira cidadania está no Céu (1 Pedro 2.11).  Embora ainda estejamos nesta vida terrena, temos estreita ligação com o Céu, nossa última morada: conversamos diariamente com nosso Pai; nossos nomes estão escritos nos livros do Céu; somos protegidos pelos anjos de Deus; o Espírito Santo está em nós; somos o Corpo de Cristo; Cristo nos outorgou poderes para fazermos as mesmas obras que Ele fez na Terra; nossos atos são regulados segundo o padrão da Palavra de Deus; somos filhos de Deus, “e, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados” (Romanos 8.17).  EM QUE OCASIÃO JESUS USOU A PALAVRA “IGREJA”?
A palavra provém do grego ekklesia (assembléia).  Entende-se por igreja a totalidade dos salvos em Cristo, dos que estão compromissados com a obra do Senhor, dos separados (santos) pela aceitação de Jesus como Senhor e Salvador.  A igreja é aqui na terra o corpo místico de Cristo.  Nesta acepção, é chamada igreja invisível, a que tem vida interior, espiritual.  Cristo é a cabeça desse corpo.  Dá-se o nome de Igreja Local ao grupo de pessoas – chamadas de membros – unidas na mesma fé em Cristo Jesus, que se reúnem regularmente em determinado lugar, sob a coordenação e direção de um chefe espiritual.  Neste caso, chama-se igreja visível, ou seja, a igreja institucional, organizada, formal, terrena.  Individualmente, o membro da igreja não é igreja.  O termo “igreja” foi mencionado pelo Salvador em duas ocasiões:

“E também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Marcos 16.18).  “Tu és Pedro” (“petros”, palavra grega designativa de pequenos blocos rochosos, fragmentos de rocha, pedras pequenas, pedras de arremesso).  “Sobre esta pedra (“petra”, rocha grande e firme).  Logo, a Igreja seria firmada sobre a Rocha.  Jesus é a “petra”, a Rocha sobre a qual Sua Igreja seria edificada (Daniel 2.34; Efésios 2.20; Atos 4.11; Romanos 9.33; 1 Coríntios 10.4; 1 Pedro 2.4).  Se a Igreja é o corpo de Cristo, Pedro não poderia ser o cabeça da Igreja.  A cabeça desse corpo é o Senhor Jesus (Efésios 1.22-23; Colossenses 1.18).  “E, se não as ouvir [as testemunhas] dize-o à igreja; e, se também não ouvir a igreja, considera-o como gentio e cobrador de impostos” (Mateus 18.17).  Entre Cristo e a Igreja existe plena comunhão (Mateus 18.20; Marcos 16.15-18).  A leitura de 1 Coríntios 12.12-27 será proveitosa para melhor compreensão do assunto.  Figuradamente e de forma indevida, dá-se o nome de igreja ao templo onde os irmãos se reúnem em assembléia.  A Igreja é, em última análise, o povo de Deus: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2.9).  Outras referências: Atos 20.28; Efésios 3.10; 1 Pedro 2.1-10.

EXISTE MALDIÇÃO HEREDITÁRIA?  O que é maldição?  Vejamos: 1) Dicionário Aurélio: “Ato ou efeito de amaldiçoar ou maldizer”.  Maldizer: “praguejar contra; amaldiçoar”.  Maldito: “Diz-se daquele ou daquilo a que se lançou maldição”.  2) Dicionário Teológico: “Praga que se arroga a alguém.  Locuções previamente formadas encerrando desgraças e insucessos”.  3) Bíblia Online: “Chamamento de mal, sofrimento ou desgraça sobre alguém (Gn 27.12; Rm 3.14).  Os que quebram a Lei estão debaixo de maldição.  Cristo nos salvou dessa maldição, fazendo-se maldição por nós (Gl 3.10-13)”.

Difícil é conciliar a “Teologia da Maldição Hereditária” com a Palavra.  Os que defendem a existência de crentes amaldiçoados por maldições provindas de antepassados, admitem que é possível estarmos de posse de uma herança maldita, por nós desconhecida, e difícil de ser detectada no tempo e no espaço.  O remédio seria QUEBRAR, ANULAR, AMARRAR, REPREENDER essa maldição.  Feito isso, o crente ou não crente estaria leve, liberto e livre de todo peso.  Nem ele nem os seus descendentes sofreriam mais os danos desse mal.  A maldição hereditária – segundo os que a defendem – surge em decorrência de um trabalho de feitiçaria ou de qualquer outra ação maligna lançada contra outra pessoa (a vítima).  Uma pessoa em sofrimento pode ter sido consagrada, antes ou depois do seu nascimento, às entidades demoníacas.  Uma palavra má pode ter sido lançada sobre a vida de uma família, que nunca prosperará e será vítima de enfermidades e angústias.

As pessoas sem temor a Deus, sem vida em Cristo, sem vida no altar, estão sujeitas a problemas muito maiores do que esses, pois estão condenadas à morte eterna.  Sem Cristo a maldição nunca acaba Vejamos quais as promessas para os que aceitarem a salvação que há em Cristo Jesus:

