Estudo Bíblico: A diferença entre Inocente e o Justo

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Estudo : A diferença entre Inocente e o Justo

“Se eu em Sodoma achar cinqüenta justos dentro da cidade, pouparei a todo o lugar por amor deles” ( Gn 18:26 )

O Problema

É comum a idéia de que uma pessoa `inocente’ também é `justa’, como se estas duas palavras `inocente’ e `justo’ fossem sinônimas, porém, do ponto de vista bíblico não é correta está correlação entre as duas palavras.

A bíblia ensina que inocente é o mesmo que justo? Uma criança recém nascida é inocente e justa? Um inocente pode não ser justo? O ímpio pode ser inocente?

Analisemos algumas passagens bíblicas.

As Crianças de Sodoma e Gomora

Observe este diálogo entre Deus e o patriarca Abraão: “Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo como ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti. Não faria justiça o Juiz de toda a terra? Então disse o SENHOR: Se eu em Sodoma achar cinqüenta justos dentro da cidade, pouparei a todo o lugar por amor deles” ( Gn 18:25- 26 ).

Este diálogo é muito conhecido, porém, é comum não serem feitas as seguintes perguntas: havia inocentes nas cidades de Sodoma e Gomora? As crianças das cidades de Sodoma e Gomora não eram inocentes, e por que elas foram destruídas? Elas, apesar de serem inocentes, também eram ímpias, uma vez que foram destruídas?

Consideremos o que Deus disse a Abraão: “Se eu em Sodoma achar cinqüenta justos dentro da cidade, pouparei a todo o lugar por amor deles” ( Gn 18:26 ). Deus garantiu a Abraão que, se houvesse dentro dos portões das cidades de Sodoma e Gomora pelo menos dez justos, não destruiria as cidades! ( Gn 18:32 )

Como bem sabemos, as cidades de Sodoma e Gomora foram destruídas, pois os três justos que haviam na cidade foram resgatados de lá, ou seja, Deus demonstrou que jamais destrói o justo com o ímpio, e que o juiz de toda a terra efetivamente faz justiça, pois não trata os justos como trata os ímpios ( Gn 19:16 ).

Após observar as garantias que Deus concedeu a Abraão “Não a destruirei por causa dos dez” ( Gn 18:36 ), e o resultado final, a destruição de Sodoma e Gomora ( Gn 19:25 ), chega-se a seguinte conclusão: diante de Deus,ser `inocente’ não é o mesmo que ser `justo’, pois, se os inocentes fossem justos, ambas as cidades não seriam subvertidas devido às inúmeras crianças que haviam naquelas cidades.

Neste mesmo diapasão, o que dizer de milhares de crianças `inocentes’ que foram mortas no dilúvio, sendo que somente Noé foi declarado justo por Deus ( Gn 6:9 ; Gn 7:1 ; Hb 11:7 ).

Que dizer dos filhos de Acã? Eles também eram ímpios, mesmo sendo inocentes? ( Js 7:24 ). Os primogênitos do Egito não eram inocentes? ( Ex 12:29 ).

Através destes eventos é possível determinar que, ser inocente não e o mesmo que ser justo, e que ser justo não é o mesmo que ser inocente.

Os inocentes

Geralmente a bíblia utiliza a palavra `inocente’ para designar uma pessoa ingênua, ou desavisada, como se lê:”Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão” ( Ex 20:7 ), ou seja, após receber o alerta solene “Não tomarás o nome do Senhor em vão”, o homem deixa de ser inocente.

Qualquer que utilizasse o nome de Deus em vão não mais seria considerado inocente, pois foi alertado.

Ora, se qualquer que for avisado pelo Senhor deixa de ser inocente, temos que Adão nunca foi inocente, pois ele foi avisado por Deus do mau, mas resolveu por si mesmo passar, e como conseqüência sofreu a pena “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” ( Gn 2:17 ).

Por causa do alerta solene Adão deixou de ser inocente, porém, continuava sendo um homem justo e sem conhecer o bem e o mal. Após desobedecer, Adão deixou de ser justo e passou a ser como Deus, conhecedor do bem e do mal.

O alerta divino acerca das conseqüências em ser participante da árvore do conhecimento do bem e do mal arrancou a inocência de Adão. A desobediência de Adão arrancou a sua justiça, e a partir daquele momento passou a ser como Deus, conhecedor do bem e do mal.