a) “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito” (Romanos 8.1).  Poderia ocorrer o caso de os salvos em Cristo carregarem, ainda, maldições herdadas?  b) “Portanto, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram, tudo se fez novo” (2 Coríntios 5.17).  Ocorreria uma situação em que o NOVO carrega, ainda, coisas velhas?  c) “Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” (João 5.24).  Dar-se-ia o caso de alguém entrar no céu, carregando maldições?  d) “Mas se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1 João 1.7).  A maldição lançada contra os salvos seria mais eficaz do que o sangue de Jesus?  Mais poderoso não é Aquele que está em nós?  e) “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós” (Gálatas 3.13).  Jesus tomou sobre si nossas maldições, e carregou nossos pecados.  f) “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8.36).  Dar-se-ia o caso de o crente ficar livre das correntes do pecado, mas permanecer amarrado, ainda, às maldições resultantes de pecados cometidos por seus antepassados?  g) “Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça”.  “Pelas suas feridas fostes sarados”.  (1 Pedro 2.24).  “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós” (Gálatas 3.13).  Morremos para o mundo e para o pecado, mas não teríamos morrido para possíveis maldições sobre nós lançadas?  A cruz nos salvou da maldição da lei, mas o sangue de Jesus teria sido impotente para nos livrar de maldições hereditárias?  Fica difícil de imaginar que uma pessoa beneficiária de tantas bênçãos possa carregar sobre si o fardo das maldições.  A solução para livrar-se delas é aceitar a salvação que há em Cristo Jesus.  As maldições não alcançarão os justos, porque os muros de nossa fortaleza espiritual estão íntegros, sabendo-se que “a maldição sem causa não virá” (Provérbios 26.2).  Aos que se julgam debaixo de maldição, Jesus faz um convite e uma promessa: “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28).  QUAL O SIGNIFICADO DA PALAVRA SIÃO?  Significa:

A fortaleza que os jebuseus construíram no monte Sião, e que foi tomada por Davi.  Após a vitória, a fortaleza passou a ser chamada Cidade de Davi (2 Samuel 5.6-9).  A cidade de Jerusalém (2 Reis 19.21).  Por extensão, significa a terra de Israel (Isaías 34.8) e a cidade de Belém (Lucas 2.11).  Figuradamente, Sião é chamado de céu (Hebreus 12.22).  Davi se estabeleceu em Sião depois de haver destronado os jebuseus, mais ou menos em 1.000 a.C.  A capital de Davi, que antes era Hebrom, foi então transferida para Jerusalém.

Sião é descrito por Osvaldo Ronis da seguinte forma: “Monte Sião – É um monte com cerca de 800m de altitude.  É o mais alto dos montes da cidade de Jerusalém.  Até algumas décadas atrás discutia-se se sobre Sião ou Ofel estava a antiga fortaleza dos jebuseus que, devido à sua posição privilegiada, se prestava bem para a defesa da cidade de Jerusalém e que Davi, logo que se fez rei de todo o Israel, comandando os homens das tribos de Judá e Benjamim (em cujos termos se achava a cidadela até então não conquistada), tomou, fazendo dela a capital do seu reino (2Sm 5.6-10).  Hoje não há dúvida que a fortaleza achava-se sobre Ofel.  Mais tarde, tendo Davi levado para Sião a arca, este monte passou a ser considerado monte sagrado.  Quando a arca foi transferida para o templo que Salomão construiu no Monte Moriá, o nome Sião compreendia também o templo, e daí por diante designava freqüentemente toda a cidade de Jerusalém”.  A palavra “SIÃO” está em muitos textos bíblicos.  Exemplo: “Os que confiam no Senhor são como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre.  Como estão os montes à roda de Jerusalém, assim o Senhor está em volta do seu povo desde agora e para sempre” (Salmos 125.1-2).  SEXUALIDADE É BÊNÇÃO OU MALDIÇÃO?  SEXUALIDADE (Dic.  Aurélio): “Qualidade de sexual.  O conjunto dos fenômenos da vida sexual.  Sexo”.  Somos seres sexuados, seres que possuem órgãos sexuais, órgãos específicos na mulher e no homem destinados à reprodução da espécie.  Todos nós possuímos sexualidade, possuímos sexo.  E essa capacidade de reprodução da espécie foi-nos dada por Deus, quando nos criou.  Deus nos criou assim.  E mais: para que a espécie humana continuasse se multiplicando, Deus fez com que o ato sexual fosse prazeroso, agradável, e servisse, também, para que o casal (marido/mulher) tivesse interesse um pelo outro, e mantivesse os laços conjugais cada vez mais fortes.  Por tudo isso devemos dar graças a Deus.  Não só pelo sexo, pela sexualidade, mas devemos dar graças pelos nossos sentidos, nossa capacidade de planejar, de pensar, de raciocinar, de amar: “EM TUDO DAI GRAÇAS, POIS ESTA É A VONTADE DE DEUS EM CRISTO JESUS PARA CONVOSCO” (1 Timóteo 5.18).  Nesse sentido, a sexualidade é uma bênção.  Quando Deus concluiu sua obra-prima, o homem, Ele disse que o que havia feito ERA MUITO BOM (Gênesis 1.31).  Todavia, assim como há homens que usam as mãos para roubar, torturar, matar, e oferecer iguarias aos demônios; os olhos para ver coisas impuras e contemplar outros deuses; os ouvidos para ouvir palavras imorais e músicas profanas; o coração para odiar o próximo, e adorar ídolos, da mesma forma muitos usam a sexualidade de forma pervertida: homens com homens e mulheres com mulheres numa relação sexual vergonhosa, imoral e proibida por Deus; ou usam sua sexualidade por puro prazer, fora do compromisso de uma vida conjugal estável.  Assim usada, a sexualidade é pecado, por tratar-se de uma impureza e imoralidade.  SENSUALIDADE É PECADO?  Em primeiro lugar, interessa-nos saber o que é sensualidade.  O Dicionário Aurélio diz : Sensualidade é amor aos prazeres materiais.  O dicionário da Bíblia Online diz: Sensualidade é lascívia (conduta vergonhosa, como imoralidade, imoralidade sexual, libertinagem, luxúria).  Gálatas 5.19 inclui a sensualidade como obra da carne: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, pelejas, dissensões, facções, invejas, bebedices, orgias, e coisas semelhantes a estas, as cercas das quais vos declaro, como já antes vos preveni, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus”.  Ver Marcos 7.22; Romanos 1.27 (homossexualismo).
Tudo isso e mais alguma coisa são SENSUALIDADE.  Não se deve relacionar sensualidade apenas com sexo, que, se praticado licitamente, ou seja, entre casados, não é pecado.  Sexo realizado fora do leito conjugal é adultério (Hebreus 13.4).  COMO MORRERAM OS APÓSTOLOS?  O martírio dos apóstolos foi anunciado por Jesus: “Por isso, diz também a sabedoria de Deus: Profetas e apóstolos lhes mandarei; e eles matarão uns e perseguirão outros” (Lucas 11.49).  “E até pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos sereis entregues; e matarão alguns de vós.  E de todos sereis odiados por causa do meu nome” (Lucas 21.16-17).  Esta palavra diz respeito, também, aos crentes de um modo geral.  Ainda hoje, anualmente, milhares são martirizados em todo o mundo.  “Se a mim me perseguiram também vos perseguirão a vós…  mas tudo isso vos farão por causa do meu nome” (João 15.19-20).  “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos…eles vos entregarão aos sinédrios e vos açoitarão nas suas sinagogas, e sereis conduzidos à presença dos governadores e dos reis, por causa de mim…” (Mateus 10.16-18).  Com relação aos sofrimentos e martírio de Paulo, Jesus revelou: “Eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome” (Atos 9.16).  Abro um parêntesis para uma reflexão: o Evangelho pregado em nossas igrejas inclui a possibilidade de sofrimento por amor a Cristo, ou anunciamos somente prosperidade, fartura, longevidade e saúde?  Vejamos como os apóstolos morreram: ANDRÉ – Foi discípulo de João Batista, de quem ouviu a seguinte afirmação sobre Jesus: “Eis aqui o Cordeiro de Deus”.  André comunicou as boas notícias ao seu irmão Simão Pedro: “Achamos o Messias” (João 1.35-42; Mateus 10.2).  O lugar do seu martírio foi em Acaia (província romana que, com a Macedônia, formava a Grécia).  Diz a tradição que ele foi amarrado a uma cruz em forma de xis (não foi pregado) para que seu sofrimento se prolongasse.

BARTOLOMEU – Tem sido identificado com Natanael.  Natural de Caná de Galiléia.  Recebeu de Jesus uma palavra edificante: “Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo” (Mateus 10.3; João 1.45-47) Exerceu seu ministério na Anatólia, Etiópia, Armênia, Índia e Mesopotâmia, pregando e ensinando.  Foi esfolado vivo e crucificado de cabeça para baixo.  Outros dizem que teria sido golpeado até a morte.  FILIPE – Natural de Betsaida, cidade de André e Pedro.  Um dos primeiros a ser chamado por Jesus, a quem trouxe seu amigo Natanael (João 1.43-46).  Diz-se que pregou na Frigia e morreu como mártir em Hierápolis.  JOÃO – O apóstolo que recebeu de Jesus a missão de cuidar de Maria.  “O discípulo que Jesus amava” (João 13.23).  Pescador, filho de Zebedeu (Mateus 4.21 O único que permaneceu perto da cruz (João 19.26-27).  O primeiro a crer na ressurreição de Cristo (João 20.1-10).  A tradição relata que João residiu na região de Éfeso, onde fundou várias igrejas.  Na ilha de Patmos, no mar Egeu, para onde foi desterrado, teve as visões referidas no Apocalipse (Ap 1.9).  Após sua libertação teria retornado a Éfeso.  Teve morte natural com idade de 100 anos).  JUDAS TADEU – Foi quem, na última ceia, perguntou a Jesus: “Senhor, por que te manifestarás a nós e não ao mundo?” (João 14:22-23).  Nada se sabe da vida de Judas Tadeu depois da ascensão de Jesus.  Diz a tradição que pregou o Evangelho na Mesopotâmia, Edessa, Arábia, Síria e também na Pérsia, onde foi martirizado juntamente com Simão, o Zelote.  MATEUS – Filho de Alfeu, e também chamado de Levi.  Cobrador de impostos nos domínios de Herodes Antipas, em Cafarnaum (Marcos 2.14; Mateus 9.9-13; 10.3; Atos 1.13).  Percorreu a Judéia, Etiópia e Pérsia, pregando e ensinando.  Há várias versões sobre a sua morte.  Teria morrido como mártir na Etiópia.  MATIAS – Escolhido para substituir Judas Iscariotes (Atos 1.15-26).  Diz-se que exerceu seu ministério na Judéia e Macedônia.  Teria sido martirizado na Etiópia.  PAULO – Israelita da tribo de Benjamim (Filipenses 3.5).  Natural de Tarso, na Cilícia (hoje Turquia).  Nome romano de Saulo, o Apóstolo dos Gentios.  De perseguidor de cristãos, passou a pregador do evangelho e perseguido.  Realizou três grandes viagens missionárias e fundou várias igrejas.  Segundo a tradição, decapitado em Roma, nos tempos de Nero, no ano 67 ou 70 (Atos 8.3; 13.9; 23.6; 13-20).  PEDRO – Pescador, natural de Betsaida.  Confessou que Jesus era “o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16.16).  Foi testemunha da Transfiguração (Mateus 17.1-4).  Seu primeiro sermão foi no dia de Pentecostes.  Segunda a tradição, sua crucifixão verificou-se entre os anos 64 e 67, em Roma, por ordem de Nero.  Pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por achar-se indigno de morrer na mesma posição de Cristo.  SIMÃO, o Zelote – Dos seus atos como apóstolo nada se sabe.  Está incluído na lista dos doze, em Mateus 10.4, Marcos 3.18, Lucas 6.15 e Atos 1.13.  Julga-se que morreu crucificado.  TIAGO, O MAIOR – Filho de Zebedeu, irmão do também apóstolo João.  Natural de Betsaida da Galiléia, pescador (Mateus 4.21; 10.2).  Por ordem de Herodes Agripa, foi preso e decapitado em Jerusalém, entre os anos 42 e 44.  TIAGO, O MENOR – Filho de Alfeu (Mateus 10.3).  Missionário na Palestina e no Egito.  Segundo a tradição, martirizado provavelmente no ano 62.  TOMÉ – Só acreditou na ressurreição de Jesus depois que viu as marcas da crucificação (João 20.25).  Segundo a tradição, sua obra de evangelização se estendeu à Pérsia (Pártia) e Índia.  Consta que seu martírio se deu por ordem do rei de Milapura, na cidade indiana de Madras, no ano 53 da era cristã.  HOMOSSEXUALISMO É PECADO?  Deus criou HOMEM e MULHER e lhes dotou de órgãos específicos e especialmente destinados à reprodução da espécie, chamados órgãos sexuais ou genitais.  “Assim Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou.  MACHO e FÊMEA os criou” (Gênesis 1.27).  Homem e mulher possuem genitália apropriada à reprodução.  Notem que Deus não criou meio termo, não criou um ser humano que em determinado momento pudesse assumir funções híbridas.  Deus não criou um homem com possibilidades sexuais de desempenhar o papel da mulher no ato sexual, e vice-versa.  Ocorre que a natureza pecaminosa em função da queda no Éden coloca o homem em rebeldia contra Deus.  Pela influência do diabo, o homem continua se rebelando contra o Criador e Sua palavra.  A homossexualidade surgiu em decorrência dessa rebeldia.  Se o homem assume postura própria de mulher; se a mulher assume funções próprias do homem no ato sexual, caracteriza-se um comportamento contrário à vontade do Criador.  Deus nos criou para uma relação heterossexual.  Dizer que quem nasce gay morre gay; quem nasce lésbica morre lésbica; que se trata de uma opção sexual válida; que o homossexualismo é uma opção dentre outras; que tudo é permitido desde que satisfaça as partes envolvidas; que não existe pecado; que tudo é válido quando existe amor; que o homossexualismo é genético e por isso irreversível; que a única saída para os pais é aceitar a opção sexual de seus filhos, e tantos outros argumentos semelhantes.  São vozes de pessoas que não conhecem o poder e a palavra de Deus.  Convém dizer que o diabo deseja destruir o homem, física e espiritualmente, porque o homem é a obra-prima de Deus.  Os que estão no homossexualismo têm chance de reverterem o quadro: devem se arrepender e aceitar o senhorio de Jesus, que veio para destruir as obras do diabo, libertar os cativos, aliviar os oprimidos.  “SE O FILHO VOS LIBERTAR VERDADEIRAMENTE SEREIS LIVRES” (João 8.36), livres da prostituição, das impurezas, do pecado.  O homossexualismo é reversível e quem reverte essa situação é o Senhor Jesus.  Ouçamos a voz de Deus: “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação” (Levítico 18.22; 20.13).  “Sabendo que a lei não é feita para o justo, mas para os injustos…  para os fornicadores, para os SODOMITAS…”(o realce é meu).  (1 Timóteo 1.10).  “Pelo que Deus os entregou aos desejos de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si…pelo que Deus os abandonou às paixões infames.  Até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.  Semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, inflamaram-se em sua sensualidade uns para com os outros, HOMEM COM HOMEM, cometendo torpeza, e recebendo em si mesmos a penalidade devida ao seu erro…  está cheia de toda iniquidade, prostituição, malícia, avareza, maldade, inveja, homicídio, contenda, engano e malignidade.  Embora tenham conhecimento da justiça de Deus (que SÃO DIGNOS DE MORTE OS QUE TAIS COISAS PRATICAM), não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam” (Romanos 1.24-32).