Ou seja, a inocência de Adão foi perdida muito antes de ele conhecer o bem e o mal. A inocência não se perdeu após a transgressão, ou seja, antes mesmo da ofensa Adão já não era inocente por causa do alerta solene de Deus.

Salomão alertou: “O avisado vê o mal e esconde-se; mas os simples passam e sofrem a pena” ( Pv 27:12 ). Ou seja, o aviso torna o homem apto para ver o mal, e este, por sua vez, deve se esconder. Em contra partida, o simples, o desavisado, o inocente, passa e sofre a pena! Por quê?

É comum os homens atinarem que o inocente não deva sofrer a pena, mas a bíblia demonstra que a pena não passa do simples (inocente) “O prudente prevê o mal, e esconde-se; mas os simples passam e acabam pagando” ( Pv 22:3 ).

Mesmo os inocentes são passíveis de punição, mesmo as criancinhas inocentes são tratadas como os adultos, pois ambos são ímpios diante de Deus, e sofrem a pena: destituídos da glória de Deus.

Uma Criança pode ser considerada justa?

Após esta abordagem inicial, sobrevêm inúmeras perguntas: como é possível uma criança não ser justa, se ela é inocente? A partir de que idade uma criança é considerada ímpia? Qual a base da justiça de Deus ao destruir crianças e adultos? Etc.

As alegações de Abraão são verdadeiras: “Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio;que o justo seja como o ímpio, longe de ti. Não faria justiça o Juiz de toda a terra?” ( Gn 18:25 ), pois Deus mesmo diz: “De palavras de falsidade te afastarás, e não matarás o inocente e o justo; porque não justificarei o ímpio” ( Ex 23:7 ).

  • O juiz de toda a terra faz justiça;
  • Ele faz distinção entre justos e ímpios;
  • Deus não mata o justo com o ímpio, e;
  • Deus não declara (justifica) o ímpio como sendo justo.

Quando Deus recomendou ao povo de Israel algumas questões de direito, Ele orientou para que guardassem da falsa acusação, e que a pena capital não devia ser aplicada ao inocente e ao justo “De palavras de falsidade te afastarás, e não matarás o inocenteo justo; porque não justificarei o ímpio” ( Ex 23:7 ).

Este verso estabelece uma diferença significativa entre justo e inocente, pois se `justo’ e `inocente’ fossem maneiras distintas de fazer referência a uma mesma condição, Deus não estabeleceria a distinção: não matarás o inocente e o justo ( Ex 23:7 ).

Tudo começou com Adão, o primeiro pai da humanidade. Através dele a humanidade lançou mão de uma condição miserável. Por causa da ofensa dele todos os homens pecaram, e em um só evento, todos juntamente se desviaram de Deus ( Sl 14:3 ).

Adão foi criado por Deus santo, justo e bom, ou seja, ele compartilhava da natureza de Deus. Adão existia em comunhão com a Vida e compartilhava da glória de Deus.

Porém, Adão foi avisado por Deus que, no dia em que comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal, que estava no meio do jardim, haveria de morrer ( Gn 2:17  ).

Embora santo, justo e bom, Adão nunca foi inocente (ingênuo), pois foi alertado quanto as conseqüências de sua decisão “O avisado vê o mal e esconde-se; mas os simples passam e sofrem a pena” ( Pr 27:12 ).

Adão foi avisado e não se escondeu do mal, ou seja, por ter sido avisado, ele já não era simples, ou seja, inocente.

Há diferença entre `inocência’, que é ingenuidade e pureza, e `inocência’, que é estado de quem não é culpado, significado que é próprio aos tribunais. Não podemos confundir os significados da designação `inocência’, pois é essencial para a interpretação bíblica.

Para o Dr. Scofield houve a dispensação da inocência, ou seja, `o homem foi criado em inocência, colocado em um ambiente perfeito (…) e advertido das conseqüências da desobediência’ Bíblia de Scofield com Referências, explicação a Gn 1:28  . Ora, como foi avisado por Deus, Adão já não era mais `simples’ (inocente, ingênuo), mas não era culpado, ou melhor, segundo a linguagem utilizada nos tribunais `inocente’.