“Não erreis: nem impuros…  nem adúlteros, nem EFEMINADOS, nem SODOMITAS herdarão o reino de Deus” (1 Coríntios 6.9-10).  Nota: Sodomita, o que pratica a sodomia: cópula anal, entre homem e mulher ou entre homossexuais masculinos.  “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma” (1 Coríntios 6.12).  “O corpo não é para prostituição, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo” (1 Coríntios 6.13b).  PIADAS EVANGÉLICAS DEVEM SER EVITADAS?  Um dos argumentos dos que julgam não existir qualquer problema em se contar/ouvir piadas é o de que o riso é bom para a saúde, e elas nos proporcionam alegria.  Há uma grande diferença entre riso e alegria.  O riso poderá se transformar até numa gargalhada quando a piada é forte e bem bolada, mas o coração poderá continuar triste.  Nem sempre os palhaços são pessoas felizes e alegres, apesar dos risos que provocam.  A alegria está no coração, e devemos buscá-la no Senhor: “Não tenho maior alegria do que esta: a de ouvir que os meus filhos andam na verdade” (3 Jo 4).  “O reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo”(Rm 14.17).  Alegria maior é servir ao Senhor e andar segundo os seus estatutos (Sl 37.4).  Maria declarou que a sua alma engrandecia ao Senhor, e seu espírito se alegrava em Deus seu Salvador (Lc 1.46-47).

A prática de piadas é incompatível com uma vida cristã e santa.  A verdade é que as piadas não convêm aos santos.  Às vezes surgem piadas envolvendo irmãos de outras denominações, envolvendo pastores e a Palavra Sagrada.  Deus recomenda santidade: “Sede santos, porque eu sou santo” ( 1 Pe 1.16).  Paulo disse: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm..  eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (1 Co 6.12).  As piadas estão mais ligadas às obras da carne do que às do espírito recriado (Gl 5.19).  Eis a questão: dominar/refrear a natureza pecaminosa.  Não raro as piadas envolvem mexericos, zombaria, malícia, escárnio, desprezo pelo ser humano, e muita imoralidade quando resvalam para o plano sexual.  Não são recomendáveis para quem busca maior santidade.  Poderíamos imaginar Jesus chamando os apóstolos para uma seção de risos e piadas, para descontrair, após um dia de trabalho?  Claro que não.  Poderíamos imaginar uma sessão de piadas evangélicas após um culto de louvor e adoração a Deus?  Não duvido que isto esteja ocorrendo alhures!  Ora, no que pudermos, devemos ser imitadores de Cristo: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1 Co 11.1).

A maioria das piadas é mentira, estórias inventadas.  Quando surgem de um fato verídico, servem para ridicularizar as pessoas envolvidas.  Ora, Deus não aprova a mentira: “Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo…  e não deis lugar ao diabo.  Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, conforme a necessidade, para que beneficie aos que a ouvem” (Ef 4.25,27,29).  As piadas nada acrescentam de bom à nossa vida espiritual.  E as piadas na televisão?  Para quem gosta, os programas televisivos estão aí com muitas piadas para o deleite de muitos.  É só ligar-se na telinha, aos domingos, dar gostosas gargalhadas, e descontrair-se.  A carne agradece.  Todavia, tal prática é contra a Palavra de Deus: “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.  Antes tem seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite” (Sl 1.1-2).  Ligar o televisor com o objetivo de ouvir piadas é o mesmo que juntar-se com os escarnecedores, trazê-los para nossa casa, aplaudi-los e concordar com suas zombarias e obscenidades.  Não devemos colocar coisas impuras diante de nossos olhos (Sl 101.3)
Alguns diriam: “Mas assim é difícil ser cristão”!  Quem falou que é fácil?  Vejam que Jesus falou em carregar cada um a sua cruz e seguir um caminho estreito, que leva a uma porta estreita; ensinou-nos a amar nossos inimigos e por eles orar.  E disse que seríamos perseguidos e odiados por causa do Seu nome.  É fácil?  O CRISTÃO DEVE GUARDAR O SÁBADO OU O DOMINGO?
Milhares de estudos já foram realizados sobre esse tema de certa forma polêmico.  As opiniões se dividem: de um lado, os que defendem a sacralidade do sábado, exemplo dos Adventistas do Sétimo Dia; do outro, os demais cristãos, que consideram o domingo como o dia do Senhor, tendo como principal razão a ressurreição de Jesus, nesse dia.  Vejamos quais os principais argumentos apresentados pelos dois grupos (sábado, do hebraico shabbath, dia de cessação do trabalho, de descanso).  Em primeiro lugar vamos conhecer o que dizem os pró-sabáticos: a) O sétimo dia foi abençoado e santificado por Deus e marcou o término de toda a Sua obra criadora (Gn 2.2-3).

b) O Quarto Mandamento declara que “o sétimo dia é sábado do Senhor teu Deus.  Não farás nenhum trabalho…pois em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, mas no sétimo dia descansou” (Êx 20.8-11).  c) Jesus não aboliu a Lei Moral, os Dez Mandamentos, escrita por Deus (Êx 31.18).  A que foi cravada na cruz (Ef 2.15) foi a lei cerimonial composta de ordenanças e ritualismo, escrita por Moisés num livro (Dt 31.24-26; 2 Cr 35.12; Lc 2.22-23).  Os mandamentos morais são irrevogáveis porque perpétuos.  Os mandamentos cerimoniais, para observância de certos ritos, foram ab-rogados (holocaustos, incenso, circuncisão).