Deus criou o homem do pó da terra ( Gn 2:7  ), colocou-o no Jardim do Éden para lavrá-lo e guardá-lo ( Gn 2:15 ), e foi alertado por Deus quanto a árvore que estava no meio do jardim ( Gn 2:17  ). Adão foi criado puro (inocente, inculpável), santo e bom, e alertado (não mais inocente) quanto ao perigo de se comer da árvore do conhecimento do bem e do mal.

Porém, apesar de avisado, tanto a mulher quanto o homem preferiram dar ouvidos à serpente: “Certamente não morrereis” ( Gn 3:4  ). Não dar ouvidos (credito) a palavra de Deus alienou (extraviou) o homem do seu Criador. Após atender a palavra de Satanás, o homem deixou de compartilhar da vida e da glória que há em Deus.

O Homem morreu conforme a palavra do Senhor ( Gn 2:17  )! A justiça divina não tardou: o homem foi julgado e apenado com a morte “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens, para condenação…” ( Rm 5:18  ).

A morte é alienação de Deus.  Por causa da lei santa justa e boa que diz: `… certamente morrerás’ ( Gn 2:17  ), o pecado encontrou ocasião na força da lei estabelecida por Deus, e por ela aprisionou o homem ( 1Co 15:56  ). Sem a lei que diz: `certamente morrerás’ ( Gn 2:17  ), não existia para o homem a possibilidade de alienação de Deus, ou seja, o pecado estaria morto ( Rm 7:8  ).

Os ímpios

Mas, porque os infantes de Sodoma e Gomorra, mesmo sendo inocentes, mentalmente e fisicamente incapazes de fazer o bem ou o mal não foram poupados por Deus? Por que não foram tidos por justos?

É fato: Deus prometeu que se houvessem dez justos nas cidades de Sodoma e Gomora não a destruiria, porém, apesar de inúmeros inocentes, a cidade foi completamente destruída, o que nos deixa uma mensagem clara: as crianças não são justas, apesar de serem inocentes!

As cidades de Sodoma e Gomora foram destruídas porque todos os homens foram formados em iniqüidade, todos foram concebidos em pecado ( Sl 51:5 ).

O salmista Davi profetizou dizendo que todos os homens se desviaram e que juntamente se fizeram imundos ( 1Cr 25:1 ; Sl 53:3 ). Mas, onde e quando ocorreu o desvio, ou seja, a alienação da humanidade de Deus? Qual a idade que o homem passa a estar alienado de Deus?

A bíblia afirma que os homens alienaram-se de Deus desde a madre, e que andam errados desde que nascem, e segundo os seus corações falam mentiras ( Sl 58:3 ; Mt 12:34 ).

Dentre os filhos dos homens não há ninguém que tenha entendimento e que busque a Deus ( Sl 53:2 ), e nem mesmo as crianças são apontadas como exceção a regra.

Profeticamente o salmista Davi escreve uma oração ao Senhor que retrata o anseio do Messias: “Ó Senhor, com a tua mão, livra-me dos homens do mundo, cuja porção está nesta vida. Enche-lhes o ventre da tua ira entesourada. Fartem-se delas os seus filhos, e dêem ainda os sobejos aos seus pequeninos” ( Sl 17:14 ).

Os `homens deste mundo’ referem-se aos filhos de Adão, e tudo que possuem restringe-se a este mundo. A ira de Deus está reservada aos homens deste mundo, conforme demonstra o apóstolo Paulo “Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça” ( Rm 1:18 ).

A informação acima é de conhecimento geral, porém, o mais interessante é a informação a seguir: “Fartem-se delas os seus filhos, e dêem ainda os sobejos aos seus pequeninos” ( Sl 17:14 ). Os filhos dos homens deste mundo também se fartarão da ira de Deus, e mesmo os seus pequeninos sobejarão da ira entesourada por Deus.

Julgamento e Condenação

O apóstolo Paulo traz a lume que a humanidade foi julgada e está sob condenação “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens, para condenação…” ( Rm 5:17 ), o que difere de qualquer sistema religioso, pois todas as religiões dão conta que o juízo de Deus ainda está por vir.