d) O fato de estarmos sob a graça não nos desobriga da observância da Lei de Deus.  Não é correto dizermos que a graça existiu apenas a partir de Jesus: “…  e a graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos” (2 Tm 1.9).  Não existisse a graça no Antigo testamento, teriam sido salvos pelas obras Adão, Noé, Moisés, Abraão, Enoque, Isaías, Daniel e outros?  e) O novo mandamento dado por Jesus (Jo 13.34) não ocupa o lugar do Decálogo, mas provê os crentes com um exemplo do que é o amor altruísta.  Jesus, na qualidade do grande EU SOU, proclamou Ele próprio a Lei Moral do Pai, no Monte Sinai (Jo 8.58).  Ao jovem curioso, Ele disse: “Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos” (Mt 19.17).  Os que defendem a sacralização do primeiro dia da semana – o domingo – como um dia santo, de descanso, dedicado ao Senhor, apresentam os seguintes argumentos: a) Com a Sua morte Jesus inaugurou uma Nova Aliança.  (Durante Sua vida terrena, Ele, judeu nascido sob a lei (Gl 4.4), foi circuncidado e apresentado ao Senhor (Lc 2.21-22)) cumpriu a Páscoa (Mt 26.18-19), e assim por diante.  Todavia, a partir da cruz, a lei não mais tem domínio sobre nós.  b) A lei serviu para nos conduzir a Cristo: “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber ou por causa dos dias de festas, ou de lua nova, ou de sábados”.  Estas coisas são sombras das coisas futuras; a realidade, porém, encontra-se em Cristo” (Cl 2.16-17).  “Mas, antes de chegar o tempo da fé, a Lei nos guardou como prisioneiros, até ser revelada a fé que devia vir.  Portanto, a lei tomou conta de nós até que Cristo viesse para podermos ser aceitos por Deus por meio da fé.  Agora chegou o tempo da fé, e não precisamos mais da Lei para tomar conta de nós” (Gl 3.23-25, Bíblia Linguagem de Hoje).  c) Diversas passagens bíblicas são citadas pelos defensores da adoração dominical, para reforçar sua tese de que vivemos sob uma Nova Aliança.  A antiga Aliança cumpriu sua finalidade.  Exemplo: “O mandamento anterior é ab-rogado por causa da sua fraqueza e inutilidade (pois a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma), e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual chegamos a Deus” (Hb 7.18-19).  E mais: “Pois se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, nunca se teria buscado lugar para a Segunda…  ela não será segundo a aliança que fiz com seus pais no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito, porque não permaneceram naquela minha aliança, e eu para eles não atentei, diz o Senhor.  Dizendo nova aliança, ele tomou antiquada a primeira.  Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido, perto está de desaparecer” (Hb 8.7-13).  d) Prestem atenção no seguinte: “Pois Ele [Cristo Jesus] é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um, e destruiu a parede de separação, a barreira de inimizade que estava no meio, desfazendo na sua carne a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem…”.  (Ef 2.14-15).  Os pró-sabáticos vêem aí uma distinção entre as leis cerimoniais de Moisés, e os Dez Mandamentos.  Estes não teriam sido revogados.  Os anti-sabáticos, regra geral, não fazem diferença, mas consideram que os princípios morais dos Dez Mandamentos continuam sendo pertinentes aos crentes de hoje, porém em outro contexto.  Dizem, ainda, que em diversas ocasiões “mandamentos cerimoniais” eram chamados de lei do Senhor.  São exemplos: holocaustos dos sábados e das Festas da Lua Nova (2 Cr 31.3-4); Festa dos Tabernáculos (Nm 8.13-18); consagração do primogênito (Lc 2.23-24).  e) Não prevalece o argumento da perpetuidade da guarda do sábado (“Os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o nas suas gerações por aliança perpétua” – Êxodo 31.16-17).  Outras leis foram classificadas de “perpétuas” e nem por isso se perpetuaram, como exemplo: a páscoa (Êx 12.24), a queima de incenso (Êx 30.21), o sacerdócio Levítico (Êx 40.15), ofertas de paz (Lv 3.17), sacrifício anual de animais (Lv 16.29,31,34), e outros.  f) Os anti-sabáticos levantam ainda os seguintes argumentos a seu favor: a) os primeiros cristãos se reuniam e adoravam no domingo (At 20.7; 1 Co 16.1-2); b) Cristo ressuscitou no primeiro dia da semana (Mc 16.9); c) as aparições de Jesus pós-ressurreição ocorreram seis vezes no primeiro dia da semana (Mt 28.1-8, Mc 16.9-11, 16.12-13, Lc 24.34, Mc 16.14, Jo 20.26-31); d) a visão apocalíptica de João se deu no dia do Senhor, assim considerado o primeiro dia da semana (Ap 1.10); o Espírito Santo desceu sobre a Igreja no domingo (At 2.1-4).  g) Nove dos Dez Mandamentos foram ratificados no Novo Testamento, mas a guarda do sábado foi excluída.  Vejamos: 1) “Não terás outros deuses diante de mim”(Êx 20.3) = “Convertei-vos ao Deus vivo”(At 14.15); 2) “Não farás para ti imagem de escultura”(Êx 20.4) = “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos”(1 Jo 5.21); 3) “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão”(Êx 20.7) = “Não jureis nem pelo Céu, nem pela terra”(Tg 5.12); 4) “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar”(Êx 20.8) = Sem ratificação no NT; 5) “Honra teu pai e a tua mãe”(Êx 20.12) = “Filhos, obedecei vossos pais”(Ef 6.1); 6) “Não matarás”(Êx 20.13) = “Não matarás”(Rm 13.9); 7) “Não adulterarás”(Êx 20.14) = “Não adulterarás”(Rm 13.9); 8) “Não furtarás”(Êx 20.15) = “Não furtarás”(Rm 13.9); 9) “Não dirás falso testemunho”(Êx 20.16) = “Não mintais uns aos outros”(Cl 3.9)); 10) “Não cobiçarás”(Êx 20.17) = “Não cobiçarás”(Rm 13.9).  Diante disso, os anti-sabáticos afirmam que a Nova Aliança não indica um dia especial da semana para o descanso.  h) Há quem divide o Decálogo em duas partes: 1) Leis cerimoniais ou religiosas, as que tratam dos deveres dos homens para com Deus (não ter outros deuses; não fazer imagens, nem adorá-las; não blasfemar, e lembrar do sábado.  2) Leis morais ou sociais, as que tratam da relação dos homens entre si (honrar os pais; não matar; não adulterar; não furtar; não proferir falso testemunho, e não cobiçar os bens e mulher do próximo.  A guarda do sábado, como cerimônia, fora anulada na cruz (Ef 2.14-15; Cl 2.14).  i) As leis do Antigo testamento, de um modo geral, foram feitas para os judeus, especialmente para eles.  São exemplos: a) “Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados, porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações”(Êx 31.12-18); b) “O Senhor, nosso Deus, fez conosco concerto, em Horebe…com todos os que hoje aqui estamos vivos” (Dt 5.2-3).  CONCLUSÃO Na sua Carta Apostólica DIES DOMINI, João Paulo II adota uma postura conciliadora.  Ele não toma partido na discussão dos aspectos moral e cerimonial dos mandamentos; não alimenta a tese da revogação do sábado na cruz, e sintetiza: “Mais que uma substituição do sábado, portanto, o domingo é seu cumprimento, em certo sentido sua extensão e expressão completa no encomendado desenvolvimento da história da salvação, que alcança real culminância em Cristo”.  Samuele Bacchiocchi, Ph.D., professor de História da Igreja e de Teologia, na Universidade Andrews, Estados Unidos, questionou a posição do papa, com o seguinte comentário: “Nenhuma das alocuções do Salvador ressurreto revela alguma intenção de instituir o domingo como o novo dia cristão de repouso e culto.  Instituições bíblicas tais como sábado, batismo e ceia têm origem em um ato divino que as estabeleceu.  Mas não existe ato semelhante para sancionar um domingo semanal como memorial da ressurreição”.  O mandamento do sábado está associado à obra da criação, à saída do povo de Israel do Egito, e à necessidade de descanso do homem.  Vejam: “Pois em seis dias fez o Senhor o céu e a terra…mas no sétimo dia descansou”(Êx 20.11); “Seis dias trabalharás…mas no sétimo dia não farás nenhuma obra”(Êx 20.9-10); “Lembra-te de que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali…e te ordenou que guardasses o dia de sábado”(Dt 5.15).  Sabemos que Deus manifestou sua vontade e promulgou suas leis de forma gradual, escrevendo-as na consciência (Rm 2.15), em tábuas de pedra (Ex 24.12), mediante Cristo, a Palavra vivente (Jo 1.14), nas Escrituras (Rm 15.4; 2 Tm 3.16-17), e em nós, como cartas vivas (2 Co 3.2-3).  Tudo dentro do seu tempo e dentro do contexto do Seu superior plano de salvação.  Era imperioso que a saída daquele povo do Egito e os grandiosos feitos de Deus fossem lembrados de geração em geração.  De igual modo a instituição da páscoa serviu para idêntica recordação.  Em nenhum momento o Novo Testamento ordena o descanso sabático, apesar de ratificar os demais mandamentos.  Aliás, não nomeia diretamente qualquer dia da semana para adoração e culto.  Jesus em várias ocasiões passou por cima da lei sabática, curando enfermos e permitindo que seus discípulos colhessem espigas para comer, no dia santo (Lc 13.14; 14.1-6; Mt 12.1,10).  Interrogado por isso, Ele disse: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem por causa do sábado” (Mc 2.27).  Também disse: “Porque o Filho do homem até do sábado é Senhor” (Mt 12.8).  Os primeiros cristãos adotaram o domingo para descanso, recolhimento espiritual e adoração a Deus, e chamaram-no de “o dia do Senhor” (At 20.7; 1 Co 16.1-2; Ap 1.10), clara referência ao dia em que o “Senhor do sábado” ressuscitou.  Nada melhor do que seguirmos o exemplo dos apóstolos, guiados como foram pelo Espírito Santo.  Se judeus ainda não convertidos recolhem-se no sábado para recordarem a libertação do Egito, motivos bem maiores temos nós para nos recolhermos em Cristo, no dia de Sua vitória sobre a morte, para darmos graças pela remissão de nossos pecados e libertação de nossas almas do domínio do diabo.  Entendemos, todavia, que o dia de descanso e culto pode recair no sábado ou no domingo, observado o princípio de trabalhar seis dias e descansar um.  Não vemos pecado na consagração do sábado ou do domingo, desde que o dia escolhido não seja apenas um formalismo.  Sábado ou domingo, sem propósito, não passam de mais um dia de lazer.  Da mesma forma, jejum sem propósito é dieta.  Julgamos que a opção pela escolha do dia ficou manifesta nas seguintes palavras de Paulo: “Mas agora, conhecendo a Deus, ou antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir?  Guardais dias, e meses, e tempos, e anos”(Gl 4.9-10).  “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber ou por causa dos dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados.  Estas são sombras das coisas futuras; a realidade, porém, está em Cristo” (Colossenses 2.16-17).  OS HOMENS QUE NUNCA OUVIRAM A PALAVRA DE DEUS COMO SERÃO JULGADOS?  SALVAR-SE-ÃO?  Deus tem a visão em bloco da história.  Ele vê/conhece o ontem, o amanhã e o depois.  Assemelha-se ao dono de uma fábrica que conhece todas as etapas de fabricação.  A lei de Deus foi divulgada de forma gradual, em séculos e séculos.  Eruditos bíblicos enumeram sete etapas: 1) A lei de Deus foi escrita na natureza (Sl 19.1); 2) Escrita na consciência (Rm 2.15); 3) Escrita em tábuas de pedra (Êx 24.12); 4) Conhecida através de Cristo, a Palavra vivente (Jo 1.14); 5) através de todas as Escrituras (Rm 15.4); 6) Escrita no coração (Rm 2.15; 10.8; Jr 31.33); 7) Em nós, cristãos, como cartas vivas (2 Co 3.2-3).

De sorte que todos os seres humanos têm consciência das coisas divinas.  Todavia, é sabido que uns conhecem mais, outros, menos.  Uns tiveram mais oportunidades; outros, oportunidades menores.  Logo, haverá graus diferentes de castigo, como há graus diferentes de glória (galardões).  Veja:

“O servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites.  Mas o que não a soube, e fez coisas dignas de açoites, com poucos açoites será castigado.  a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou muito mais se lhe pedirá”.  (Lc 12.47-48).  Outras ref.: Jo 9.41; 15.22; At 17.30; Tg 4.17; 1 Tm 1.13.

O QUE SIGNIFICA “QUEM COME A MINHA CARNE E BEBE DO MEU SANGUE” (João 6.54-46)?  Como tantas outras vezes, Jesus usou uma linguagem figurativa.  Ele também disse “Eu sou a porta”, “Eu sou a videira verdadeira”, e nem por isso compreendemos que Ele seja literalmente uma porta de madeira, ou uma árvore.  Frutas, legumes, carne e leite servem para alimentar nosso corpo, mas o alimento do nosso espírito é a Palavra.  Devemos ter fome da Palavra.  Outra expressão figurada usou Jesus na instituição da santa Ceia.  Disse, referindo-se ao pão: “Tomai, comei, isto é o meu corpo”.  E, referindo-se ao vinho: “Isto é o meu sangue” (Mt 26.26-28).  Em Ezequiel 3.1, lê-se: “Depois, me disse: Filho do homem, come o que achares; come este rolo, e vai, e fala à casa de Israel”.  Antes de iniciar a missão de proclamar a mensagem de Deus, o profeta teria que guardá-la no coração, ou seja, comer a Palavra, impregnar-se dela, encher-se dela.  “Comer a minha carne e beber do meu sangue” significa, portanto, a necessidade que temos de estarmos permanentemente em comunhão com Jesus, e em obediência a sua Palavra, para que a chama da nossa fé continue acesa.  É esse o verdadeiro sentido da mensagem.  O QUE QUER DIZER “LEVAI AS CARGAS UNS DOS OUTROS” (Gálatas 6.2)?
Convém aos santos suportar com mansidão as fraquezas dos outros; ajudar os necessitados no que for possível: na dor, na angústia, nas enfermidades, nas atribulações.  Devemos nos lembrar de que Jesus “tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si…foi moído pelas nossas iniquidades” (Is 53.4-5).  Ajudar o próximo é a expressão do amor de Deus em nós.  Vejam: “Não retenhas o bem de quem o merece, estando na tua mão poder fazê-lo.  Não digas ao teu próximo: Vai, volta mais tarde; dar-te-ei amanhã, tendo-o tu contigo” (Pv 3.27-28).  “Aquele que sabe o bem que deve fazer e não o faz, comete pecado” (Tg 4.17).  Em resumo, devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos.  HÁ DIFERENTES GRAUS DE CASTIGO E DE RECOMPENSA?