Através de uma única ofensa Adão trouxe o juízo de Deus sobre todos os homens para condenação, ou seja, em Adão todos os homens se desviaram de Deus e juntamente se fizeram imundos ( Sl 53:3 ).

Todos os homens, sem exceção: homens, mulheres, crianças e velhos tornaram-se imundos e sob condenação.

A ofensa de Adão foi não crer na palavra de Deus que lhe preservaria a vida, o que o levou comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, que o tornou como Deus, conhecendo o bem e o mal. A ofensa se deu antes do conhecimento do bem e do mal, portanto, a condenação não depende da consciência, ou da capacidade do homem em realizar o bem e o mal.

Quando a bíblia afirma que o homem é escravo do pecado, ela demonstra que assim como os filhos de escravos eram escravos, todos os descendentes de Adão também são escravos. Não importa a idade ou condição social, se criança ou velho, uma vez descendente de Adão são escravos do pecado.

A escravidão é uma condição que se estabelecia sobre homens, mulheres, jovens e crianças, da mesma forma que o pecado. Não é porque as criancinhas de Sodoma e Gomora não possuíam consciência e nem dispunham de condições para realizar bem ou mal, que eram justas. Embora inocentes, simples, sofreram a mesma pena que foi imposta aos adultos, pois já estavam condenados à perdição por serem descendentes de Adão, e, portanto, por serem servos do pecado (ímpios).

Que ação, que entendimento, que compreensão, do que era capaz um infante que o tornava escrava? Bastava simplesmente nascer de pais escravos para ser escravo. Não havia nenhuma ação ou omissão por parte da criança, e neste aspecto, todos os descendentes de Adão são escravos do pecado.

A condição é própria a todos os homens, e não se vincula a questões de méritos.  O apóstolo Paulo ao falar da condição do homem em sujeição ao pecado utiliza o vocábulo `doulos’, indicando escravidão em oposição à condição do homem livre, que é `eleutheria’.

`Doulos’ é um termo que não possui conotação moral ou ética, e que data de um período histórico anterior a Sócrates, e que, portanto, também já era de conhecimento do apóstolo. O apóstolo Paulo preferiu o vocábulo `Doulos’ em lugar de `eleutheria’, o que demonstra que a escravidão ao pecado não depende de questões morais ou comportamentais.

`Doulos’ possui sentido diferente de `enkráteia’, que é um conceito socrático, que introduziu o conceito de liberdade ética. Este conceito estabelece a liberdade como possuidora de senhorio sobre a existência orgânica e psíquica do homem, indicando a virtude como sendo `conhecimento’ e fundamentando a liberdade do homem no conhecimento e na racionalidade: conhecer o bem implica praticá-lo.

Observe: “Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues” ( Rm 6:17 ). O homem é servo do pecado sem qualquer conotação moral, uma vez que o apóstolo dos gentios utiliza o vocábulo `doulos’ e despreza o termo `eleutheria’.

O Caminho Largo

Quando Jesus orientou os seus ouvintes a entrarem por Ele: “Entrai pela porta estreita” ( Mt 7:13 ), ou seja, que nascessem de novo ( Jo 3:3 ), Ele também alertou acerca da porta larga.

Jesus é o último Adão, sendo necessário ao homem nascer de novo para ser participante da natureza divina ( 1Pe 1:2 e 22 -23 ; 1Co 15:45 ).

Mas, como não é primeiro o espiritual, senão o animal (o terreno), pois primeiro os homens carnais são gerados através de Adão, que é a porta larga, por onde todos os homens entram ao nascer neste mundo, para depois entrarem pela porta estreita, segue-se que a porta larga é o primeiro Adão “… porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela” ( MT 7:13 ).

Jesus alertou que a porta é larga e que o caminho que conduz a perdição é espaçoso. Ir à perdição não depende da vontade, da consciência, do conhecimento ou da volitividade do indivíduo. O que conduz à perdição é o caminho largo que o homem se encontra após ter nascido segundo a vontade da carne, do sangue e da vontade do varão ( Jo 1:12 ).

De modo semelhante, é Cristo, o caminho, que conduz o homem a Deus, e, portanto, é necessário nascer de novo para trilhar o novo e vivo caminho.

Conclusão

Deus destruiu Sodoma e Gomora porque não havia dez justos em ambas as cidades, o que nos faz lembrar dos infantes que nelas habitavam.

Como Deus garantiu que não destruiria as cidades se houvesse nela dez justos, e acabou subvertendo Sodoma e Gomora, conclui-se que as crianças não eram justas, embora fossem inocentes.

Devemos ter em mente também que a palavra inocente no Antigo Testamento tem o sentido de alguém `simples’, `desavisado’, diferente do sentido que passou a predominar ao longo dos anos, devido aos tribunais.

A ação de Deus no Antigo Testamento reitera a declaração do Salmista Davi, que diz: “E não entres em juízo com o teu servo, porque à tua vista não se achará justo nenhum vivente” ( Sl 143:2 ). O apóstolo Paulo reitera:”Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer” ( Rm 3:10 ), nem os infantes.

Em nenhuma das referências bíblicas excetua as crianças, que embora sejam inocentes, diante de Deus são ímpias.

Esta distinção entre justo e inocente se fez necessária porque muitos cristãos, embora admitam que a humanidade sem Cristo seja réu do inferno por causa da sua natureza pecaminosa, entendem que os infantes não se enquadram neste quesito, pois entendem que os infantes não são lúcidos e não possuem consciência para diferenciar o bem do mal, o que impede que exteriorizem uma ação ou omissão pecaminosa.

Ou seja, contraria totalmente a mensagem de Cristo: os homens são sujeitos do verbo `hamartia’ porque são escravos do pecado, e não o contrário: são pecadores por causa de suas ações e omissões.

Qual a condição dos inocentes de Sodoma e Gomora? “Se eu em Sodoma achar cinqüenta justos dentro da cidade, pouparei a todo o lugar por amor deles” ( Gn 18:26 ). Eram ímpias, pois Abraão argumenta: “Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti. Não faria justiça o Juiz de toda a terra?” ( Gn 18:25 ).

Claudio crispim

7 COMENTÁRIOS

  1. Boa tarde,

    Gostaria de saber se na bíblia existe alguma passagem que fale sobre a idade que a criança deixa de ser inocente aos olhos de Deus? Porque sempre imaginei que fosse aos 7 anos como dito acima, mas algumas pessoas dizem ser aos doze anos.
    Procurei informações e em nenhuma passagem pude confirmar a idade.

    Att.

    Susan

  2. Todas as crianças no estado de inocência, estão salvas no plano da redenção executado por Cristo. Jesus disse: “Deixai os meninos, e não os estorveis de vir a mim; porque dos tais é o reino dos céus” (Mt 19: 14). A criança, embora nascida pecadora pelo pecado original, ainda não tem consciência de si mesma.. Quando crescer, a inocência morre e a pessoas passa a ter consciência do pecado e, agora, só será salva, se crer no Senhor Jesus Cristo (João 3: 16). Paulo fala de filhos impuros (1 Corintios 7: 14), jamais a palavra impuro quer dizer perdição (Leviticos 15). Em (Ezequiel 18: 20), fala que o filho não levará a maldade do pai. Já em (2 Samuel 12: 23), depois do terrível pecado de Davi, ele diz: “Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim”. Aqui vemos a criança salva. Em (Marcos 10: 14), Jesus falando com respeito às crianças: “das tais é o reino de Deus”. Ema Mateus 21: 16, está escrito: “Pela boca dos meninos e das crianças de peito tiraste o perfeito louvor”. A criança não tem faculdade para crer, não tem condições para arrepender- se, não pode ser batizada, a criança, segundo as leis dos homens, não pode ser condenadas. Toda verdade é paralela. Se as leis humanas não condenam a criança, igualmente a lei de Deus. Romanos 14: 12, está dito que cada um dará conta de si mesmo a Deus> Se a criança morre no estado de inocência, não cometeu pecado em sua vida, não tem contas a acertar com Deus, morre salva, assim como morreu as crianças de Sodoma, do Diluvio e outras tantas no decorrer da história. Em todo os cemitérios, a maior área ocupada, não pertence aos adultos, mas ás crianças. Creio que isto é uma providência divina, para aumentar o número de salvos na glória celestial. Por esta razão o número de salvos não é pequeno, pois a quarta parte da humanidade morre na infância. Por isso os salvos é como areia do mar.