– Graus de castigo Lucas 12.46: “Virá o Senhor daquele servo no dia em que o não espera e numa hora que ele não sabe, e SEPARÁ-LO-Á, e lhe dará a sua parte COM OS INFIÉIS”.  Lucas 12.47: “E o servo que soube da vontade do seu senhor e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com MUITOS AÇOITES”.  Lucas 12.48: “Mas o que a não soube e fez coisas dignas de açoites com POUCOS AÇOITES será castigado…” Mateus 23.14: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas!  Pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações.  Por isso, SOFREREIS MAIS RIGOROSO JUÍZO”.  (Marcos 12.40 diz:”…Estes receberão juízo muito mais severo”; Lucas 20.47 diz”…Estes receberão maior condenação”).  Hebreus 10.29: “De quanto MAIOR CASTIGO cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajar o Espírito da graça?” NOTA de rodapé na Bíblia de Estudos Pentecostal (Lc 12.48): “Assim como haverá diferentes graus de glória no novo céu e na nova terra (1 Co 15.41,42), também haverá diferentes graus de sofrimento no inferno.  Aqueles que estão eternamente perdidos sofrerão diferentes graus de castigo, conforme os privilégios e responsabilidades que aqui tiveram (cf.  Mt 23.14; Hb 10.29)”.

Graus de recompensa ou de glória
1 Coríntios 15.41,42 : “Uma é a glória do sol, e outra, a glória da lua; e outra, a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela.  Assim também a ressurreição dos mortos…” Os crentes fiéis receberão galardões: Mt 5.11,12; 25.14-23; Lc 19.12-19; 22.28-30; 1 Co 3.12-14; 9.25-27;2 Co 5.10; Ef 6.8; Hb 6.10; Ap 2.7,11,17,26-28; 3.4,5;12,21.  Os crentes menos fiéis não serão condenados, mas receberão poucos galardões, ou nenhum: Ec 12.14; Mt 5.19; 2 Co 5.10.Conclui-se que o Justo Juiz julgará com justiça…uma justiça às vezes difícil de ser entendida por nós.  O QUE É COMO SE MANIFESTA O REINO DE DEUS?  O REINO DE DEUS é a manifestação do poder de Deus aqui na Terra.  Jesus disse: “Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, é conseguintemente chegado a vós o Reino de Deus” (Mateus 12.28).  Não é um reino vinculado ao domínio social ou político sobre as nações ou reinos deste mundo, que continuará inimigo de Deus e do seu povo.  Somente na plenitude dos tempos é que o Reino de Deus se manifestará com força e com juízo.  Os milagres, as curas, a renovação espiritual (novo nascimento) são manifestações do Reino, algumas visíveis, outras invisíveis aos nossos olhos.  Somos soldados desse Reino; somos participantes desse Reino.  A condição para entrar nesse reino é: “Arrependei-vos e crede no evangelho” (Marcos 1.15).  O Reino de Deus está na Terra para destruir as obras do diabo (Lucas 4.18).  A máxima evidência de que pertencemos a esse Reino é termos uma vida de justiça, paz, e alegria no Espírito Santo, com o que somos luz do mundo e sal da terra e damos testemunho, como nosso exemplo, da nossa fé no Senhor Jesus, fé obediente.  Assim, o Reino de Deus está em nós e nós estamos nele.  Mas para entrarmos nesse Reino é preciso um esforço.  Precisamos romper com o pecado, com os prazeres mundanos, com as práticas pecaminosas, e exercer pleno domínio sobre os desejos da carne (Mateus 11.12).  Os participantes desse Reino possuem uma procuração passada por Jesus, com poderes plenos para, em Seu nome, destruir as obras de Satanás (Marcos 16.17-18).  

Pastor Airton Evangelista da Costa

Artigo anteriorVEJA 100 Vídeos Cristãos de Aline Barros Grátis en seu computador !
Próximo artigoFamília Cristã: Tribulações no casamento? Tende bom ânimo !!!!!
A Pastora Regiane Vargas é uma mulher que vive sua vida em favor de sua família e, acima de tudo, em servir a Deus. Trabalhando em conjunto com seu marido, ela pastoreia e ministra vidas, sempre dedicada àqueles que Deus coloca em seu caminho. Seu principal objetivo é edificar o Corpo de Cristo e ajudar a todos a alcançar a Plenitude de Cristo, como mencionado em Efésios 4:13. Para isso, ela criou os Estudos Cristãos e dedica-se a eles com amor e carinho. Com sua dedicação e amor por Deus, a Pastora Regiane Vargas tem sido uma inspiração para muitos em sua caminhada espiritual. Ela tem um coração bondoso e compassivo e sempre busca ajudar aqueles que precisam de apoio e orientação. Sua contribuição para a comunidade cristã é inestimável e ela é um exemplo de serva fiel de Deus.

10 COMENTÁRIOS

  1. Oi, eu tenho 16, sou evangélica. Tipo..Eu gosto muito de uma pessoa famosa. Eu falo tanto dessa pessoa, que todo mundo me conhece por gostar dela, só que uma irmã da minha igreja falou que isso é idolatria, mas eu não vejo como isso, gosto dele como se gostasse de um ”menino normal”, não amo ele mais que a Deus e a minha familia, mas o amo, e o que essa irmã façou pra mim, me deixou com medo, não quero adorar ninhguem alem de Deus. E eu queria saber se alguém poderia me responder se gostar de alguém famoso é idolatria?

    • Caroline, tudo depende do quanto você gosta se realmente você só gostar dele como gostaria de qualquer outra pessoa então não tem problema algum. Agora examine- se a si mesmo para saber se realmente você não o adora (geralmente quando idolatramos algo nós não percebemos) se depois que vc se examinar você ver que é só um gostar comum então não a problema algum.

  2. Só uma pequena observação. Se vc ler em apocalipse 5:6, verá que fala ” e tinha sete pontas e sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados a toda a terra”. Logo Deus tem sim 7 Espíritos. Estuda mais um pouco.

  3. a Paz de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, Gostei das 150 Perguntas e respostas elas podem ser divulgadas? Deus abençoe , Luiz Marinho

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here