    • concordo que todas as crianças estão salvas por meio de Cristo e também concordo que todas estão condenadas por meio de Adão. Concordo que todos de Sodoma, inclusive as crianças eram impias e injustas diante de Deus e por isso foram destruídas juntamente, mas discordo do destino final delas, pois a justiça dos pequenos vem de Cristo, se morrerem como inocentes(criancinhas), diferentes dos pais que já morrem rejeitando a Deus. Quem mata na verdade é a natureza como foi citado, por isso todos morreram, mas Cristo não leva em conta a idade da ignorância, podendo o homem consciente tomar uma decisão, como o natural consciente não decidirá por cristo, recebera o castigo justo, condenação. Mas e as crianças se morrerem antes de poder tomar essa decisão? Creio que Cristo as cobre com sua misericórdia.

  3. Olá! Gostei muito da discussão abordada nessa página, porém gostaria de expor minha opinião a respeito da salvação de crianças. Primeiramente acredito que as CRIANÇAS (inocentes) que são filhas de justos serão salvas. Se Noé tivesse uma filha de 1 ano no dia do Dilúvio, esta também entraria na arca. Já as crianças filhas de ímpios não seriam salvas na segunda vinda de Cristo,mas teriam mais sete anos para se converter e se tornar justa. Por isso que bebês morreram em Sodoma e Gomorra e também no Dilúvio. Não consigo imaginar Jesus chegando nas nuvens e os bebÊs de colos desaparecendo dos braçõs de mães que não reconheceram Jesus como único e suficiente Salvador.

  4. Excelente o Estudo! Parabéns… Gostaria de fazer uma pergunta, se me permite claro, pois, não pude concluir, ou meu conhecimento não foi suficiente para concluir um raciocinio…. Quer dizer que, uma criança inocente, que não é justa (justificada), um bebê por exemplo, haja vista que em Sodoma e Gomorra com certeza existiam bebês naquele dia, apesar de serem bebês inocente e não justos, eram ìmpios isso está claro, mas… quer dizer então que elas, e todos os outro bebês/crianças inocentes que morrem, estão condenadas eternamente? Por não serem justas, estaõ condenadas, é isso?
    Podemos dizer que uma criança inocente que morre hoje, não sendo justa, morre e vai para o inferno, já que não é salva/justa?

    grato

    • Aldo Bom dia!
      Primeiramente obrigada por apreciar nossa web, vou tentar ajuda-lo a compreender o estudo ok?
      Na bíblia em Romanos 3:10 diz que não há nenhum justo se quer, lembrando que tudo que vinha do homem é proveniente de pecado, por isso que Jesus veio para nos justificar.Entende-se que isso inclui as crianças certo? Porque se não a bíblia falaria que não há nenhum justo se quer a não ser crianças que são inocentes …porém não é isso que a bíblia nos fala, ao contrario a palavra nos dá 2 chaves importante. A primeira está em Provérbios 22:6, que diz para instruir as crianças nos caminhos de Deus, isso nos responsabiliza como Pais e Mestres nessa importante tarefa de ministrar aos nossos filhos desde os primeiros dias de vida. O segundo verso Marcos 10:14, Jesus adverte que é para deixarmos as crianças IR até Ele, ou seja, conhece-lo, experimentar dessa maravilhosa Companhia…deixar ser conhecido por elas. É importante ressaltarmos que a partir de 7 anos as crianças já tem uma idéia formada do que é certo ou errado, do que é bom ou ruim …afinal hoje é tão comum vermos crianças nessa faixa etária roubando, se drogrando e até mesmo com instinto de assassino proveniente do ambiente onde eles vivem e da educação que receberam. Isso nos leva a pensar que em Sodoma as crianças ( nessa faixa etária 5 a 7 pois as demais não tem consciência por isso não iriam ao inferno “Romanos 2 :15”) conviviam com pecados terríveis e que concerteza praticavam muito deles porque era pra eles a coisa normal pois o pecado já estava totalmente neles. Então para recapturar de 0 a 7 anos crianças vão para o céu sim pois não tem uma consciência formada do bom ou ruim, a partir daí cabe a nós a responsabilidade de instruirmos nossas crianças para que elas conheçam a Jesus e sejam justificada por Ele.
      Espero ter ajuda-lo

      Um grande abraço

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